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Portaria INEP 478/2025: Como Alinhar Sua Faculdade à Matriz de Competências

Como alinhar o currículo e a avaliação da sua faculdade à Matriz de Referência Comum do ENAMED (Portaria INEP 478/2025).

Por Dr. Vinícius Côgo DestefaniCRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Publicado em 3 de março de 2026Revisado em 16 de outubro de 2026

Ficha técnica
Autor
Dr. Vinícius Côgo DestefaniCRM-SP 158.541 · RQE 108.337
Publicação
3 de março de 2026
Revisão
16 de outubro de 2026
Leitura
13 min
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Neste artigo

Em 2025, 107 cursos de medicina receberam conceitos 1 ou 2 no ENAMED, o equivalente a 68% das instituições avaliadas na primeira edição do exame, expondo uma lacuna crítica entre o que os projetos pedagógicos declaram e o que os egressos efetivamente demonstram. A Portaria INEP 478/2025 formalizou a Matriz de Referência Comum do ENAMED, estruturada em 15 competências, 21 domínios e 7 áreas de formação, e continua sendo o principal instrumento metodológico de avaliação da formação médica no Brasil. Com a MP 1.370/2026, aprovada pelo Congresso em 15/10/2026, PLV nº 14/2026, e enviada à sanção, o ENAMED ganhou status legal, passou a ser semestral e foi dividido em três etapas, mas a matriz de competências da Portaria 478/2025 segue valendo como base de tudo o que é avaliado. Para as instituições de ensino que ainda operam com currículos desconectados dessa matriz, o risco regulatório é imediato, mensurável e progressivo.

Portaria INEP 478/2025

Matriz de Referência Comum do ENAMED

15 Competências · 21 Domínios · 7 Áreas de Formação

15
Competências
21
Domínios
7
Áreas de Formação
100
Questões por Etapa
Distribuição por Área de Formação
Clínica Médica28%
Ginecologia e Obstetrícia21%
Cirurgia19%
Pediatria19%
Medicina Preventiva e Social12%
Eixo 1, Atenção à Saúde
  • Raciocínio clínico baseado em evidências
  • Diagnóstico diferencial e conduta terapêutica
  • Prescrição segura e racional
  • Procedimentos e habilidades práticas
  • Urgência e emergência médica
Eixo 2, Gestão e Educação
  • Gestão do cuidado e sistemas de saúde
  • Comunicação e relação médico-paciente
  • Educação em saúde e promoção
  • Bioética e responsabilidade profissional
  • Aprendizado contínuo e autodesenvolvimento
Impacto Regulatório Direto
Conceito Enade Medicina
ENAMED é o principal insumo do Conceito Enade Medicina e do CPC
107 cursos conceito 1-2
Em risco regulatório imediato por desalinhamento curricular
49 cursos conceito 5
Referência de alinhamento total à Portaria 478/2025
Checklist de Alinhamento Institucional
✓PPC mapeado às 15 competências
✓Avaliações internas por domínio
✓Simulados no formato ENAMED
✓Monitoramento por área de formação
✓Diagnóstico de lacunas por turma
✓Plano de melhoria com mentoria

O que muda com a Portaria INEP 478/2025 na prática da gestão acadêmica?

A Portaria INEP 478/2025 não é apenas um documento técnico de referência para elaboração de provas. Ela representa a codificação formal do perfil de egresso esperado pelo Estado brasileiro para o médico formado em território nacional. Ao definir 15 competências mensuráveis organizadas em 21 domínios, a portaria cria um mapa de rastreabilidade entre o projeto pedagógico do curso (PPC), o plano de desenvolvimento institucional (PDI) e a avaliação externa.

Antes do ENAMED, o ENADE para medicina operava com uma estrutura avaliativa genérica, compartilhada com outros cursos da área da saúde, sem granularidade suficiente para identificar fragilidades por competência. A Portaria INEP 478/2025 encerrou esse modelo. Hoje, o ENADE não se aplica mais a Medicina: permanece apenas o Conceito Enade Medicina, derivado do desempenho no ENAMED. E o próprio ENAMED, pela nova lei do ENAMED, passou a ter status legal, aplicação semestral, pelo MEC/INEP, organizada em três etapas: ao fim do 4º semestre, ao fim do 8º semestre (antes do internato) e ao fim do 12º semestre. Todas entram na média de desempenho acumulado do aluno, com peso maior na 3ª etapa, que substitui o exame teórico do Revalida; só a nota do resultado final de quem for proficiente pode ser usada no acesso direto à residência médica.

