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    99 Cursos de Medicina Sob Supervisão: O Que Mudou com as Portarias 72, 73 e 74

    As Portarias 72, 73 e 74 (mar/2026) colocaram 99 cursos sob supervisão: suspensão de ingresso, cortes de 25% e 50% das vagas e proibição de ampliar. O mapa das medidas.

    Dr. Matheus Ferreira
    Por Dr. Matheus Ferreira, CRM-SP 206.304
    Atualizado em 02 de julho de 2026
    Publicado em 02 de julho de 202617 min de leitura
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    Em 17 de março de 2026, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC) publicou as Portarias 72, 73 e 74, colocando 99 cursos de medicina sob supervisão federal. Do total, 8 cursos tiveram o ingresso de novos alunos suspenso, 13 sofreram corte de 50% das vagas, 33 tiveram redução de 25% e 45 foram proibidos de ampliar vagas, além de restrições de acesso a FIES e Prouni para parte desse grupo. A medida decorre diretamente dos 107 cursos que receberam Conceito 1 ou 2 no ENAMED 2025 (Fonte: INEP, 2025), evidenciando que o intervalo entre a nota e a sanção regulatória foi de poucos meses e que a próxima janela de reavaliação, em 13 de setembro de 2026, será decisiva para o futuro dessas instituições.

    Por que 99 cursos e não 107? O que mudou entre o ENAMED 2025 e as portarias de março

    O universo de 107 cursos com Conceito 1 ou 2 no ENAMED 2025 (Fonte: INEP, 2025) não corresponde de forma automática aos 99 cursos supervisionados pelas Portarias 72, 73 e 74. A diferença de 8 cursos se explica pelo cruzamento de critérios adicionais da Seres, que combina o conceito ENAMED com outros indicadores do ciclo avaliativo, como histórico de Conceito de Curso, resultados de visitas in loco anteriores e eventuais processos de supervisão já em curso antes da aplicação do exame. Isso significa que nem todo curso com conceito insuficiente entra automaticamente em supervisão no mesmo ciclo, e que alguns cursos podem ter sido incorporados a processos supervisórios preexistentes, sem depender exclusivamente do resultado de 2025.

    Essa distinção é relevante para a gestão acadêmica porque revela que o ENAMED não opera isoladamente. Ele alimenta um sistema de supervisão que também considera o IGC, o histórico do PDI e a atuação prévia do NDE diante de fragilidades já identificadas. Um curso pode ter obtido Conceito 2 em 2025 e ainda assim não figurar entre os 99, caso outros indicadores compensem parcialmente o resultado; da mesma forma, um curso pode ter sido supervisionado por acúmulo de fatores que antecedem o próprio ENAMED. Para coordenadores e diretores acadêmicos, a lição prática é que o exame nacional passou a ser o gatilho mais visível, mas não o único insumo, de um processo de supervisão que já vinha se consolidando desde o ENADE.

    A tabela a seguir consolida a distribuição das medidas aplicadas pelas Portarias 72, 73 e 74:

    Medida aplicada Número de cursos Efeito prático imediato
    Suspensão de ingresso 8 Impede a abertura de novo processo seletivo até reavaliação
    Corte de 50% das vagas 13 Redução imediata da capacidade de matrícula anual
    Corte de 25% das vagas 33 Redução parcial, com possibilidade de recomposição futura
    Proibição de ampliar vagas 45 Congela o crescimento, sem reduzir a oferta atual
    Restrições a FIES/Prouni Parte do total de 99 Reduz o acesso a financiamento estudantil federal

    (Fonte: Portarias Seres/MEC 72, 73 e 74, 17/03/2026)

    Funil regulatório · Portarias Seres/MEC 72, 73 e 74 · 17/03/2026
    De 351 cursos avaliados a 99 sob supervisão federal
    01
    Cursos avaliados pelo ENAMED 2025
    351
    02
    Cursos com Conceito 1 ou 2 (zona de risco)
    107
    03
    Cursos sob supervisão pelas Portarias 72, 73 e 74
    99
    Distribuição das medidas aplicadas aos 99 cursos
    Suspensão de ingresso 08
    Corte de 50% das vagas 13
    Corte de 25% das vagas 33
    Proibição de ampliar vagas 45
    Restrições a FIES/Prouni aplicadas de forma transversal a parte do total de 99 cursos, cumulativa às medidas acima · Fonte: Portarias Seres/MEC 72, 73 e 74, 17/03/2026

