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    De ~50% para 100% de Proficientes: o Caso Grupo Integrado

    Entre fev/2024 e out/2025, a coorte com gestão estruturada de proficiência chegou a 100% de proficientes, contra ~50% sem o método. O caso completo.

    Dr. Matheus Ferreira
    Por Dr. Matheus Ferreira, CRM-SP 206.304
    Atualizado em 02 de julho de 2026
    Publicado em 02 de julho de 202615 min de leitura
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    Entre fevereiro de 2024 e outubro de 2025, a coorte de mais de 250 alunos do Grupo Integrado que passou por gestão estruturada de proficiência saiu de um patamar próximo a 50% de proficientes para 100% de proficientes, com engajamento de 92% e satisfação de 100% entre os participantes. O resultado, alcançado antes mesmo da aplicação oficial do ENAMED 2025, permitiu ao Grupo Integrado antecipar em cerca de dois meses a predição de conceito da instituição e levou a metodologia, desde a primeira turma, para a nova unidade em Macapá. Este artigo detalha o caso, os números que o sustentam e os limites do que pode ser generalizado para outras instituições de ensino.

    Por que o caso Grupo Integrado importa para a gestão acadêmica

    O contexto regulatório em que esse resultado foi produzido não é trivial. No ENAMED 2025, de 89.024 participantes e 39.258 concluintes, apenas 67% foram classificados como proficientes, com cerca de 13 mil egressos abaixo do corte mínimo (Fonte: INEP, 2025). Na sequência, as Portarias Seres/MEC 72, 73 e 74, de 17 de março de 2026, colocaram 99 cursos de medicina sob supervisão, sendo 8 com suspensão de ingresso, 13 com corte de 50% das vagas, 33 com corte de 25% das vagas e 45 impedidos de ampliar oferta. Nesse cenário, um curso que consegue levar sua coorte de proficiência de ~50% para 100% não está apenas melhorando um indicador acadêmico interno: está se blindando contra o tipo de sanção que já atingiu quase um terço dos cursos avaliados no país.

    A relevância do caso está justamente em mostrar que essa trajetória não depende de sorte ou de turmas excepcionais. Ela é reproduzível quando há diagnóstico contínuo, prescrição individualizada, controle em tempo real e mentoria em escala, os quatro pilares que estruturam a gestão de proficiência aplicada pelo Grupo Integrado ao longo dos 20 meses do estudo. A distância entre 50% e 100% de proficientes corresponde, na prática, à diferença entre um curso em risco de Conceito 1 ou 2 e um curso caminhando para Conceito 4 ou 5, segundo as faixas oficiais de proficiência por conceito.

    Leia tambémA Nova Régua da Formação Médica →

    As faixas de proficiência que definem o conceito do curso

    A tabela abaixo mostra por que cada ponto percentual de proficientes importa para o Conceito Enade Medicina, que deriva diretamente do desempenho da coorte no ENAMED.

    Conceito Percentual de proficientes Situação regulatória típica
    1 Até 39,9% Sanção grave: supervisão, possível suspensão de vestibular
    2 40% a 59,9% Sanção: redução de vagas, supervisão do MEC
    3 60% a 74,9% Situação intermediária, sem sanção automática
    4 75% a 89,9% Bom desempenho, reputação institucional favorável
    5 90% ou mais Excelência, referência regulatória e de mercado

    Partindo de ~50% de proficientes, o Grupo Integrado estava, na prática, na faixa de risco correspondente ao Conceito 2, a mesma faixa que hoje coloca 99 cursos sob supervisão federal. Ao chegar a 100% na coorte acompanhada, a instituição não apenas escapou dessa faixa como se posicionou no patamar máximo, associado ao Conceito 5, hoje concentrado em 84% dos casos em instituições públicas (Fonte: INEP, 2025).

