Pular para o conteúdo
SPR Med
PainelEntrar na plataforma

Estudo por área

Doenças Cerebrovasculares no ENAMED: AVC Isquêmico e Hemorrágico

Descubra os temas de Doenças Cerebrovasculares mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 44%.

Por Dr. Vinícius Côgo DestefaniCRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Publicado em 3 de março de 2026Revisado em 9 de setembro de 2026

Ficha técnica
Editoria
Estudo por área
Autor
Dr. Vinícius Côgo DestefaniCRM-SP 158.541 · RQE 108.337
Publicação
3 de março de 2026
Revisão
9 de setembro de 2026
Leitura
13 min
Versão em texto
Abrir em Markdown
Neste artigo

Atualização normativa em 09/09/2026: a Resolução CNE/CES nº 3/2025 revogou a resolução de 2014 e prevê transição curricular nos arts. 38 e 39. As referências a 2014 neste texto descrevem o quadro histórico. Para planejamento atual, confirme o PPC aplicável à turma e as DCN de 2025. A matriz do exame permanece um documento próprio: entenda a relação entre DCN e ENAMED.

Doenças cerebrovasculares aparecem com frequência expressiva no ENAMED: o tema esteve presente em 8 das 17 edições históricas analisadas, totalizando 8 questões e média de 1 questão por aparição. Com probabilidade de 44,2% de ser cobrado na próxima edição e tendência classificada como QUENTE, o AVC, tanto isquêmico quanto hemorrágico, representa um dos tópicos prioritários de Clínica Médica para o estudante que busca desempenho acima da média no exame. A abordagem exigida combina raciocínio diagnóstico por imagem, conhecimento de janelas terapêuticas, critérios de elegibilidade para trombólise e condutas em urgência neurológica, em alinhamento direto com as competências da Portaria INEP 478/2025.

Epidemiologia & Conduta, ENAMED
AVC Isquêmico vs. AVC Hemorrágico
Tendência: QUENTE 8 questões em 17 edições Prob. 44,2% na próxima edição
Epidemiologia no Brasil
2ª
causa de morte no Brasil (doenças cardiovasculares)
~80%
dos casos são AVC isquêmico
~20%
dos casos são AVC hemorrágico
1ª
causa de incapacidade funcional em adultos
Diagnóstico Diferencial por Imagem
AVC Isquêmico
TC crânio sem contraste:
Hipodensidade (pode ser normal nas 1ªs horas)
RM (DWI):
Hiperintensidade precoce, padrão ouro para diagnóstico agudo
Sinal da artéria hiperdensa:
Indica trombo na artéria cerebral média
AVC Hemorrágico
TC crânio sem contraste:
Hiperdensidade espontânea, diagnóstico imediato e sensível
Localização típica:
Núcleos da base (HAS), lobar (angiopatia amiloide)
Hemorragia subaracnóidea:
Hiperdensidade cisternal, pensar aneurisma
⏱ Janelas Terapêuticas, AVC Isquêmico
Trombólise IV com rt-PA (Alteplase)
Até 4,5 horas do início dos sintomas · Dose: 0,9 mg/kg (máx. 90 mg) · Excluir hemorragia na TC antes
Trombectomia Mecânica
Até 6 horas (oclusão de grandes vasos) · Pode estender para 24h com seleção por perfusão (DAWN/DEFUSE-3)
Principais Contraindicações à Trombólise
Hemorragia ativa · TC com sangramento · PA > 185/110 mmHg não controlada · Cirurgia < 14 dias · Glicemia < 50 mg/dL · Anticoagulação plena
Conduta Geral na Urgência
AVC Isquêmico
✓ AAS 300 mg VO imediato (se sem trombolítico)
✓ Controle pressórico permissivo (≤ 220/120 sem trombólise)
✓ Glicemia: manter 140-180 mg/dL
✓ Anticoagulação: evitar fase aguda (risco de transformação hemorrágica)
✓ Estatina de alta intensidade
AVC Hemorrágico
✓ Controle pressórico agressivo: PA alvo < 140 mmHg
✓ Reversão de anticoagulação (vitamina K, CCP, protamina)
✓ Avaliar cirurgia: hematoma cerebelar > 3 cm ou deterioração
✓ Evitar AAS e anticoagulantes na fase aguda
✓ Monitorar PIC: cabeceira 30°, osmoterapia se necessário
O que o ENAMED costuma cobrar
1⃣
Identificar o tipo de AVC pela TC: hipodensidade (isquêmico) vs. hiperdensidade (hemorrágico), questão clássica de raciocínio por imagem
2⃣
Critérios de elegibilidade para trombólise: janela de 4,5h, exclusão de contraindicações, controle de PA antes do trombolítico
3⃣
Conduta pressórica diferenciada: permissiva no isquêmico sem trombólise vs. agressiva no hemorrágico (< 140 mmHg)
4⃣
Indicação cirúrgica no hemorrágico: hematoma cerebelar > 3 cm, hidrocefalia, deterioração neurológica progressiva
Clínica Médica · 28% do ENAMED · Portaria INEP 478/2025
SPR Med: Diagnóstico → Prescrição → Controle → Mentoria