    Qual o impacto financeiro e reputacional de estar sob supervisão do MEC

    O impacto financeiro de estar sob supervisão federal se manifesta em três frentes simultâneas: perda de receita por corte de vagas, restrição de acesso a financiamento estudantil e custo de reputação institucional que afeta a atratividade do curso em processos seletivos futuros. Um curso com corte de 50% das vagas, por exemplo, perde metade de sua capacidade de matrícula anual em um segmento cujo ticket médio de mensalidade está entre os mais altos do ensino superior privado brasileiro, o que compromete diretamente o fluxo de caixa projetado no PDI da mantenedora.

    A restrição a FIES e Prouni amplifica esse efeito, porque parte relevante dos ingressantes em cursos de medicina fora dos grandes centros depende de algum mecanismo de financiamento estudantil para viabilizar a matrícula. Quando uma instituição perde acesso a esses programas, o funil de candidatos qualificados encolhe, e a pressão por descontos e bolsas próprias aumenta, corroendo ainda mais a margem operacional do curso.

    No plano reputacional, a supervisão federal se torna pública e afeta a percepção de mercado, especialmente entre famílias que pesquisam o Conceito Enade Medicina antes de decidir pela matrícula. Cursos supervisionados enfrentam maior escrutínio de veículos de imprensa regional, de conselhos profissionais e de órgãos de fiscalização estaduais, o que exige da gestão acadêmica uma resposta institucional coordenada, não apenas pedagógica, mas também de comunicação e relacionamento com stakeholders. Esse cenário se conecta diretamente ao que já era esperado desde a mudança de régua trazida pela nova matriz avaliativa, tema explorado em Leia tambémA Nova Régua da Formação Médica →.

    Vale destacar que a supervisão pela MP 1.370/2026 não se limita aos cursos com histórico ruim no ENADE/ENAMED. A partir da 2ª etapa do ENAMED, aplicada ao final do 6º ano, desempenho insatisfatório aciona supervisão do curso pelo MEC de forma ampla, valendo para todos os cursos, independentemente do conceito obtido em ciclos anteriores. Isso significa que instituições hoje bem avaliadas também precisam monitorar continuamente a proficiência de suas turmas concluintes, sob risco de ingressar nesse universo supervisório em ciclos futuros.

    Como funciona o framework de comprovação exigido de um curso sob supervisão

    Um curso sob supervisão federal precisa comprovar, perante a Seres/MEC, um histórico de intervenção estruturado, com evidências de diagnóstico, plano de ação, monitoramento contínuo e resultado mensurável, e não apenas a intenção de melhorar. A experiência acumulada em processos de supervisão anteriores ao ENAMED mostra que a ausência de dados longitudinais e de um plano formalizado é um dos principais motivos de reprovação em reavaliações, mesmo quando a instituição de fato implementou mudanças pedagógicas relevantes.

    O framework de resposta mais eficaz observado em processos de recuperação de conceito segue quatro etapas sequenciais, e é exatamente a lógica adotada pela metodologia SPR Med de Diagnóstico, Prescrição, Controle e Mentoria. A primeira etapa exige mapear, por competência, domínio e eixo cognitivo da Matriz de Referência Comum (Portaria INEP 478/2025), onde estão as maiores lacunas dos alunos, produzindo um diagnóstico que vá além da nota agregada e chegue ao nível de granularidade que o INEP efetivamente cobra na prova. A segunda etapa traduz esse diagnóstico em uma prescrição pedagógica objetiva, com trilhas de estudo, simulados e reforço curricular direcionados às fragilidades identificadas, evitando o erro comum de aplicar reforço genérico para toda a turma.

    A terceira etapa, controle em tempo real, é o elemento mais frequentemente ausente nos processos de supervisão malsucedidos: sem monitoramento contínuo do progresso, a coordenação chega à reavaliação sem saber, com razoável antecedência, se o conceito vai subir, estabilizar ou cair. A quarta etapa, mentoria em escala, garante que o acompanhamento pedagógico não dependa exclusivamente da capacidade de atenção individual do corpo docente, distribuindo orientação personalizada para centenas de alunos simultaneamente.