    Evolução da coorte · Grupo Integrado
    De ~50% para 100% de proficientes em 20 meses
    50%
    01
    FEV/2024
    62%
    02
    MAI/2024
    74%
    03
    AGO/2024
    85%
    04
    NOV/2024
    91%
    05
    FEV/2025
    96%
    06
    MAI/2025
    99%
    07
    AGO/2025
    100%
    08
    OUT/2025
    Diagnóstico trimestral · percentual de proficientes na coorte acompanhada
    Faixas de conceito INEP correspondentes
    01
    Até 39,9%
    Sanção grave: supervisão, possível suspensão de vestibular
    02
    40% a 59,9%
    Sanção: redução de vagas, supervisão do MEC (ponto de partida: ~50%)
    03
    60% a 74,9%
    Situação intermediária, sem sanção automática
    04
    75% a 89,9%
    Bom desempenho, reputação institucional favorável
    05
    90% ou mais
    Excelência, referência regulatória e de mercado (chegada: 100%)

    Qual foi o impacto regulatório e financeiro dessa virada

    O impacto de um curso permanecer na faixa de Conceito 1 ou 2 vai muito além da reputação acadêmica. Pelas Portarias 72, 73 e 74 de 2026, cursos nessa condição podem perder de 25% a 50% das vagas autorizadas, ter o ingresso suspenso ou ficar impedidos de ampliar oferta, três cenários que afetam diretamente a sustentabilidade financeira de uma instituição de ensino, especialmente aquelas com estrutura de mensalidades dependente de matrículas plenas. Em um curso com 250 alunos por coorte, uma redução de 50% das vagas representa perda direta de receita recorrente em todas as turmas subsequentes, além do custo reputacional junto a candidatos e famílias que hoje pesquisam o Conceito Enade antes de decidir onde estudar.

    Do outro lado, a antecipação da predição de conceito também tem valor financeiro e de planejamento institucional. No caso do Grupo Integrado, o motor M.A.E.S.T.R.O permitiu estimar a nota final na escala INEP e a classificação de proficiência da coorte com cerca de dois meses de antecedência em relação à aplicação oficial do ENAMED, com nível de confiança suficiente para orientar decisões de PDI e alocação de corpo docente antes mesmo do resultado oficial ser publicado. Essa antecedência transforma a gestão acadêmica de reativa, correndo atrás de um resultado já consolidado, para proativa, ajustando prescrição pedagógica enquanto ainda há tempo de impactar a coorte em formação.

    Com a MP 1.370/2026, esse cálculo ficou ainda mais sensível. A partir de 19 de junho de 2026, a segunda etapa do ENAMED, aplicada ao fim do sexto ano, passou a ser requisito de proficiência para o exercício da medicina e o registro no CRM para quem ingressou a partir dessa data, além de substituir o teórico do Revalida. Para os alunos já matriculados antes dessa data, a urgência permanece institucional: desempenho insatisfatório na segunda etapa aciona supervisão do curso pelo MEC, independentemente da data de ingresso do aluno. Ou seja, mesmo cursos que não têm ainda alunos sujeitos ao gate individual de registro já respondem, como instituição, pelo resultado agregado da coorte.

    Leia também99 Cursos de Medicina Sob Supervisão: O Que Mudou com as Portarias 72, 73 e 74 →

    Qual foi o framework aplicado na virada de 50% para 100%

    A metodologia aplicada ao Grupo Integrado seguiu os quatro pilares que estruturam a infraestrutura de proficiência médica da SPR Med: diagnóstico, prescrição, controle e mentoria. Cada pilar corresponde a uma etapa distinta do ciclo, e a integração entre eles, mais do que qualquer etapa isolada, é o que explica a diferença entre um resultado de 50% e um de 100%.

    O diagnóstico inicial mapeou, aluno a aluno, o desempenho contra a Matriz Pedagógica 7D, o mesmo esquema de tagueamento que estrutura o banco proprietário de 266.177 questões calibradas por Teoria de Resposta ao Item, hoje respondendo por mais de 3 milhões de respostas acumuladas e 600 mil questões respondidas por mês nas instituições parceiras. Esse diagnóstico não gerou apenas uma nota agregada de curso, mas um mapa individual de gaps por competência, domínio e eixo cognitivo, alinhado às 15 competências e 21 domínios da Matriz de Referência Comum definida pela Portaria INEP 478/2025.

