Pular para o conteúdo
SPR Med
PainelEntrar na plataforma

Estudo por área

Diabetes Mellitus no ENAMED: Diagnóstico, Manejo e Questões Frequentes

Descubra os temas de Diabetes Mellitus mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 66%.

Por Dr. Vinícius Côgo DestefaniCRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Publicado em 3 de março de 2026Revisado em 9 de setembro de 2026

Ficha técnica
Editoria
Estudo por área
Autor
Dr. Vinícius Côgo DestefaniCRM-SP 158.541 · RQE 108.337
Publicação
3 de março de 2026
Revisão
9 de setembro de 2026
Leitura
14 min
Versão em texto
Abrir em Markdown
Neste artigo

Atualização normativa em 09/09/2026: a Resolução CNE/CES nº 3/2025 revogou a resolução de 2014 e prevê transição curricular nos arts. 38 e 39. As referências a 2014 neste texto descrevem o quadro histórico. Para planejamento atual, confirme o PPC aplicável à turma e as DCN de 2025. A matriz do exame permanece um documento próprio: entenda a relação entre DCN e ENAMED.

Diabetes Mellitus é um dos temas mais recorrentes da Clínica Médica no ENAMED, com 11 questões registradas em 8 das 17 edições históricas analisadas, o que representa uma média de 1,6 questão por aparição. A probabilidade de o tema ser cobrado na próxima edição é de 65,8%, com tendência estável, o que o posiciona como prioridade moderada-alta no planejamento de estudos. O exame exige do estudante do 6º ano domínio integrado: não basta conhecer a fisiopatologia isolada; a prova cobra raciocínio clínico aplicado ao diagnóstico laboratorial, à escolha terapêutica e ao manejo de complicações agudas e crônicas dentro do contexto da atenção primária e hospitalar.

Modelo Preditivo SPR Med • Clínica Médica
Diabetes Mellitus no ENAMED
Frequência histórica · Probabilidade · Tendência
Ranking
#21
Geral
Aparições
8
edições avaliadas
Média/Edição
1,6
questões por prova
Probabilidade
66%
próxima edição
Tendência
→
estável
O que o ENAMED cobra em Diabetes Mellitus
Diagnóstico Laboratorial
Glicemia de jejum ≥126 mg/dL, HbA1c ≥6,5%, TOTG 75g (2h ≥200 mg/dL), sintomas + glicemia ≥200 mg/dL
Escolha Terapêutica
Metformina 1ª linha DM2, insulinoterapia no DM1, metas glicêmicas individualizadas, HbA1c alvo <7%
Complicações Agudas
CAD: pH <7,3, bicarbonato <18, cetonúria; EHH: glicemia >600, osmolaridade >320; manejo com hidratação e insulina
Complicações Crônicas
Nefropatia, retinopatia, neuropatia periférica, pé diabético, doença cardiovascular, rastreio e prevenção na APS
Distribuição por Subtema nas Últimas Edições
Manejo terapêutico (DM2) 34%
Diagnóstico laboratorial 26%
Complicações agudas (CAD / EHH) 22%
Complicações crônicas e rastreio 18%
Pontos Quentes, Alta Probabilidade de Cair
Critérios diagnósticos exatos (valores de corte)
1ª linha DM2 com IRC, inibidores SGLT-2 ou GLP-1
Diferenciação CAD vs EHH na urgência
Rastreio de nefropatia: microalbuminúria + TFG
Metas glicêmicas em idosos e gestantes
Diabetes gestacional: TOTG 75g critérios IADPSG
Contexto do Exame, Onde Entra na Prova
Área Principal
Clínica Médica
28% do ENAMED
Cenário de Cobrança
APS + Urgência/Emergência
Raciocínio clínico integrado
Nível de Complexidade
Moderado-Alto
Integração diagnóstico-terapêutica
Estratégia SPR Med para Diabetes Mellitus
Com probabilidade de 65,8% e média de 1,6 questão por edição, Diabetes Mellitus é tema prioritário moderado-alto. Domine os critérios diagnósticos com os valores exatos, saiba diferenciar CAD de EHH em cenários de urgência, e estude as novas recomendações terapêuticas para DM2 com comorbidades, esses são os padrões mais recentes cobrados. No SPR Med, o Diagnóstico correto guia a Prescrição, o Controle da evolução e a Mentoria personalizada para suas lacunas específicas.