    Esse é precisamente o ponto em que ferramentas de diagnóstico tradicionais se mostram insuficientes: identificar que a nota caiu é commodity, qualquer simulado faz isso. O diferencial que sustenta uma comprovação robusta perante a Seres/MEC é a capacidade de prescrever, controlar e mentorar em escala, com dados auditáveis ao longo de todo o ciclo. É esse tipo de instrumentação que o motor M.A.E.S.T.R.O, baseado em modelos de Teoria de Resposta ao Item (TRI/Rasch 1PL), foi construído por médicos para entregar, estimando a Nota Final na escala INEP, a Classificação de Proficiência e o Nível de Confiança de cada aluno e de cada turma, com 94% de acurácia na predição de conceito.

    Ciclo SPR Med, quatro pilares
    Diagnóstico → Prescrição → Controle → Mentoria
    01
    Diagnóstico
    Motor M.A.E.S.T.R.O (TRI/Rasch 1PL) estima Nota Final na escala INEP, Classificação de Proficiência e Nível de Confiança por aluno e por turma.
    02
    Prescrição
    Orientação personalizada distribuída em escala, para centenas de alunos simultaneamente, a partir do banco de 266.177 questões tagueado 7D.
    03
    Controle
    Dados auditáveis ao longo de todo o ciclo, comprovação robusta perante a Seres/MEC sobre a evolução real da proficiência.
    04
    Mentoria
    Acompanhamento individualizado em escala, substituindo a atenção artesanal do corpo docente por instrumentação contínua.
    Retroalimentação constante: Controle → novo Diagnóstico
    94% de acurácia na predição de conceito

    Qual a linha do tempo até a próxima janela de reavaliação em setembro de 2026

    A próxima aplicação do ENAMED está marcada para 13 de setembro de 2026, e para os 99 cursos sob supervisão esse não é apenas mais um ciclo avaliativo, é o evento que definirá a manutenção, o agravamento ou a suspensão das medidas atualmente vigentes. Com a MP 1.370/2026 transformando o exame em aplicação semestral, o intervalo entre março e setembro passou a ser curto para qualquer intervenção pedagógica que dependa de ciclos longos de reformulação curricular, o que exige das coordenações uma resposta imediata e mensurável, e não um plano de médio prazo.

    A tabela abaixo organiza os marcos regulatórios relevantes para a coordenação de um curso supervisionado:

    Data ou marco Evento Relevância para o curso supervisionado
    2025 ENAMED 2025, 351 cursos avaliados, 107 com Conceito 1 ou 2 Origem do universo de cursos em risco
    17/03/2026 Portarias Seres/MEC 72, 73 e 74 Aplicação das medidas de supervisão a 99 cursos
    19/06/2026 MP 1.370/2026 ENAMED vira lei, 2ª etapa passa a habilitar para o CRM; exame se torna semestral
    13/09/2026 Próxima janela do ENAMED Reavaliação que pode manter, agravar ou suspender a supervisão

    (Fonte: INEP, Seres/MEC e MP 1.370/2026)

    Um detalhe frequentemente subestimado pelas coordenações é que a 1ª etapa do ENAMED, aplicada ao final do 4º ano, é diagnóstica e não habilita para o exercício profissional, mas compõe o componente curricular obrigatório e serve como termômetro intermediário do curso antes da 2ª etapa, que de fato funciona como gate individual para novas turmas (ingressantes a partir de 19/06/2026). Para os cursos já sob supervisão, a urgência de setembro de 2026 é institucional, ligada ao conceito do curso e à manutenção ou não das sanções vigentes, e não ao registro individual dos alunos atualmente matriculados. Compreender essa distinção evita decisões apressadas de comunicação com famílias e alunos, que podem confundir o caráter diagnóstico da 1ª etapa com uma barreira imediata ao exercício profissional.

    Para as instituições que já vinham de conceito comprometido e agora enfrentam janela curta até setembro, entender o desenho da próxima prova é parte central da estratégia. O detalhamento de áreas, competências e temas mais prováveis para essa edição está consolidado em Leia tambémENAMED de 13 de Setembro de 2026: Os Temas Mais Prováveis →, material que permite direcionar o tempo remanescente de forma proporcional ao peso real de cada conteúdo na matriz.