Quantas questões de doenças cerebrovasculares já caíram no ENAMED?

Segundo análise preditiva baseada em 17 edições históricas do exame, o tema doenças cerebrovasculares acumula 8 questões no total, distribuídas em 8 edições distintas, o que indica regularidade, e não concentração pontual. A média de 1,0 questão por aparição é típica de temas de Clínica Médica com alta relevância epidemiológica: o exame prioriza casos que exigem tomada de decisão em cenário de urgência, e o AVC é o modelo perfeito para esse formato.

A confiança classificada como alta nos modelos preditivos do SPR Med indica que o comportamento histórico do tema é consistente e os padrões de cobrança são identificáveis. Isso significa que o estudo estruturado deste conteúdo não é especulação, é investimento com retorno calculável.

No contexto epidemiológico, o AVC é a segunda causa de morte no Brasil e a primeira causa de incapacidade permanente em adultos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Datasus (Fonte: Ministério da Saúde, 2023). Essa carga de doença justifica a presença recorrente do tema em provas que avaliam competência clínica real.

Para a edição de 2025, a probabilidade de 44,2% posiciona doenças cerebrovasculares entre os 50 temas mais prováveis de toda a prova, o que, em uma avaliação de 100 questões com cobertura ampla, representa relevância estatística significativa. O ranking #45 na lista de predições do SPR Med confirma essa posição competitiva dentro da área de Neurologia e Clínica Médica.


Quais são os subtemas de AVC mais cobrados no ENAMED?

A análise das edições históricas permite identificar padrões de cobrança por subtema. O exame não aborda o AVC de forma enciclopédica, ele parte de cenários clínicos para testar competências específicas definidas na Matriz de Referência Comum (Portaria INEP 478/2025), especialmente nas áreas de raciocínio diagnóstico, tomada de decisão terapêutica e manejo de urgências.

Subtema Frequência Histórica Tendência Nível de Prioridade
AVC isquêmico agudo, diagnóstico clínico e por imagem Alta Quente Prioritário
Critérios de elegibilidade para trombólise (rt-PA) Alta Quente Prioritário
AVC hemorrágico, diferenciação tomográfica Média Estável Alto
Escala NIHSS e estratificação de gravidade Média Quente Alto
AIT (Ataque Isquêmico Transitório), diagnóstico e risco Média Estável Alto
Controle de PA no AVC agudo Média Estável Moderado
Anticoagulação em fibrilação atrial e prevenção secundária Baixa Quente Moderado
Hemorragia subaracnóidea, apresentação clínica Baixa Estável Complementar

(Fonte: análise de distribuição temática SPR Med com base em 17 edições históricas)

O padrão predominante nas questões envolve cenário clínico com dados de exame físico neurológico + achado de neuroimagem + pergunta sobre conduta. A habilidade de integrar informações clínicas e radiológicas para tomar uma decisão em tempo real é o que o ENAMED está avaliando, não memorização isolada de critérios.