Quantas questões de Diabetes Mellitus caíram no ENAMED?

Das 17 edições históricas analisadas pelos modelos preditivos do SPR Med, Diabetes Mellitus apareceu em 7 edições, totalizando 11 questões identificadas. Isso coloca o tema na posição de 21º lugar no ranking geral de predições, com confiança classificada como média, o que indica consistência histórica, mas sem saturação temática que elevaria a confiança para alta.

Indicador Dado
Ranking no modelo preditivo #21
Edições em que apareceu 7 de 16
Total de questões históricas 11
Média de questões por aparição 1,6
Probabilidade (próxima edição) 65,8%
Tendência Estável
Confiança do modelo Média
Área Clínica Médica / Endocrinologia

A tendência estável indica que o tema não está em crescimento acelerado nem em declínio, ele se mantém presente de forma regular, o que significa que ignorá-lo representa risco calculado. Para fins de alocação de tempo de estudo, Diabetes Mellitus deve compor o núcleo de revisão da Clínica Médica, sem ser o único tema prioritário da área.

Dentro da Portaria INEP 478/2025, que define a Matriz de Referência Comum do ENAMED com 15 competências e 21 domínios, o tema se encaixa predominantemente nas competências de raciocínio clínico-diagnóstico, manejo terapêutico e prevenção de agravos, todas presentes na área de formação de Clínica Médica e Saúde do Adulto (Fonte: Portaria INEP 478/2025).


Quais são os subtemas de Diabetes Mellitus mais cobrados no ENAMED?

A análise das questões históricas revela que o ENAMED não cobra Diabetes Mellitus de forma fragmentada. O exame privilegia cenários clínicos integrados, um paciente com hiperglicemia, fatores de risco e necessidade de tomada de decisão, em vez de perguntas isoladas sobre valores de referência. Ainda assim, alguns eixos temáticos aparecem com maior recorrência.

Subtema Frequência estimada Perfil de cobrança
Critérios diagnósticos (glicemia, HbA1c, TOTG) Alta Interpretação de exames laboratoriais em contexto clínico
Classificação (DM1, DM2, DMMI, GIG) Média-alta Diferenciação clínica e fisiopatológica
Tratamento farmacológico do DM2 Alta Escolha do antidiabético oral conforme perfil do paciente
Complicações agudas (CAD, EHHNC) Alta Diagnóstico diferencial e conduta de urgência
Complicações crônicas (nefro, retino, neuropatia) Média Rastreamento, estadiamento e encaminhamento
Metas glicêmicas e monitorização Média Adequação de metas por faixa etária e comorbidades
Diabetes e gestação (DMG) Média Diagnóstico e manejo no pré-natal
Pé diabético Baixa-média Classificação de risco e cuidados preventivos

O eixo mais cobrado historicamente envolve a integração entre critérios diagnósticos e tomada de decisão terapêutica no DM tipo 2, o que reflete o perfil epidemiológico da atenção primária no Brasil, onde o médico generalista é a porta de entrada para o manejo desta condição. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tinha mais de 16 milhões de adultos com diagnóstico de diabetes em 2023, com prevalência crescente nas regiões Norte e Nordeste (Fonte: VIGITEL Brasil 2023, MS).


Como estudar Diabetes Mellitus para o ENAMED?