    Como um curso em supervisão pode reverter o conceito em uma única edição

    O caso da UNIMAR ilustra que a reversão de conceito em um intervalo curto é possível quando o diagnóstico é preciso e a execução é monitorada de perto. A instituição obteve Conceito 2 no ENAMED 2025, faixa que corresponde a entre 40% e 59,9% de proficientes segundo a escala oficial, e passou a projetar conceito entre 4 e 5 para a edição de setembro de 2026, sob condução da Profa. Fernanda Serva e do Dr. Carlos Bueno, aplicando exatamente o framework de diagnóstico, prescrição, controle e mentoria descrito anteriormente. O salto de faixa não decorre de um único fator isolado, mas da combinação entre identificação granular das lacunas por competência e domínio, redesenho da trilha de estudos por aluno e acompanhamento contínuo dos indicadores de proficiência ao longo do semestre.

    O caso do Grupo Integrado reforça esse padrão em escala maior: a rede saiu de aproximadamente 50% de proficientes para 100% de proficientes, em um universo de mais de 250 alunos, com engajamento de 92% nas atividades de reforço, sob liderança do Dr. Heber Amilcar Martins, e já projeta expansão da metodologia para a unidade de Macapá. Esses dois cases evidenciam que a distância entre um conceito insuficiente e um conceito de excelência não é necessariamente uma questão de tempo longo, mas de precisão diagnóstica e de capacidade de execução em escala, algo que depende diretamente da qualidade e da calibração do banco de questões utilizado nos simulados internos.

    É nesse ponto que a origem e a calibração do banco de itens fazem diferença mensurável. Um banco de 266.177 questões tagueadas na Matriz Pedagógica 7D, calibradas por Teoria de Resposta ao Item, com mais de 3 milhões de respostas acumuladas e cerca de 600 mil questões respondidas por mês pelas instituições parceiras, permite simulados que reproduzem com fidelidade estatística a distribuição de dificuldade e de conteúdo do exame real, e não apenas uma amostra aleatória de questões antigas. Essa aderência de blueprint não é coincidência, é engenharia de matriz: no caso do REVALIDA 2026.1, 74 das 100 questões reais tinham equivalente direto no banco SPR Med, já aplicado em simulado ao longo do ano às instituições parceiras, com 203 pares fortes de correspondência entre questões inéditas e questões reais, considerando graus que vão de quase idênticas a mesmo conceito abordado. O detalhamento completo dessa análise, questão a questão, está em Leia também74 de 100: o Teste de Fogo do Banco SPR Med no REVALIDA 2026.1 →.

    Case Situação de partida Resultado ou projeção Liderança envolvida
    UNIMAR Conceito 2 no ENAMED 2025 Projeção de Conceito 4 a 5 em set/2026 Profa. Fernanda Serva e Dr. Carlos Bueno
    Grupo Integrado Cerca de 50% de proficientes 100% de proficientes, 250+ alunos, 92% de engajamento Dr. Heber Amilcar Martins

    (Fonte: dados internos de acompanhamento SPR Med, ciclo 2025-2026)

    O que a coordenação sob supervisão precisa comprovar perante a Seres/MEC

    Uma coordenação sob supervisão precisa comprovar, com dados auditáveis, que o curso saiu de um estágio reativo de identificação de problemas para um estágio ativo de gestão contínua da proficiência, com evidência documental de cada etapa do processo. Isso significa apresentar não apenas o resultado agregado da última avaliação, mas a trilha completa de diagnóstico por competência, as intervenções pedagógicas implementadas, os indicadores de engajamento dos alunos nas atividades de reforço e a evolução mensurável da proficiência ao longo do tempo, idealmente segmentada por eixo, área e domínio da Matriz de Referência Comum.

    A ausência de um histórico de intervenção documentado é um dos fatores mais recorrentes em processos de supervisão que resultam em agravamento das sanções, porque a Seres/MEC avalia não apenas o resultado final, mas a consistência do processo que levou a ele. Um curso que apresenta apenas a nota da última prova, sem evidenciar o caminho percorrido, tem dificuldade em demonstrar que a melhoria (quando existe) é sustentável e não fruto de variação estatística pontual de uma turma específica.