A consequência prática para gestores acadêmicos é direta: a matriz de competências deixa de ser um referencial abstrato e passa a ser o eixo de alinhamento obrigatório entre o que o corpo docente ensina, o que o NDE avalia e o que o INEP mede, em duas janelas anuais. Instituições que não mapearem seus componentes curriculares contra as 15 competências da portaria estarão operando no escuro em relação ao seu desempenho futuro nas três etapas do exame.


Qual é o impacto regulatório e financeiro para cursos com conceitos 1 e 2?

107 cursos receberam conceitos 1 ou 2 na primeira edição do ENAMED, em 2025. Apenas 49 alcançaram o conceito 5, sendo 84% destes instituições públicas federais (Fonte: INEP, 2025). Aproximadamente 13 mil egressos foram classificados como não proficientes, um dado que o MEC utilizará como insumo direto para revisão de autorizações e reconhecimentos de cursos.

O regime sancionatório vinculado ao ENAMED é operado pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES), com base no arcabouço regulatório do Decreto 9.235/2017 e na Portaria Normativa MEC 20/2017. Com a nova lei do ENAMED, esse regime ganhou um reforço específico: o conceito anual do curso, calculado pela proporção de proficientes nas edições de 3ª etapa do ano (art. 6º), quando insatisfatório, aciona a supervisão de curso, podendo levar a redução de vagas e suspensão de vestibular. Essa pressão institucional vale para todos os cursos, mas apenas com base em resultados realizados a partir da lei (art. 14).

A tabela abaixo sintetiza o fluxo regulatório associado a cada conceito do ENAMED:

Conceito ENAMED Situação Regulatória Medida Aplicável pelo MEC
5 Desempenho referencial Sem restrições; elegível a atos de excelência
4 Desempenho satisfatório Sem restrições regulatórias imediatas
3 Desempenho adequado Monitoramento em ciclo avaliativo ordinário
2 Desempenho insuficiente Condicionamento de reconhecimento; exigência de plano de melhoria
1 Desempenho crítico Supervisão ativa; possibilidade de suspensão de vestibular e redução de vagas

(Fonte: Decreto 9.235/2017; Portaria Normativa MEC 20/2017; MP 1.370/2026; INEP, 2025)

Além do risco regulatório direto, há implicações competitivas. Com a 3ª etapa do ENAMED substituindo o teórico do Revalida e a nota final de quem for proficiente podendo ser usada no acesso direto à residência, candidatos comparam cursos com base no desempenho dos egressos. Isso transforma o conceito ENAMED em indicador de reputação institucional, com reflexos diretos sobre captação de alunos, retenção e posicionamento de mercado.

ReferênciaENAMED e residência: como o desempenho dos egressos afeta o posicionamento da sua faculdade

Como estruturar o alinhamento curricular à Matriz de Referência da Portaria 478/2025?

O alinhamento à Portaria INEP 478/2025 exige uma abordagem metodológica estruturada em três etapas não sequenciáveis: diagnóstico de aderência, prescrição pedagógica e monitoramento contínuo. Nenhuma dessas etapas pode ser executada isoladamente sem comprometer a validade do processo.

Etapa 1: Diagnóstico de aderência por competência

O ponto de partida é o mapeamento dos componentes curriculares ativos do PPC contra as 15 competências e os 21 domínios da Portaria INEP 478/2025. Esse processo precisa ir além da análise de ementas: é necessário identificar se cada competência está sendo ensinada (cobertura), avaliada (verificação) e desenvolvida de forma progressiva ao longo do ciclo, do 4º ao 6º ano.

A experiência com cursos que alcançaram conceito 5 no ENAMED 2025 indica que a cobertura declarada no PPC raramente corresponde à cobertura efetiva nas práticas avaliativas do curso. É comum encontrar competências citadas em dois ou três componentes sem que nenhum deles as avalie de forma explícita e rastreável.

Etapa 2: Prescrição pedagógica baseada em evidências

Uma vez identificadas as lacunas, o NDE precisa converter os achados diagnósticos em ações pedagógicas específicas: revisão de objetivos de aprendizagem, atualização de instrumentos avaliativos, redistribuição de carga horária por domínio e capacitação docente orientada à matriz de competências. Esse processo deve ser documentado com indicadores mensuráveis e vinculado ao PDI da instituição para fins de comprovação junto à SERES em caso de supervisão.