A estratégia eficaz para este tema começa pela escolha das fontes certas. O ENAMED é construído com base em competências previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os cursos de medicina, aprovadas pela Resolução CNE/CES 3/2014, e operacionalizado pela Matriz de Referência da Portaria INEP 478/2025. Isso significa que questões sobre Diabetes Mellitus não seguem apenas consensos científicos internacionais, elas precisam estar ancoradas nas diretrizes nacionais do Sistema Único de Saúde.

As referências primárias recomendadas para estudo deste tema são:

Protocolos do Ministério da Saúde: O Caderno de Atenção Básica nº 36, Diabetes Mellitus (MS, 2013, ainda vigente em conteúdo base) e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Mellitus Tipo 1 e Tipo 2 (CONITEC/MS) são as fontes que mais se aproximam do referencial usado nas provas com perfil SUS. Conhecer a estratificação de risco, o fluxo de encaminhamento e os critérios de meta terapêutica do SUS é diferencial importante.

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): As Diretrizes SBD são atualizadas anualmente e representam o padrão técnico-científico nacional. A edição mais recente disponível no momento do seu estudo deve ser utilizada para os capítulos de diagnóstico, classificação e tratamento farmacológico. Atenção especial para os algoritmos de tratamento do DM2 e as indicações de insulinização.

Referências hospitalares: Para complicações agudas como cetoacidose diabética (CAD) e estado hiperglicêmico hiperosmolar não cetótico (EHHNC), o material de Medicina de Urgência do SUS, os protocolos da AMIB e capítulos de Harrison's e Goldman são complementares ao estudo.

A metodologia de estudo recomendada para este tema é sequencial: primeiro, domine os critérios diagnósticos com precisão (valores exatos, janelas de confirmação, situações que exigem segundo exame). Em seguida, estude a classificação clínica para diferenciar os tipos de DM com base em apresentação, faixa etária e marcadores. Só então avance para farmacologia e complicações, sem a base diagnóstica sólida, as questões de manejo perdem contexto.


Critérios diagnósticos e classificação: o que o ENAMED cobra neste subtema?

O subtema de diagnóstico e classificação do Diabetes Mellitus é o ponto de entrada de boa parte das questões históricas identificadas. O ENAMED tende a apresentar cenários em que o estudante precisa interpretar resultados laboratoriais em contexto clínico, não apenas memorizar pontos de corte, mas aplicá-los para chegar a uma conduta.

Os critérios diagnósticos vigentes, baseados nas diretrizes da SBD e alinhados ao posicionamento da ADA (American Diabetes Association), incluem quatro situações: glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL em duas ocasiões; glicemia ao acaso maior ou igual a 200 mg/dL com sintomas clássicos; hemoglobina glicada (HbA1c) maior ou igual a 6,5% em laboratório certificado; e glicemia de 2 horas no teste oral de tolerância à glicose (TOTG) maior ou igual a 200 mg/dL. A confirmação em segunda amostra é exigida na ausência de sintomas, e este detalhe costuma ser o diferencial entre alternativas corretas e incorretas em cenários de prova.

O ENAMED também cobra a distinção entre pré-diabetes (glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, TOTG entre 140 e 199 mg/dL, ou HbA1c entre 5,7% e 6,4%) e diabetes estabelecido, especialmente no contexto da atenção primária e rastreamento oportunístico. A abordagem preventiva, incluindo intervenções no estilo de vida e indicação de metformina em casos selecionados, está dentro do escopo das DCN e pode aparecer em questões de prevenção e promoção da saúde.

Para a classificação, o ENAMED prioriza a distinção clínica prática: DM tipo 1 autoimune (com anticorpos, início abrupto, tendência à cetose), DM tipo 2 (resistência à insulina, associação com síndrome metabólica, evolução insidiosa), diabetes mellitus da gravidez (DMG) e formas secundárias ou monogênicas relevantes para o exercício clínico. A distinção entre DM1 e LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults) pode aparecer em questões de diagnóstico diferencial em adultos jovens.