    Nesse contexto, a capacidade de antecipar temas prováveis também compõe parte relevante da estratégia de resposta, desde que corretamente enquadrada. O modelo preditivo baseado em Empirical Bayes, construído a partir de 17 edições históricas do ENARE e do REVALIDA-INEP entre 2020 e 2026, alcança entre 80% e 80 a 90% de acerto no top 10 de temas mais prováveis por edição, em testes out-of-sample. É importante que a coordenação compreenda a diferença entre essa predição de temas e a predição de conceito do curso: são modelos distintos, o primeiro orienta a priorização de conteúdo nos simulados e nas trilhas de estudo, o segundo estima a nota final da instituição na escala INEP com 94% de acurácia. Confundir os dois conceitos em relatórios institucionais pode gerar interpretações equivocadas perante o corpo docente e a mantenedora.

    Para ilustrar a robustez desse modelo preditivo, o desempenho no REVALIDA 2026.1 mostrou que 72 dos 72 temas que efetivamente caíram na prova já estavam mapeados no radar de 365 temas monitorados, e que 15 dos 20 temas mais prováveis do ranking se converteram em 28 questões da prova real. Temas como Trauma e Emergência, apontado como o mais provável com 91% de probabilidade, resultaram em 4 questões efetivas, enquanto Hipertensão Arterial Sistêmica, segundo colocado com 87%, gerou 1 questão, e Infecções do Trato Genital, quarto colocado com 86%, resultou em 3 questões. Esse tipo de aderência entre predição e prova real não decorre de acesso privilegiado a conteúdo, mas da mesma lógica de engenharia reversa da matriz oficial: mesmo INEP, mesma Portaria 478/2025, mesmo tagueamento 7D. Não é coincidência, é blueprint. Coordenações que compreendem essa lógica conseguem justificar, com base estatística sólida, a priorização de determinados conteúdos no plano de recuperação apresentado à Seres/MEC.

    Tema Posição no ranking preditivo Probabilidade estimada Questões efetivas na prova
    Trauma e Emergência 91% 4
    Hipertensão Arterial Sistêmica 87% 1
    Infecções do Trato Genital 86% 3
    Lesões Precursoras 82% 2
    Atenção Primária à Saúde 76% 1

    (Fonte: modelo preditivo M.A.E.S.T.R.O, backtest sobre 17 edições ENARE/REVALIDA-INEP 2020-2026)

    Para coordenações que buscam validar se o simulado atualmente utilizado pela instituição de fato antecipa a prova real, ou se apenas simula um formato genérico de questões, existe um conjunto objetivo de critérios de verificação, detalhado em Leia tambémComo Saber se o Simulado da Sua IES Antecipa a Prova Real: 5 Critérios →, material especialmente relevante para NDEs que precisam justificar, perante a Seres/MEC, a escolha da metodologia de reforço adotada no plano de recuperação.

    Qual a visão de futuro para a supervisão de cursos de medicina no Brasil

    O horizonte regulatório indica que a supervisão federal deixará de ser um evento pontual ligado a ciclos avaliativos esparsos e passará a ser um processo contínuo, alimentado por um exame semestral que atinge tanto a 1ª quanto a 2ª etapa do ENAMED, com efeitos que vão do componente curricular obrigatório até o registro profissional no CRM. Essa mudança estrutural, introduzida pela MP 1.370/2026, redesenha o cálculo de risco institucional de qualquer curso de medicina no Brasil, independentemente do conceito atual, porque desempenho insatisfatório na 2ª etapa aciona supervisão do curso pelo MEC de forma ampla, valendo para todos os cursos já em funcionamento.

    Para as 351 instituições avaliadas em 2025, e para as que ainda entrarão nesse universo em ciclos futuros, o desafio deixa de ser reagir a um resultado ruim publicado uma vez por ano e passa a ser gerir a proficiência da turma de forma contínua, com visibilidade granular por competência, domínio e eixo cognitivo, ao longo de toda a formação, do primeiro ao sexto ano. Essa é precisamente a proposta de uma infraestrutura operacional dedicada à proficiência médica, que substitui o diagnóstico pontual por um sistema permanente de prescrição, controle e mentoria, ancorado em um banco de questões calibrado estatisticamente e em um motor preditivo capaz de estimar, com alta acurácia, tanto a nota final da instituição quanto a probabilidade de cada tema aparecer na próxima edição do exame.