    A partir desse mapa, a prescrição automatizada substituiu o modelo tradicional de reforço genérico por trilhas de estudo individualizadas, direcionando cada aluno para os temas em que seu desempenho estava abaixo do esperado para a fase do curso em que se encontrava. O controle em tempo real, por sua vez, permitiu à coordenação acadêmica acompanhar a evolução da coorte por dashboards, sem depender de simulados isolados e desconectados entre si, mas de um fluxo contínuo de dados que alimenta o próprio motor preditivo M.A.E.S.T.R.O. Por fim, a mentoria em escala levou orientação estruturada a todos os mais de 250 alunos da coorte, e não apenas a um grupo pequeno de alunos de maior risco, o que explica o índice de engajamento de 92% registrado ao longo do período.

    Os quatro pilares em números no caso Grupo Integrado

    Pilar O que mudou na prática Resultado observado
    Diagnóstico Mapeamento individual por competência, domínio e eixo cognitivo (Matriz 7D) Visibilidade de gaps antes da prova oficial
    Prescrição Trilhas de estudo automatizadas por gap identificado Direcionamento individualizado para 250+ alunos
    Controle Dashboards em tempo real para a coordenação acadêmica Acompanhamento contínuo, sem depender só de simulados isolados
    Mentoria Orientação estruturada em escala, não pontual Engajamento de 92% e satisfação de 100% na coorte

    A tagline que resume essa proposta, "proficiência médica deixa de ser aposta", se traduz aqui em um dado concreto: a instituição deixou de depender de uma estimativa aproximada de desempenho e passou a operar com predição de conceito com 94% de acurácia, construída a partir de Empirical Bayes sobre 17 edições de provas do INEP, incluindo ENARE e Revalida-INEP entre 2020 e 2026.

    Leia também74 de 100: o Teste de Fogo do Banco SPR Med no REVALIDA 2026.1 →

    Como o Dr. Heber Amilcar Martins descreve a mudança

    No relato do próprio corpo diretivo do Grupo Integrado, o elemento central da virada não foi um único simulado bem-sucedido, mas a mudança de postura da coordenação diante do próprio processo formativo. Segundo o Dr. Heber Amilcar Martins, a possibilidade de "visualizar os gaps dos alunos antes da prova oficial" foi o que transformou a gestão acadêmica de reativa em preventiva, permitindo agir sobre lacunas de aprendizagem enquanto ainda havia tempo hábil para corrigi-las, em vez de apenas constatar o resultado após a aplicação do ENAMED.

    Essa frase resume o que separa um simulado tradicional de uma infraestrutura de gestão de proficiência. Um simulado isolado produz um retrato pontual do desempenho da turma, geralmente tarde demais para qualquer intervenção pedagógica significativa antes da prova real. Já um sistema de diagnóstico contínuo, integrado a prescrição, controle e mentoria, produz visibilidade recorrente, permitindo à coordenação corrigir o curso enquanto a coorte ainda está em formação, não depois que ela já concluiu.

    A expansão da metodologia para a nova unidade de Macapá, adotada desde a primeira turma da unidade, reforça esse ponto: a decisão institucional não foi tratar o resultado de 100% de proficientes como um caso isolado a ser celebrado, mas como um processo a ser replicado em toda nova frente de expansão do grupo, indicando que a gestão via os quatro pilares menos como um projeto pontual de melhoria e mais como infraestrutura permanente de formação médica.

    Dois caminhos institucionais
    Sem gestão estruturada
    Diagnóstico tardio, geralmente no fim da turma, sem tempo hábil para intervenção pedagógica antes da prova real.
    Trajetória
    Ausência de controle contínuo
    Faixa projetada
    Conceito 2
    Sanções associadas
    Suspensão de vestibular
    Corte de vagas
    Supervisão reforçada do curso
    Com quatro pilares ativos
    Visibilidade recorrente permite à coordenação corrigir o curso enquanto a coorte ainda está em formação.
    Ciclo aplicado
    01 Diagnóstico contínuo
    02 Prescrição individualizada
    03 Controle em tempo real
    04 Mentoria para toda a coorte
    Faixa alcançada
    Conceito 5
    Resultado institucional
    100% de proficientes na turma
    Metodologia replicada em Macapá
    Tratado como infraestrutura, não projeto pontual
    Caso Grupo Integrado, unidades originária e Macapá

    O que generaliza deste case e o que exige cautela

    Nem todo elemento do caso Grupo Integrado deve ser lido como garantia automática para qualquer instituição de ensino. É preciso separar o que é estrutural, e portanto replicável, do que depende de condições específicas daquela instituição.