Diretrizes SBD • Critérios Diagnósticos

Fluxograma de Diagnóstico do Diabetes Mellitus

Baseado nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Relevante para ENAMED

1
INDICAÇÃO DE RASTREAMENTO
Adultos ≥ 45 anos  |  IMC ≥ 25 kg/m² + 1 fator de risco  |  Hipertensão, dislipidemia, SOP  |  Parente 1º grau com DM  |  Pré-diabetes prévio  |  DMG anterior
↓
2
EXAMES DIAGNÓSTICOS, CRITÉRIOS SBD 2024
Glicemia de Jejum (GJ)
Normal: < 100 mg/dL
Pré-DM: 100-125 mg/dL
DM: ≥ 126 mg/dL*
TOTG 75g, 2h (G2h)
Normal: < 140 mg/dL
Pré-DM: 140-199 mg/dL
DM: ≥ 200 mg/dL*
Hemoglobina Glicada (HbA1c)
Normal: < 5,7%
Pré-DM: 5,7-6,4%
DM: ≥ 6,5%*
Glicemia Casual
Qualquer horário
Com sintomas clássicos
DM: ≥ 200 mg/dL
* Confirmação: Na ausência de sintomas, 2 exames alterados em dias diferentes (ou 2 critérios distintos no mesmo dia) confirmam o diagnóstico.
↓
3
CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA, DISTINÇÃO RELEVANTE NO ENAMED
DM Tipo 1
Autoimune (anti-GAD, IA-2, ICA)
Início abrupto, jovens
Cetose frequente
Insulinopenia absoluta
DM Tipo 2
Resistência insulínica
Síndrome metabólica
Evolução insidiosa
Adultos, obesidade
LADA
Autoimune em adultos
Evolução lenta
Anti-GAD positivo
DD: DM2 jovem magro
DMG
Diagnóstico: GJ ≥ 92 mg/dL ou TOTG 75g
1h ≥ 180 / 2h ≥ 153 mg/dL
Rastreamento: 24-28 sem
↓
4
METAS TERAPÊUTICAS E MANEJO, FOCO ENAMED
Metas Glicêmicas Gerais
HbA1c < 7% (maioria)
HbA1c < 8% (idosos frágeis)
GJ: 80-130 mg/dL
G2h pós-prandial < 180 mg/dL
1ª Linha, DM Tipo 2
Metformina (1ª escolha)
+ Mudança estilo de vida
Se DCV/IRC: iSGLT2 ou aGLP-1
Se HbA1c > 9%: associar
Hipoglicemia, Atenção!
Leve: glicose oral 15g
Regra 15-15
Grave/inconsciente: glucagon IM
ou glicose 50% IV
Complicações a Rastrear
Retinopatia: fundo de olho/ano
Nefropatia: microalbuminúria/TFG
Neuropatia: monofilamento
Pé diabético: exame anual
PONTOS QUENTES NO ENAMED, DIABETES
Diagnóstico diferencial DM1 vs LADA: LADA em adulto jovem, magro, falha às sulfonilureias, pedir anti-GAD.
Metformina e contraste iodado: suspender no dia do exame e 48h após se TFG 30-60 mL/min.
iSGLT2 (glifozinas): proteção cardiovascular e renal, risco de cetoacidose euglicêmica, não usar em DM1.
CAD vs EHHNC: CAD (jovem, DM1, pH < 7,3, cetonemia) vs EHHNC (idoso, DM2, glicemia > 600, hiperosmolar).

Tratamento farmacológico do DM2: o que o ENAMED exige do estudante?

O manejo farmacológico do Diabetes Mellitus tipo 2 é o subtema com maior complexidade no ENAMED, pois exige raciocínio terapêutico contextualizado. A prova não pergunta apenas "qual é o medicamento de primeira linha?", ela apresenta um paciente com perfil clínico específico (insuficiência renal, doença cardiovascular estabelecida, obesidade, hipoglicemias recorrentes) e exige que o estudante escolha a estratégia mais adequada.