A prescrição pedagógica eficaz não se limita a recomendar "mais simulações clínicas" ou "mais casos baseados em problemas". Ela especifica, para cada competência com cobertura insuficiente, qual ajuste estrutural é necessário, em qual semestre deve ocorrer, quem é responsável e como será monitorado.

Etapa 3: Monitoramento com predição de desempenho

O ciclo avaliativo do ENAMED agora é semestral, com três etapas: ao fim do 4º, do 8º e do 12º semestre, esta última com peso maior na média acumulada. Isso reduz a janela de intervenção entre um ciclo e outro e exige acompanhamento contínuo, não pontual. Instituições que aguardam os resultados oficiais para agir perdem, na prática, um semestre inteiro de oportunidade de melhoria. A alternativa é implementar avaliações internas alinhadas à Matriz de Referência da Portaria 478/2025, com capacidade de predição do desempenho futuro nas três etapas do exame.

O motor M.A.E.S.T.R.O, que sustenta a plataforma SPR Med, processa um banco de 266.177 questões tagueadas em 7 dimensões para gerar essa predição. A projeção de conceito deve ser apresentada como estimativa interna, acompanhada de método e incerteza; o conceito oficial é divulgado pelo INEP. Esse nível de predição transforma o monitoramento de uma atividade reativa em uma ferramenta de gestão prospectiva, construída por médicos para gestores acadêmicos.

Agende uma demonstração da plataforma SPR Med e veja como o módulo de alinhamento à Portaria 478/2025 mapeia as lacunas do seu curso em menos de 72 horas. Acesse sprmed.com.br.

ReferênciaComo funciona a metodologia diagnóstica do SPR Med para o ENAMED

O que diferencia os cursos com conceito 5 dos demais?

49 cursos alcançaram conceito 5 no ENAMED 2025, e 84% deles são instituições públicas federais (Fonte: INEP, 2025). Essa concentração não é coincidência: ela reflete décadas de investimento em infraestrutura de avaliação interna, integração entre ciclo básico e clínico, e cultura institucional de mapeamento por competências.

O que se observa nos cursos de referência é um conjunto de práticas estruturais que vão além do volume de conteúdo ensinado. Três características recorrentes merecem atenção dos gestores:

O primeiro elemento é a verticalização por competência ao longo do internato. Cursos com conceito 5 não tratam o 5º e 6º anos como estágios supervisionados autônomos, eles mantêm avaliações estruturadas por competência ao longo de todo o internato, com feedback individualizado e documentação rastreável.

O segundo elemento é a integração entre o NDE e o corpo docente do ciclo clínico. Em cursos com desempenho crítico, é comum que o NDE opere desconectado das práticas cotidianas dos preceptores de internato. Nos cursos de referência, há reuniões periódicas de alinhamento entre NDE, coordenação e preceptores, com foco explícito na Matriz de Referência do ENAMED.

O terceiro elemento é o uso de avaliações formativas alinhadas ao formato do ENAMED. O estilo de questão do exame, casos clínicos com resolução baseada em raciocínio diagnóstico e terapêutico, exige exposição prévia e sistemática. Cursos que mantêm instrumentos avaliativos predominantemente teóricos ou descritivos produzem egressos com domínio de conteúdo, mas com dificuldade de operacionalizar esse domínio no formato exigido pelo exame.

Dados ENAMED 2025 · INEP

Distribuição de Conceitos ENAMED 2025

Comparativo entre Instituições Públicas e Privadas, 351 cursos avaliados

Conceito 1, Crítico Conceito 2, Insuficiente Conceito 3, Regular Conceito 4, Bom Conceito 5, Excelente
Instituições Privadas (263 cursos)
Conceito 118%
Conceito 224%
Conceito 333%
Conceito 418%
Conceito 57%
Instituições Públicas (107 cursos)
Conceito 15%
Conceito 211%
Conceito 329%
Conceito 434%
Conceito 521%
Principais Fatores de Alinhamento à Portaria 478/2025
1Currículo baseado na Matriz de Competências ENAMED
2Avaliações formativas no formato de casos clínicos
3Raciocínio diagnóstico e terapêutico sistematizado
4Monitoramento de desempenho por área de formação
107
Cursos Conceito 1 ou 2
49
Cursos Conceito 5
Alto
Peso do ENAMED no Conceito Enade

A Portaria INEP 478/2025 reforça que o alinhamento curricular à Matriz de Referência do ENAMED é o principal diferencial entre cursos de conceito crítico e excelente: a diferença está na operacionalização do conhecimento, não apenas em seu domínio teórico.