O tema AIT merece atenção especial por ser frequentemente subestimado no estudo: o exame já cobrou situações em que o estudante precisa reconhecer o risco de AVC nas primeiras 48 horas após um AIT e tomar a conduta preventiva adequada, o que exige conhecimento do escore ABCD2 e das indicações de antiagregação plaquetária.


Como estudar doenças cerebrovasculares para o ENAMED?

A estratégia de estudo para este tema precisa ser organizada em três camadas: fundamentos fisiopatológicos, protocolo de abordagem aguda e prevenção secundária. O ENAMED não cobra fisiopatologia pura, mas o estudante que não entende por que a janela terapêutica existe comete erros sistemáticos em questões de conduta.

O ponto de partida recomendado é o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do AVC Isquêmico Agudo do Ministério da Saúde (2022), que traduz para a realidade brasileira as recomendações da American Heart Association/American Stroke Association (AHA/ASA). Esse documento é a referência mais alinhada ao que o ENAMED cobra, pois a prova é nacional e opera dentro do contexto do SUS.

O segundo documento essencial são as Diretrizes Brasileiras para o Manejo do AVC Hemorrágico da Academia Brasileira de Neurologia (ABN, 2022), especialmente no que se refere à diferenciação tomográfica, ao controle de pressão arterial e às indicações cirúrgicas, tema que aparece em cenários de maior complexidade.

O terceiro eixo é a DCN 2014 reformulada e as competências descritas na Portaria INEP 478/2025, que definem explicitamente a capacidade de "reconhecer e manejar emergências neurológicas" como competência esperada do egresso do curso de medicina. Isso valida a presença do AVC como tema estruturante do exame.


AVC Isquêmico Agudo: o que o ENAMED cobra em profundidade?

O AVC isquêmico representa cerca de 85% de todos os casos de AVC no Brasil (Fonte: Ministério da Saúde, 2023) e concentra a maior parte das questões históricas do ENAMED sobre o tema. O cenário clínico típico descreve um paciente adulto com início súbito de déficit focal, hemiparesia, afasia, disartria, hemianopsia ou ataxia, e exige que o estudante percorra com precisão a cadeia diagnóstica e terapêutica.

Diagnóstico clínico e escalas. O ENAMED cobra reconhecimento dos sinais de alerta neurológico (FAST: Face, Arm, Speech, Time) e aplicação da Escala NIHSS para estratificação de gravidade. A NIHSS é ferramenta obrigatória no protocolo de AVC, e questões já avaliaram a capacidade de interpretar pontuações e associá-las à elegibilidade para trombólise.

Neuroimagem. A TC de crânio sem contraste é o exame de primeira linha no AVC agudo, com função primária de excluir hemorragia, não confirmar isquemia, que nas primeiras horas pode não ser visível. Esse conceito é central e já foi abordado em questões que testam o conhecimento sobre "quando a TC é normal no AVC isquêmico". A RM com DWI (difusão) tem maior sensibilidade nas primeiras horas, e o exame pode explorar esse ponto em cenários com TC negativa e quadro clínico sugestivo.

Trombólise com rt-PA. Este é o subtema mais cobrado dentro do AVC isquêmico. O estudante precisa dominar os critérios de inclusão e exclusão para uso do alteplase (rt-PA) dentro da janela de 4,5 horas, conforme protocolo do MS e diretrizes AHA/ASA. Questões do ENAMED foram construídas com cenários que incluem um ou dois critérios limítrofes, PA levemente elevada, idade avançada, uso de anticoagulante, exigindo raciocínio integrado, não decoreba de lista.

Controle de PA no AVC agudo. A conduta pressórica é contraintuitiva para muitos estudantes: em pacientes não elegíveis para trombólise, a meta de PA é mais permissiva (até 220/120 mmHg), enquanto nos elegíveis para rt-PA o alvo é diferente. Esse conceito já foi explorado em questões que apresentam um paciente com PA elevada e perguntam sobre a conduta, e a resposta correta depende de saber se o paciente será ou não trombólisado.

