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Quem elabora a prova do ENAMED? BNI, CAAFM e CAI

Saiba quem elabora a prova do ENAMED, como atuam BNI-ES, CAAFM e CAI e por que a escrita das questões, a montagem e a definição do corte são etapas distintas.

Por Dr. Matheus FerreiraCRM-SP 206.304

Publicado em 12 de setembro de 2026

  • ENAMED
  • Manual do Inep
  • Funcionamento do exame
Ficha técnica
Autor
Dr. Matheus FerreiraCRM-SP 206.304
Publicação
12 de setembro de 2026
Leitura
5 min
Versão em texto
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Neste artigo

A prova do ENAMED é elaborada por um processo coordenado pelo Inep, com docentes responsáveis por escrever e revisar itens e comissões que cumprem funções específicas. A CAAFM define encomendas e monta a prova; a CAI analisa o instrumento e participa da definição do padrão de desempenho e da nota de corte. As questões aprovadas integram o Banco Nacional de Itens da Educação Superior, BNI-ES. Manual do Inep, página 8.

Essa organização ajuda a entender por que elaborar uma questão, selecionar o caderno e calcular a nota são tarefas diferentes. Nenhuma delas, isoladamente, explica todo o exame.

Quais são as responsabilidades de cada grupo?

O manual descreve uma separação deliberada de funções. Isso não significa ausência de revisão pelas comissões: a CAAFM também revisa e homologa itens do banco. O objetivo é distinguir a produção das questões, a montagem da prova e a definição do desempenho esperado.

Participante do processo Responsabilidade descrita pelo manual
Inep e Diretoria de Avaliação da Educação Superior Selecionar e capacitar docentes, conduzir o processo e executar as etapas técnicas
Elaboradores e revisores Produzir e revisar itens nas oficinas conduzidas pelo Inep
CAAFM Definir encomendas, revisar e homologar itens e montar a prova
BNI-ES Armazenar sob sigilo os itens aprovados para compor os instrumentos
CAI Analisar e validar a prova montada, definir corte e descritor e contribuir para os padrões de desempenho
Equipe técnica do Inep após a aplicação Realizar análises, transposição, equalização e geração dos resultados

A tabela resume o fluxo oficial apresentado na página 8. Ela não identifica integrantes individuais nem expõe informações sobre itens sigilosos.

Como os docentes são selecionados?

Os elaboradores e revisores do BNI-ES são docentes de cursos de Medicina do Brasil, selecionados por editais de chamada pública e capacitados pelo Inep. A produção ocorre em oficinas, com etapas de revisão técnica e pedagógica antes da aprovação do item.

Para CAAFM e CAI, o manual menciona critérios técnicos e de representatividade institucional, regional e acadêmica. Esses critérios não devem ser confundidos com a publicação antecipada do conteúdo do caderno ou com autorização para qualquer participante compartilhar questões do banco.

É possível conhecer o processo sem conhecer os itens que serão utilizados. O sigilo do BNI-ES integra a descrição oficial do fluxo; estudar a matriz não oferece acesso à prova antes da aplicação.

O que é a encomenda de itens?

A encomenda é a tradução da matriz em uma solicitação de produção. A CAAFM define quantos itens serão escritos por área, competência e cenário do SUS. Esse planejamento precede as oficinas e orienta o trabalho dos elaboradores.

Há uma diferença entre afirmar que existe esse planejamento e conhecer seus quantitativos. O manual explica a função da encomenda, mas não publica uma tabela de cotas de temas da próxima prova. Portanto, ele não sustenta promessas sobre quantas questões de determinada doença ou competência aparecerão.

A encomenda considera uma referência que cruza componentes, em vez de uma lista de assuntos independentes. Para localizar a dimensão das competências, consulte as 12 competências da prova teórica.

Como um caso se transforma em questão?

Segundo o manual, cada item nasce de um caso clínico ou de uma situação-problema. Ele pode mobilizar conhecimentos e competências relacionados, mas deve ter uma competência principal como foco. O comando explicita a decisão solicitada ao participante.

O esquema ilustrativo do documento combina uma competência de solicitar e interpretar exames, uma área de Clínica Médica, um contexto de Atenção Primária e conteúdos de propedêutica e diagnóstico. O item é apresentado com situação-problema, comando e quatro alternativas, sendo uma correta e as demais ligadas a erros plausíveis de raciocínio. Manual do Inep, página 9.

Para quem estuda, a consequência prática é identificar o comando antes de escolher a alternativa. Uma questão pode apresentar dados de diagnóstico, mas pedir uma decisão sobre exames. O guia de exames complementares no ENAMED propõe uma forma de revisar essa decisão.

Quem monta o caderno e quem define o corte?

A CAAFM seleciona itens do BNI-ES e monta a prova em reuniões no Ambiente Físico Integrado Seguro, AFIS, do Inep. O caderno final reúne 100 questões objetivas, cada uma com quatro alternativas e uma resposta correta.

A CAI atua na análise do instrumento e no método Angoff modificado. Nesse método, especialistas estimam a probabilidade de resposta correta de um participante que acaba de alcançar o nível mínimo de desempenho esperado. O descritor desse nível fornece uma referência comum para o julgamento. Manual do Inep, páginas 10-11.

Montar o caderno não é, portanto, o mesmo que atribuir diretamente a nota a cada estudante. A análise empírica depois da aplicação ainda é necessária. O descritor do nível Proficiente explica o papel desse padrão no processo.

O que acontece depois da aplicação?

As respostas efetivamente registradas permitem calibrar as dificuldades das questões e examinar o funcionamento do instrumento. O manual descreve triagem de qualidade dos itens, estimação de proficiência, transposição do corte e equalização antes da geração dos resultados.

Isso explica por que conhecer o gabarito não equivale a conhecer todos os elementos da nota final. Questões anuladas ou desconsideradas deixam de integrar o cálculo, e o conjunto remanescente sustenta as análises. Conheça a triagem psicométrica dos itens.

Para organizar o estudo, use a transparência sobre a matriz e as etapas do exame. Ela permite revisar decisões e limites do instrumento, sem transformar o processo sigiloso de montagem em especulação sobre o próximo caderno. Converse com sua coordenação sobre as soluções da SPR Med.

Perguntas frequentes

O que significa CAAFM no ENAMED?

É a Comissão Assessora de Avaliação da Formação Médica. O manual lhe atribui a definição de encomendas, a revisão e homologação de itens e a montagem das provas.

Qual é a diferença entre CAAFM e CAI?

A CAAFM atua na encomenda e montagem da prova. A Comissão de Análise de Itens, CAI, analisa e valida o instrumento e atua na definição do corte e do padrão de desempenho.

As questões do BNI-ES são públicas antes da prova?

O manual afirma que os itens aprovados ficam armazenados sob sigilo. A divulgação da matriz e do fluxo de elaboração não representa divulgação antecipada dos itens.

O manual revela quantas questões haverá por tema?

Não. Ele informa que a CAAFM realiza encomendas por área, competência e cenário, mas não publica uma distribuição temática da próxima prova.

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