O algoritmo de tratamento do DM2 segundo as Diretrizes SBD organiza as opções em função da HbA1c inicial, das comorbidades presentes e das metas individualizadas. A metformina permanece como agente de primeira escolha na ausência de contraindicações, mas o ENAMED cobra com frequência as contraindicações (TFG menor que 30 mL/min/1,73m², uso de contraste iodado, situações de hipóxia tecidual) e os cuidados na redução de dose quando TFG está entre 30 e 45.

As novas classes terapêuticas, inibidores de SGLT2 (gliflozinas) e análogos de GLP-1, ganharam espaço nos algoritmos nacionais após a publicação de estudos cardiovasculares como EMPA-REG OUTCOME, LEADER e DECLARE-TIMI. O ENAMED pode cobrar as indicações preferenciais dessas classes em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, doença renal diabética ou eventos cardiovasculares estabelecidos. Conhecer o mecanismo de ação, os benefícios além do controle glicêmico e os efeitos adversos relevantes (infecções genitais por gliflozinas, náusea e perda de peso por GLP-1) é fundamental.

A insulinização no DM2, suas indicações, esquemas básicos (basal, basal-bolus) e ajuste de dose, também compõe o repertório esperado do formando. O ENAMED costuma abordar situações em que a insulina está indicada mesmo antes de esgotar as combinações orais, como descompensação aguda, perda de peso expressiva, glicemia muito elevada ao diagnóstico ou período perioperatório.


Dicas práticas de estudo para Diabetes Mellitus no ENAMED

Com probabilidade de 65,8% de cair na próxima edição e tendência estável, Diabetes Mellitus merece alocação estratégica de tempo, não é o tema mais urgente do ENAMED, mas é consistente o suficiente para justificar domínio sólido.

A primeira dica é estudar em blocos integrados, não por subtema isolado. Construa casos clínicos mentais: "Paciente de 58 anos, obeso, HbA1c de 8,2%, TFG de 55, infarto prévio, qual o esquema terapêutico ideal?" Esse tipo de raciocínio é exatamente o que o ENAMED avalia, e treinar com cenários reais melhora a velocidade de resposta em prova.

A segunda dica é mapear as tabelas de metas glicêmicas individualizadas. O ENAMED cobra situações em que a meta de HbA1c varia conforme idade, risco de hipoglicemia, expectativa de vida e presença de comorbidades. Uma HbA1c de 8% pode ser adequada para um idoso frágil e inadequada para um adulto jovem saudável, e a prova explora esta nuance.

A terceira dica é não negligenciar as complicações agudas. Cetoacidose diabética e estado hiperosmolar são emergências frequentemente cobradas no ENAMED dentro de questões de urgência e emergência, não apenas de endocrinologia. Domine os critérios diagnósticos, a diferenciação entre as duas condições e os princípios da abordagem (hidratação, insulina, reposição de eletrólitos, monitorização).

Por fim, utilize a resolução de questões comentadas alinhadas às DCN e ao padrão INEP, não questões de residência médica isoladas, que têm perfil diferente. O ENAMED avalia competências do médico geral, não do especialista. A abordagem esperada é a do médico que atua no primeiro e segundo nível de atenção do SUS.

O SPR Med oferece diagnóstico institucional com mapeamento de lacunas por competência e domínio da Portaria INEP 478/2025, incluindo análise de desempenho em Clínica Médica e Endocrinologia. Solicite uma demonstração para sua instituição em sprmed.com.br.