Quais são os próximos passos regulatórios e como se preparar para o ENAMED em 2026?

Pela nova lei do ENAMED, o exame é semestral e estruturado em três etapas, ao fim do 4º, do 8º (antes do internato) e do 12º semestre, todas componente curricular obrigatório. O resultado do aluno é a média de desempenho acumulado das três etapas, com peso maior na 3ª; a 1ª etapa avalia a integração entre ciências básicas e aplicação clínica. A 3ª etapa é o gate: substitui o exame teórico do Revalida, a nota do resultado final de quem for proficiente pode ser usada no acesso direto à residência médica e, para estudantes que ingressaram a partir de 19/06/2026, a proficiência no resultado final é requisito para o registro no CRM. Isso significa que as instituições precisam revisar não apenas o PPC do ciclo clínico, mas a integração curricular completa, do primeiro ao sexto ano.

A tabela a seguir apresenta o cronograma regulatório relevante para gestores de cursos de medicina:

Marco Prazo Estimado Implicação para Gestores
ENAMED 2025, divulgação de resultados 2º semestre de 2025 Início dos processos de supervisão para conceitos 1 e 2
Prazo para plano de melhoria (conceito 1 e 2) Até 90 dias após notificação SERES Exige diagnóstico curricular e prescrição documentada
MP 1.370/2026, publicação 19/06/2026 ENAMED ganha base legal; semestral; três etapas (texto aprovado em 15/10/2026); supervisão de curso pelo conceito anual
ENAMED, 1ª etapa (4º semestre) A partir de 2026, semestral Revisão do PPC do ciclo básico; entra na média acumulada de quem ingressou a partir de 19/06/2026
ENAMED, 3ª etapa (12º semestre, gate) A partir de 2026, semestral Substitui teórico do Revalida; nota final de quem for proficiente pode compor acesso à residência; proficiência no resultado final é requisito de CRM para novas turmas

(Fonte: INEP, 2025; MP 1.370/2026; Nota Técnica INEP sobre implementação do ENAMED)

Para instituições que receberam conceito 3 em 2025, o horizonte de 2026 é crítico. O conceito 3 não gera sanções imediatas, mas qualquer recuo de desempenho no próximo ciclo coloca o curso na faixa de risco regulatório, agora monitorada duas vezes por ano. A janela de intervenção preventiva está aberta, e é significativamente mais segura do que agir em regime de urgência após uma notificação da SERES ou uma supervisão de curso prevista na nova lei do ENAMED.

Para instituições que receberam conceitos 1 ou 2, o plano de melhoria não é opcional. Ele precisa ser estruturado com metodologia clara, indicadores mensuráveis e evidências de implementação. Um plano genérico, sem rastreabilidade por competência, dificilmente satisfará os critérios de supervisão do MEC.

Solicite uma análise diagnóstica gratuita do seu curso com a equipe do SPR Med. Nossa metodologia mapeia a aderência do seu PPC à Portaria INEP 478/2025 em até 72 horas e entrega um relatório com prescrições priorizadas por impacto nas três etapas do ENAMED. Acesse sprmed.com.br.


Como o SPR Med apoia o alinhamento à Portaria 478/2025?

O SPR Med é a primeira plataforma institucional B2B de gestão estratégica para o ENAMED no Brasil, desenvolvida especificamente para apoiar IES no alinhamento curricular à Portaria INEP 478/2025 e na melhoria contínua de desempenho nas três etapas do exame, sob o novo marco da lei do ENAMED.

A metodologia da plataforma opera em quatro pilares integrados: Diagnóstico, Prescrição, Controle e Mentoria, sustentados pelo motor M.A.E.S.T.R.O. O módulo de diagnóstico mapeia automaticamente os componentes curriculares do curso contra as 15 competências e os 21 domínios da Matriz de Referência Comum, identificando lacunas de cobertura, avaliação e verticalização. O módulo de prescrição converte os achados em ações pedagógicas priorizadas, com responsáveis, prazos e indicadores definidos.

O diferencial do SPR Med em relação a soluções de diagnóstico convencionais está na capacidade de prescrição automatizada e mentoria em escala, dois elementos que transformam o diagnóstico de uma commodity analítica em uma ferramenta de gestão operacional. A qualidade da estimativa institucional precisa ser demonstrada em validação específica, sem transportar para ela a métrica de acerto dos temas previstos. Proficiência médica deixa de ser aposta.