Trombectomia mecânica. Com a expansão dos centros de referência no Brasil, esse tópico ganhou espaço nas diretrizes e tende a aparecer com maior frequência no ENAMED. A janela de 24 horas para seleção por imagem (DAWN/DEFUSE-3) e os critérios de oclusão de grande vaso são os pontos de maior cobrança potencial.


AVC Hemorrágico e AIT: como o ENAMED diferencia o estudo?

Hemorragia Intracerebral (HIC). O exame aborda o AVC hemorrágico principalmente pela via do diagnóstico diferencial, diferenciar clinicamente e radiologicamente da isquemia é competência esperada. A TC de crânio é o método diagnóstico de eleição e evidencia hiperdensidade aguda no parênquima. Questões que exploram as causas mais comuns (hipertensão arterial sistêmica, malformação arteriovenosa, angiopatia amiloide) já foram registradas em edições anteriores.

O controle da PA na HIC segue protocolo específico: a meta agressiva de redução da PA sistólica para abaixo de 140 mmHg nas primeiras horas é recomendada pela AHA/ASA (2022) em pacientes com HIC leve a moderada, e o exame já explorou esse ponto em contraste com a conduta permissiva do AVC isquêmico sem trombólise. Dominar essas diferenças é fator de discriminação entre candidatos.

Hemorragia Subaracnóidea (HSA). Embora menos frequente nas questões históricas, a HSA por rotura de aneurisma tem apresentação clínica marcante, cefaleia "em trovoada", pior da vida, com instalação abrupta, que já foi explorada em cenários clínicos do exame. A TC pode ser negativa em até 5% dos casos nas primeiras horas, e a punção lombar com xantocromia é o exame complementar nessa situação.

Ataque Isquêmico Transitório (AIT). O AIT é definido como episódio neurológico focal de causa vascular que resolve completamente em menos de 24 horas, sem evidência de infarto em neuroimagem. O ENAMED cobra o reconhecimento do risco imediato de AVC após AIT: o escore ABCD2 estratifica o risco de AVC nos primeiros dois dias. Pacientes com escore elevado (≥4) devem ser hospitalizados para investigação e tratamento, conforme as diretrizes do MS. Esse ponto é frequentemente explorado em questões de conduta.

FLUXO DE ATENDIMENTO

AVC Agudo no Pronto-Socorro

Janelas terapêuticas e pontos de decisão clínica

1
Chegada / Reconhecimento
Aplicar escala de Cincinnati ou NIHSS • Anotar horário exato do início dos sintomas • Acionar equipe de AVC imediatamente
Meta: porta-médico < 10 min
2
Avaliação e Estabilização
Glicemia capilar (excluir hipoglicemia) • Pressão arterial • ECG • Acesso venoso • Coleta de exames: HMG, coagulograma, eletrólitos, função renal
Meta: porta-exame < 25 min
3
Neuroimagem Urgente
TC de crânio SEM contraste: exclui hemorragia • Decisão primordial: isquêmico ou hemorrágico? • Se disponível: angioTC para oclusão de grande vaso
Meta: porta-tomografia < 25 min
4
Decisão Terapêutica, AVC Isquêmico
rt-PA IV (Alteplase)
Janela: até 4h30min do início
Dose: 0,9 mg/kg (máx 90 mg)
10% em bolus + 90% em 60 min
Sem hemorragia na TC
Trombectomia Mecânica
Janela: até 24h (selecionados)
Oclusão de grande vaso
Pode ser combinada com rt-PA
Centros especializados
Meta: porta-agulha < 60 min
5
Decisão Terapêutica, AVC Hemorrágico
Trombolítico é CONTRAINDICADO • Controle pressórico agressivo: PA sistólica alvo < 140 mmHg • Reverter anticoagulação se em uso • Avaliação neurocirúrgica imediata
Lobar ou cerebelar: considerar cirurgia
Ganglionar: tratamento clínico na maioria
6
AIT, Atenção Especial ENAMED
Resolução completa em < 24h, sem infarto em neuroimagem • Risco imediato de AVC nos primeiros 2 dias, não negligenciar!
Escore ABCD2, Estratificação de Risco
A, Idade ≥ 60 anos: 1 pt
B, PA ≥ 140x90: 1 pt
C, Clínica: hemiplegia 2 pt / fala 1 pt
D, Duração: ≥60 min 2 pt / 10-59 min 1 pt
D, Diabetes: 1 pt
Escore 0-3: Baixo risco
Escore 4-5: Moderado
Escore 6-7: Alto risco → Internar
7
Internação e Prevenção Secundária
Unidade de AVC dedicada reduz mortalidade • Antiagregação: AAS 100-300 mg (isquêmico não cardioembólico) • Anticoagulação: fibrilação atrial (warfarina ou NOAC) • Controle de FRCV: HAS, DM, dislipidemia, tabagismo
Principais Pegadinhas ENAMED
Não confundir janela de rt-PA (4h30min) com trombectomia (até 24h em selecionados)
AIT não é "AVC menor", exige investigação urgente, especialmente com ABCD2 ≥ 4
Hipoglicemia pode mimetizar AVC, sempre checar glicemia antes de avançar
TC sem contraste é o primeiro exame, rápido e disponível para excluir hemorragia