Classes Antidiabéticas: Indicações, Contraindicações e Perfil de Segurança
Referência para o ENAMED, Abordagem do médico no 1º e 2º nível de atenção do SUS
Classe Mecanismo Indicações principais Contraindicações Efeitos adversos Destaque ENAMED
Metformina Reduz produção hepática de glicose; aumenta sensibilidade à insulina 1ª linha no DM2; sobrepeso/obesidade; síndrome metabólica TFG < 30; insuficiência hepática grave; uso de contraste iodado (suspender) Diarreia, náusea, dor abdominal; raro: acidose lática Não causa hipoglicemia isolada; reduz HbA1c 1-2%; neutro/reduz peso
Sulfonilureias (glibenclamida, glipizida) Estimulam secreção de insulina pelas células β pancreáticas DM2 sem obesidade; quando metformina não é suficiente DM1; IRC grave (TFG < 30); insuficiência hepática; gestação Hipoglicemia (principal); ganho de peso; rash cutâneo Maior risco de hipoglicemia entre os orais; glibenclamida evitada em idosos
Inibidores SGLT-2 (empagliflozina, dapagliflozina) Bloqueiam reabsorção renal de glicose; glicosúria DM2 + DCV estabelecida; IC; DRC; obesidade TFG < 30 (empagliflozina); TFG < 25 (dapagliflozina); DM1 relativo ITU; candidíase genital; cetoacidose euglicêmica; amputações (canagliflozina) Proteção cardiovascular e renal comprovada; reduz hospitalização por IC
Agonistas GLP-1 (semaglutida, liraglutida) Estimulam secreção de insulina glicose-dependente; retardam esvaziamento gástrico DM2 + obesidade; DCV; alto risco cardiovascular Histórico de carcinoma medular de tireoide; pancreatite crônica; DM1 Náuseas, vômitos, diarreia; pancreatite (raro); perda de peso (efeito desejado) Maior redução de peso entre antidiabéticos; efeito cardiovascular independente da glicemia
Inibidores DPP-4 (sitagliptina, saxagliptina) Aumentam concentração de GLP-1 endógeno; estimulam insulina glicose-dependente DM2; perfil neutro em idosos; IRC (com ajuste de dose) Hipersensibilidade; saxagliptina: cautela em IC Nasofaringite; artralgia; pancreatite (raro); neutros no peso Saxagliptina associada a aumento de hospitalização por IC; evitar em IC grave
Insulina NPH / Regular Reposição do hormônio; ação intermediária (NPH) ou rápida (Regular) DM1; DM2 descompensado; gestação; cirurgia; cetoacidose Hipoglicemia não reconhecida; sem contraindicação absoluta (ajuste necessário) Hipoglicemia; ganho de peso; lipodistrofia no local de aplicação NPH disponível no SUS; esquema basal-bolus no DM1; gestante diabética usa insulina humana
Acarbose Inibe alfa-glicosidases intestinais; retarda absorção de carboidratos Hiperglicemia pós-prandial; adjuvante no DM2 DCI; doença inflamatória intestinal; cirrose; IRC grave Flatulência, diarreia, dor abdominal (limitam adesão) Hipoglicemia por acarbose tratada com glicose pura (não sacarose)
Meta glicêmica geral (SUS/ADA)
HbA1c < 7% na maioria dos adultos com DM2; individualize conforme idade, comorbidades e hipoglicemia
Prioridade cardiovascular
DM2 + DCV ou alto risco: preferir iGLP-1 ou iSGLT-2 independentemente do controle glicêmico
Atenção no ENAMED
Questões cobram indicação de insulina na gestação, manejo da cetoacidose e critérios de início no DM tipo 1

Perguntas frequentes

O Diabetes Mellitus cai toda edição do ENAMED?

Não. O tema apareceu em 8 das 17 edições históricas analisadas, com probabilidade de 65,8% de ser cobrado na próxima prova. Isso indica presença regular, mas não garantida em todas as edições. A estratégia correta é dominá-lo sem concentrar estudo excessivo em detrimento de temas com maior probabilidade.

Quais os critérios diagnósticos de Diabetes Mellitus que o ENAMED mais cobra?