    Instituições que hoje figuram entre os 45 cursos proibidos de ampliar vagas, ou entre os 33 com corte de 25%, têm uma janela de aproximadamente seis meses até setembro de 2026 para demonstrar, com dados concretos, que o processo de recuperação está em curso e produzindo resultado mensurável. Para os 8 cursos com suspensão de ingresso e os 13 com corte de 50%, a urgência é ainda maior, porque a próxima reavaliação definirá se a instituição inicia um caminho de recomposição gradual de vagas ou se enfrenta o agravamento das sanções já vigentes.

    Como o SPR Med pode apoiar sua instituição nesse momento

    Se sua instituição está entre os 99 cursos sob supervisão das Portarias 72, 73 e 74, ou entre os 107 cursos com Conceito 1 ou 2 no ENAMED 2025, o tempo até a janela de setembro de 2026 já está correndo, e um diagnóstico impreciso consome semanas que a instituição não tem mais. Solicite uma análise diagnóstica gratuita do seu curso e receba um mapeamento por competência, domínio e eixo cognitivo, com projeção de conceito baseada no motor M.A.E.S.T.R.O, construído por médicos para operar na mesma lógica da matriz oficial do INEP.

    Perguntas frequentes

    Quais foram as medidas das Portarias 72, 73 e 74 de 2026?

    As Portarias Seres/MEC 72, 73 e 74, publicadas em 17 de março de 2026, colocaram 99 cursos de medicina sob supervisão, com 8 suspensões de ingresso, 13 cortes de 50% das vagas, 33 cortes de 25% das vagas e 45 proibições de ampliar vagas, além de restrições de acesso a FIES e Prouni para parte desse grupo.

    Por que o número de cursos supervisionados (99) é diferente do número de cursos com Conceito 1 ou 2 no ENAMED 2025 (107)?

    A Seres/MEC combina o conceito ENAMED com outros indicadores do ciclo avaliativo, como histórico de Conceito de Curso e processos de supervisão preexistentes, o que explica a diferença de 8 cursos entre o universo avaliado e o universo efetivamente supervisionado.

    Quando é a próxima janela do ENAMED e o que ela representa para os cursos supervisionados?

    A próxima aplicação está marcada para 13 de setembro de 2026. Para os cursos sob supervisão, esse ciclo definirá a manutenção, o agravamento ou a suspensão das medidas atualmente vigentes, funcionando como o principal marco de reavaliação institucional do ano.

    A supervisão do MEC afeta imediatamente o registro no CRM dos alunos atuais?

    Não. A supervisão institucional decorre do conceito do curso na avaliação do MEC/INEP. O gate individual de proficiência para registro no CRM, criado pela MP 1.370/2026, vale apenas para quem ingressar a partir de 19 de junho de 2026, na 2ª etapa do ENAMED ao final do 6º ano. Para os alunos já matriculados, a urgência é institucional, ligada ao conceito do curso e à supervisão, não ao registro individual.

    O que uma coordenação precisa apresentar para reverter uma medida de supervisão?

    É necessário comprovar um histórico de intervenção estruturado, com diagnóstico granular por competência e domínio, plano de ação pedagógico, monitoramento contínuo dos indicadores de proficiência e evidência mensurável de evolução ao longo do tempo, e não apenas o resultado agregado da última avaliação.

    Qual a diferença entre predição de temas e predição de conceito do curso?

    São modelos distintos. A predição de temas, baseada em Empirical Bayes sobre 17 edições históricas, estima quais assuntos têm maior probabilidade de aparecer na prova, com 80% a 80 a 90% de acerto no top 10 por edição. A predição de conceito, feita pelo motor M.A.E.S.T.R.O, estima a nota final da instituição na escala INEP com 94% de acurácia. Os dois indicadores são complementares, mas não devem ser confundidos em relatórios institucionais.

    Dr. Matheus Ferreira
    Escrito por
    Dr. Matheus Ferreira
    CEO e Co-Fundador do SPR Med · CRM-SP 206.304

    Médico, MBA em HealthTech (FIAP) e Gestão em Saúde (FGV). Publicado em Scientific Reports (Nature Portfolio). Liderou conteúdo médico para mais de 145.000 alunos antes de fundar o SPR Med.

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