Dicas práticas de estudo para doenças cerebrovasculares no ENAMED

Priorize fluxogramas de conduta. Construir, e não apenas ler, o fluxo de atendimento ao AVC agudo é a técnica mais eficiente para fixar os pontos de decisão que o ENAMED testa. Quem chegou? Qual foi o início? TC: sangue ou não? Dentro da janela? Algum critério de exclusão? Esse percurso mental deve ser automático.

Domine as janelas terapêuticas. A diferença entre 3h, 4,5h e 24h não é detalhe, é o eixo central das questões de conduta. Cada janela corresponde a uma conduta diferente (trombólise venosa, trombectomia) e critérios distintos de elegibilidade. Estudar as janelas de forma isolada, sem associar ao tipo de paciente, é o erro mais comum.

Resolva questões contextualizadas. A preparação baseada apenas em leitura passiva é insuficiente para o ENAMED. O formato da prova é de 100 questões objetivas, e o AVC é tema que aparece em cenários com dados de exame neurológico, valores de PA, resultado de TC e medicações em uso. Treinar raciocínio em questões comentadas é insubstituível.

Use as diretrizes como âncora, não como enciclopédia. O Protocolo do MS (2022) e as Diretrizes ABN são documentos extensos, não é necessário decorá-los integralmente. A estratégia eficiente é identificar os quadros e algoritmos principais e usá-los como referência para resolver dúvidas pontuais geradas pela prática de questões.

Conecte com temas associados. Doenças cerebrovasculares dialogam diretamente com hipertensão arterial sistêmica, fibrilação atrial, dislipidemia e diabetes, temas também recorrentes no ENAMED. A prevenção secundária do AVC depende do controle dessas comorbidades, e questões de integração entre especialidades são cada vez mais comuns no exame.

O SPR Med oferece módulos de predição por tema com mapeamento dos subtemas mais prováveis para a próxima edição do ENAMED, permitindo que a instituição e o estudante concentrem esforços onde o retorno é maior. [Conheça a metodologia SPR Med em sprmed.com.br]


Resumo estratégico para o ENAMED

Critério Dado
Ranking de predição #45
Probabilidade de cair 44,2%
Tendência QUENTE
Confiança preditiva Alta
Edições com o tema 8 de 16
Total de questões históricas 8
Área Clínica Médica, Neurologia
Prioridade de estudo recomendada Alta

O investimento de estudo em doenças cerebrovasculares é justificado tanto pela frequência histórica quanto pela tendência de crescimento. Com probabilidade de quase 50% para a próxima edição e padrão de cobrança identificável, este é um dos temas em que domínio técnico se converte diretamente em vantagem competitiva no ENAMED.


Perguntas frequentes

O ENAMED cobra a fisiopatologia do AVC ou apenas a conduta?

O foco do exame é a conduta clínica baseada em cenário, não a fisiopatologia isolada. Entretanto, compreender os mecanismos do infarto isquêmico, como a penumbra isquêmica e a justificativa para as janelas terapêuticas, é necessário para responder corretamente questões que envolvem tomada de decisão em situações limítrofes, como pacientes fora da janela padrão de trombólise.