O exame privilegia a aplicação dos critérios em cenários clínicos, especialmente a necessidade de confirmação em segunda amostra na ausência de sintomas, a diferenciação entre pré-diabetes e diabetes estabelecido, e a interpretação da HbA1c em contextos de doenças que alteram sua confiabilidade (anemia hemolítica, hemoglobinopatias).

O ENAMED cobra insulinização no Diabetes tipo 2?

Sim. As indicações de insulina no DM2, incluindo descompensação aguda, falência de combinação oral e situações especiais como perioperatório, fazem parte do repertório esperado. O formando deve conhecer os esquemas básicos de insulina e o raciocínio para ajuste de dose, sem precisar dominar esquemas complexos de insulinização intensiva típicos da endocrinologia especializada.

Devo estudar pelas diretrizes da ADA ou da SBD para o ENAMED?

Priorize as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e os protocolos do Ministério da Saúde (CONITEC/MS). O ENAMED é uma prova brasileira, alinhada ao SUS e às DCN. A ADA pode ser usada como referência complementar, mas os pontos de corte, algoritmos e nomenclaturas que aparecem na prova seguem o padrão nacional.

Diabetes Mellitus gestacional cai com frequência no ENAMED?

Com frequência moderada. O DMG aparece mais em questões de saúde da mulher e pré-natal do que exclusivamente em Endocrinologia. Dominar os critérios diagnósticos específicos para gestantes, que diferem dos utilizados na população geral, e o manejo não farmacológico e farmacológico (metformina e insulina como opções) é suficiente para este perfil de questão.

Quais complicações crônicas do diabetes o ENAMED cobra com mais frequência?

O rastreamento e o estadiamento da nefropatia diabética (com base em TFG e albuminúria) e da retinopatia diabética aparecem com maior frequência, pois exigem raciocínio de seguimento longitudinal do paciente, competência central do médico de atenção primária. Neuropatia periférica e pé diabético aparecem com menor frequência, mas com peso em questões de prevenção e cuidado continuado.


Dados de predição baseados em análise de 17 edições históricas pelo modelo preditivo do SPR Med, com 80 a 90% de acurácia no top 10 de temas. Fontes normativas: Portaria INEP 478/2025; Resolução CNE/CES 3/2014; Diretrizes SBD 2024; PCDT Diabetes Mellitus (CONITEC/MS); VIGITEL Brasil 2023 (Ministério da Saúde).

Compartilhar

Próximo passo

Leve este assunto à coordenação do seu curso.

O SPR Med trabalha com a faculdade: quem decide o que entra no curso é a coordenação. Se este tema faz falta na sua turma, envie esta leitura para quem coordena.

Professor(a), li "Diabetes Mellitus no ENAMED: Diagnóstico, Manejo e Questões Frequentes" e acho que o tema vale para a nossa turma: https://sprmed.com.br/blog/espec-diabetes-mellitus

O Dossiê ENAMED 2026 é gratuito: todas as questões da prova lidas por área, competência, contexto e decisão, pares de questões em confronto e o caminho da resposta ao conceito.

Mais desta editoria

Estudo por área

Clima e desastres no ENAMED 2026: estudo por casos

Estude clima e desastres no ENAMED 2026: ondas de calor, vulnerabilidade e gestão do risco, conectando cuidado individual e ação no território.

Dr. Vinícius Côgo Destefani · 17 set 2026 · 5 min

Estudo por área

Saúde mental no ENAMED 2026: o que os casos ensinam

Revise saúde mental no ENAMED 2026 com 11 casos sobre diagnóstico, segurança, substâncias e cuidado em rede. Conheça as fontes e os limites da análise.

Dr. Vinícius Côgo Destefani · 17 set 2026 · 5 min

Estudo por área

Diagnóstico e propedêutica no ENAMED: como estudar

Estude diagnóstico e propedêutica no ENAMED com um roteiro para organizar hipóteses, interpretar dados do caso e revisar erros à luz do manual oficial do Inep.

Dr. Vinícius Côgo Destefani · 12 set 2026 · 5 min

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Política de Privacidade