    O que generaliza é a lógica do framework: diagnóstico contínuo baseado em banco de questões tagueado na mesma matriz oficial do INEP, prescrição individualizada a partir desse diagnóstico, controle em tempo real pela coordenação e mentoria que alcance toda a coorte, não apenas os alunos de maior risco aparente. Essa lógica não depende do tamanho da IES, da região do país ou do tempo de existência do curso, e é por isso que ela pôde ser replicada desde a primeira turma da unidade de Macapá, sem histórico prévio de dados locais.

    O que exige cautela é a leitura de que 100% de proficientes é um resultado garantido em prazo fixo para qualquer coorte. O Grupo Integrado trabalhou o processo ao longo de 20 meses, com diagnóstico trimestral e ajuste contínuo de prescrição, não em um esforço de última hora antes da prova. Instituições que hoje partem de patamares de Conceito 1, com menos de 40% de proficientes, como é o caso de parte dos 99 cursos sob supervisão pelas Portarias 72, 73 e 74, precisam considerar prazos de recuperação compatíveis com a gravidade do gap, e não esperar replicar a mesma curva em um ciclo avaliativo mais curto. O benchmark da UNIMAR, que partiu de Conceito 2 no ENAMED 2025 e projeta patamar de Conceito 4 a 5 para setembro de 2026, é outro exemplo de que a trajetória de recuperação, embora consistente, tem ritmo próprio conforme o ponto de partida da instituição.

    Leia tambémComo Saber se o Simulado da Sua IES Antecipa a Prova Real: 5 Critérios →

    Fatores estruturais versus fatores condicionantes do resultado

    Elemento do caso Generaliza para outras IES Depende de contexto específico
    Framework de 4 pilares (diagnóstico, prescrição, controle, mentoria) Sim, aplicável a qualquer coorte
    Banco tagueado na Matriz 7D e Portaria 478/2025 Sim, mesma matriz para todos os cursos
    Motor M.A.E.S.T.R.O de predição de conceito Sim, metodologia validada em 17 edições
    Prazo de 20 meses até 100% de proficientes Depende do ponto de partida (50% x menos de 40%)
    Engajamento de 92% em coorte de 250+ alunos Depende de adesão institucional e cultura de curso
    Expansão imediata para nova unidade Depende de decisão de gestão em replicar desde o início

    O que muda com o calendário do ENAMED 2026 para quem planeja replicar o case

    A segunda janela do ENAMED em 2026 está marcada para 13 de setembro, e com o exame agora semestral, o intervalo entre ciclos avaliativos diminuiu de forma permanente. Isso reduz o tempo disponível para qualquer curso corrigir rota entre uma aplicação e outra, o que reforça, e não enfraquece, o argumento central do caso Grupo Integrado: quanto mais cedo o diagnóstico contínuo substituir o simulado isolado de véspera, maior a margem de manobra da coordenação acadêmica para agir sobre os gaps antes que eles se tornem resultado oficial.

    Para instituições que hoje avaliam se seu simulado interno tem real poder preditivo em relação à prova oficial, vale considerar critérios objetivos de aderência, como cobertura de temas prováveis, alinhamento de blueprint com as 7 áreas, 15 competências, 21 domínios e níveis cognitivos da matriz oficial, e histórico de acerto validado em edições anteriores, e não apenas volume de questões aplicadas.

    Leia tambémENAMED de 13 de Setembro de 2026: Os Temas Mais Prováveis →

    Próximos passos para coordenadores e diretores acadêmicos

    O caso Grupo Integrado demonstra que a distância entre um curso sob risco de supervisão do MEC e um curso em patamar de excelência não é uma questão de mais um simulado de véspera, mas de infraestrutura de gestão contínua ao longo de toda a formação médica, do primeiro ao último ano. Para coordenadores de curso, membros do NDE e diretores acadêmicos que hoje avaliam como estruturar essa infraestrutura em sua própria instituição de ensino, o primeiro passo é entender exatamente onde a coorte atual está posicionada nas faixas de proficiência antes da próxima aplicação do ENAMED, em setembro de 2026.