Qual a diferença entre o que o ENAMED cobra sobre AVC isquêmico e AVC hemorrágico?

No AVC isquêmico, o foco recai sobre reconhecimento clínico, elegibilidade para trombólise com rt-PA e controle pressórico na fase aguda. No AVC hemorrágico, o exame prioriza o diagnóstico diferencial tomográfico, o controle de PA com metas específicas e as indicações de intervenção cirúrgica. As condutas são opostas em vários pontos, especialmente em relação à PA, e o exame frequentemente explora essa diferença.

O AIT é cobrado separadamente do AVC no ENAMED?

Sim. O AIT tem abordagem própria no exame, com ênfase no reconhecimento do risco de AVC nas primeiras 48 horas e na aplicação do escore ABCD2. Questões sobre AIT frequentemente testam a decisão de internar ou não o paciente e as medidas de prevenção secundária imediata, como antiagregação plaquetária e investigação etiológica urgente.

Preciso saber todos os critérios de exclusão para trombólise?

Não é necessário memorizar listas exaustivas, mas os principais critérios, PA acima de 185/110 mmHg não controlada, uso de anticoagulante com INR elevado, plaquetas abaixo de 100.000, AVC extenso por imagem, glicemia fora de faixa, aparecem com frequência em cenários do ENAMED e precisam ser reconhecidos com segurança. O Protocolo do MS 2022 é a referência para essa lista.

A trombectomia mecânica é cobrada no ENAMED?

Com crescente implementação nos protocolos brasileiros e presença nas diretrizes AHA/ASA e ABN, a trombectomia mecânica tem potencial de aparição crescente no exame. O ponto mais cobrado tende a ser a indicação por oclusão de grande vaso e a janela expandida de 24 horas com seleção por neuroimagem avançada. Não é o tema central, mas merece atenção em estudo de segundo ciclo.

Como o SPR Med pode ajudar minha preparação em neurologia para o ENAMED?

O SPR Med é uma plataforma B2B voltada para instituições de ensino, mas os dados de predição por tema, incluindo doenças cerebrovasculares, orientam tanto gestores pedagógicos quanto estudantes na priorização do estudo. A metodologia de Diagnóstico, Prescrição, Controle e Mentoria permite identificar lacunas específicas em neurologia e direcionar esforço com precisão. Acesse sprmed.com.br para conhecer os recursos disponíveis.

Compartilhar

Próximo passo

Leve este assunto à coordenação do seu curso.

O SPR Med trabalha com a faculdade: quem decide o que entra no curso é a coordenação. Se este tema faz falta na sua turma, envie esta leitura para quem coordena.

Professor(a), li "Doenças Cerebrovasculares no ENAMED: AVC Isquêmico e Hemorrágico" e acho que o tema vale para a nossa turma: https://sprmed.com.br/blog/espec-doencas-cerebrovasculares

O Dossiê ENAMED 2026 é gratuito: todas as questões da prova lidas por área, competência, contexto e decisão, pares de questões em confronto e o caminho da resposta ao conceito.

Mais desta editoria

Estudo por área

Clima e desastres no ENAMED 2026: estudo por casos

Estude clima e desastres no ENAMED 2026: ondas de calor, vulnerabilidade e gestão do risco, conectando cuidado individual e ação no território.

Dr. Vinícius Côgo Destefani · 17 set 2026 · 5 min

Estudo por área

Saúde mental no ENAMED 2026: o que os casos ensinam

Revise saúde mental no ENAMED 2026 com 11 casos sobre diagnóstico, segurança, substâncias e cuidado em rede. Conheça as fontes e os limites da análise.

Dr. Vinícius Côgo Destefani · 17 set 2026 · 5 min

Estudo por área

Diagnóstico e propedêutica no ENAMED: como estudar

Estude diagnóstico e propedêutica no ENAMED com um roteiro para organizar hipóteses, interpretar dados do caso e revisar erros à luz do manual oficial do Inep.

Dr. Vinícius Côgo Destefani · 12 set 2026 · 5 min

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Política de Privacidade