ReferênciaSPR Med, Diagnóstico, Prescrição e Controle para o ENAMED

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Perguntas frequentes

O que é a Portaria INEP 478/2025 e por que ela é relevante para a gestão do meu curso?

A Portaria INEP 478/2025 define a Matriz de Referência Comum do ENAMED, estruturada em 15 competências, 21 domínios e 7 áreas de formação. Ela é o documento normativo que determina o que o INEP avalia nas provas de 100 questões aplicadas a cada etapa do ENAMED, agora semestral e dividido em três etapas (4º, 8º e 12º semestres), pela nova lei do ENAMED. Para gestores, a relevância é direta: o desempenho do curso no ENAMED, e as consequências regulatórias associadas, depende do alinhamento entre o PPC e essa matriz. Cursos que não mapearam seus componentes curriculares contra a portaria estão operando sem visibilidade sobre seu risco regulatório futuro.

Quais são as sanções concretas para cursos com conceito 1 ou 2 no ENAMED?

Cursos com conceito 1 estão sujeitos a supervisão ativa pela SERES, com possibilidade de suspensão de vestibular e redução de vagas. Cursos com conceito 2 podem ter o processo de renovação de reconhecimento condicionado à apresentação de plano de melhoria com indicadores mensuráveis. As bases legais são o Decreto 9.235/2017, a Portaria Normativa MEC 20/2017 e, agora, a nova lei do ENAMED, que prevê a supervisão de curso a partir do conceito anual, calculado pela proporção de proficientes nas edições de 3ª etapa do ano. Em 2025, 107 cursos ficaram nessa faixa de risco, o que indica que o MEC enfrentará um volume significativo de processos de supervisão simultâneos nos próximos ciclos (Fonte: INEP, 2025).

Meu curso recebeu conceito 3. Preciso tomar alguma providência?

O conceito 3 não gera sanções imediatas, mas qualquer recuo no próximo ciclo coloca o curso na faixa 2, que já implica condicionamento regulatório. Com o ENAMED semestral e em três etapas, há agora duas janelas anuais de avaliação, incluindo a 1ª etapa, ao fim do 4º semestre, que amplia o escopo monitorado para o ciclo básico. Cursos com conceito 3 estão em posição de vulnerabilidade preventiva, e a janela para intervenção segura está aberta agora, antes da publicação dos próximos resultados.

Como o NDE deve ser envolvido no processo de alinhamento à Portaria 478/2025?

O NDE é o órgão responsável pela concepção, acompanhamento e avaliação do PPC, conforme a Resolução CONAES 1/2010. No contexto do ENAMED, ele precisa liderar o mapeamento de competências, validar as prescrições pedagógicas e garantir que as revisões curriculares sejam documentadas de forma rastreável para fins regulatórios, considerando agora as três etapas do exame. Um NDE que opera apenas na dimensão formal, cumprindo prazos de reuniões e atas, sem gestão ativa por competência, não está posicionado para responder adequadamente a uma notificação da SERES ou a uma supervisão de curso.

A 1ª etapa do ENAMED no 4º semestre exige revisão do PPC do ciclo básico?

Sim. A 1ª etapa do ENAMED, ao fim do 4º semestre, é componente curricular obrigatório e entra na média de desempenho acumulado de quem ingressou a partir de 19/06/2026, que define o resultado final do estudante. Ela passa a avaliar competências desenvolvidas no ciclo básico, com ênfase na integração entre ciências básicas e aplicação clínica. Instituições que não revisarem a integração curricular entre o 1º e o 4º semestre correm o risco de apresentar lacunas estruturais que não serão corrigíveis a tempo. O prazo para revisão do PPC com tramitação regular nos órgãos colegiados é de aproximadamente dois a três semestres, o que torna a ação imediata urgente.

Como uma plataforma como o SPR Med apoia o alinhamento à Portaria 478/2025?

O SPR Med mapeia automaticamente os componentes curriculares do curso contra as 15 competências e os 21 domínios da Portaria INEP 478/2025, identifica lacunas de cobertura e avaliação, e entrega prescrições pedagógicas priorizadas por impacto nas três etapas do ENAMED. Uma estimativa de conceito exige validação própria, com população, período, erro e comparação ao resultado oficial documentados.

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