    Converse com nosso time de consultoria acadêmica para entender como o framework de diagnóstico, prescrição, controle e mentoria pode ser adaptado à realidade específica do seu curso, considerando o ponto de partida da coorte atual e o tempo disponível até o próximo ciclo avaliativo.

    Leia tambémA Nova Régua da Formação Médica →

    Perguntas frequentes

    O resultado de 100% de proficientes do Grupo Integrado é garantido para qualquer curso de medicina?

    Não. O resultado reflete um processo de 20 meses, com diagnóstico contínuo e ajuste trimestral de prescrição pedagógica, aplicado a uma coorte que partiu de aproximadamente 50% de proficientes. Cursos que partem de patamares mais baixos, como os classificados em Conceito 1, tendem a exigir prazos de recuperação mais longos, embora o framework de gestão seja o mesmo.

    Qual foi o papel do motor M.A.E.S.T.R.O nesse caso específico?

    O motor M.A.E.S.T.R.O permitiu estimar a nota final na escala INEP e a classificação de proficiência da coorte do Grupo Integrado com cerca de dois meses de antecedência em relação à aplicação oficial do ENAMED, com base em modelo Empirical Bayes calibrado sobre 17 edições anteriores de provas do INEP, o que deu à coordenação acadêmica tempo hábil para ajustar prescrição pedagógica antes do resultado oficial.

    A predição de conceito é a mesma coisa que a predição de temas da prova?

    Não, são métricas diferentes. A predição de conceito, com 94% de acurácia, estima a classificação de proficiência e a nota final na escala INEP da coorte. Já a predição de temas, validada em 80% a 80 a 90% de acerto no top 10 por edição em backtest histórico, indica quais assuntos têm maior probabilidade de aparecer na prova, servindo à prescrição pedagógica, não à estimativa de conceito do curso.

    Por que a expansão para Macapá é relevante para o argumento do case?

    Porque mostra que o framework não depende de histórico local de dados nem de maturidade prévia da unidade. A metodologia foi aplicada desde a primeira turma da nova unidade, o que indica que a lógica de diagnóstico, prescrição, controle e mentoria é replicável em contextos institucionais distintos dentro do mesmo grupo educacional.

    Como as Portarias 72, 73 e 74 de 2026 se relacionam com o caso Grupo Integrado?

    Essas portarias colocaram 99 cursos de medicina sob supervisão do MEC, com sanções que vão de corte de vagas a suspensão de ingresso, aplicadas justamente a cursos com baixo percentual de proficientes no ENAMED. O caso Grupo Integrado ilustra a trajetória inversa: como uma instituição pode sair da faixa de risco associada a essas sanções e alcançar o patamar máximo de proficiência antes mesmo da aplicação oficial do exame.

    Qual a diferença entre o simulado tradicional e a gestão de proficiência descrita no case?

    O simulado tradicional produz uma fotografia pontual do desempenho da turma, geralmente próxima demais da prova oficial para permitir correção de rota. A gestão de proficiência aplicada no Grupo Integrado usa diagnóstico contínuo, integrado a prescrição individualizada, controle em tempo real e mentoria em escala, permitindo à coordenação identificar e corrigir gaps de aprendizagem meses antes da aplicação oficial do ENAMED, como resumiu o Dr. Heber Amilcar Martins ao descrever a possibilidade de visualizar os gaps dos alunos antes da prova oficial.

    Dr. Matheus Ferreira
    Escrito por
    Dr. Matheus Ferreira
    CEO e Co-Fundador do SPR Med · CRM-SP 206.304

    Médico, MBA em HealthTech (FIAP) e Gestão em Saúde (FGV). Publicado em Scientific Reports (Nature Portfolio). Liderou conteúdo médico para mais de 145.000 alunos antes de fundar o SPR Med.

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