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Especialidade

# Zoonoses no ENAMED: Leishmaniose, Leptospirose e Outras

Descubra os temas de Zoonoses mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 49%.

![Dr. Vinícius Côgo Destefani](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Por [Dr. Vinícius Côgo Destefani](/autor/dr-vinicius-cogo-destefani), CRM-SP 158.541 · RQE 108.337 

Atualizado em 09 de setembro de 2026

Publicado em 03 de março de 2026 12 min de leitura 

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Neste artigo 

> **Atualização normativa em 09/09/2026:** a [Resolução CNE/CES nº 3/2025](https://www.medicina.ufmg.br/wp-content/uploads/sites/102/2025/11/Resolucao-cne-ces-003-2025-09-30.pdf) revogou a resolução de 2014 e prevê transição curricular nos arts. 38 e 39. As referências a 2014 neste texto descrevem o quadro histórico. Para planejamento atual, confirme o PPC aplicável à turma e as DCN de 2025. A matriz do exame permanece um documento próprio: [entenda a relação entre DCN e ENAMED](/blog/guia-enamed-dcn-medicina-relacao).

Zoonoses aparecem com regularidade consistente no ENAMED: o tema esteve presente em 9 das 17 edições históricas analisadas, com um total de 13 questões e média de 1,4 questão por aparição. A probabilidade de cobrança na próxima edição é de 49,5%, com tendência classificada como QUENTE e confiança alta nos modelos preditivos. Dentro da subespecialidade de Infectologia, uma das mais demandadas na Matriz de Referência Comum da Portaria INEP 478/2025, as zoonoses representam um eixo com alta interface entre epidemiologia, diagnóstico clínico e manejo terapêutico, sendo cobradas frequentemente em cenários que exigem integração de conhecimentos e tomada de decisão clínica fundamentada.

ENAMED · INFECTOLOGIA · EPIDEMIOLOGIA

## Vetores, Reservatórios e Distribuição Regional das Zoonoses

Principais zoonoses cobradas no ENAMED · Portaria INEP 478/2025

Leishmaniose Visceral

(Calazar)

Vetor

Lutzomyia longipalpis (flebotomíneo)

Reservatório

Cão doméstico, raposa

Região de risco

Nordeste, Centro-Oeste, periferia urbana

Diagnóstico

Sorologia (rK39), aspirado medular, PCR

Tríade clássica

Febre prolongada + esplenomegalia + emagrecimento

Leptospirose

(Doença de Weil)

Agente

Leptospira interrogans

Reservatório

Roedores (rato de esgoto)

Transmissão

Contato com água/lama contaminada pela urina

Diagnóstico

MAT (padrão-ouro), ELISA IgM, hemocultura (fase aguda)

Forma grave

Tríade de Weil: icterícia + IRA + hemorragia

Toxoplasmose

(Toxoplasma gondii)

Hospedeiro definitivo

Felinos (gato doméstico)

Transmissão

Oocistos nas fezes de gatos, carne crua, congênita

Diagnóstico

Sorologia IgG/IgM (Teste de avidez na gestante)

Alerta ENAMED

Encefalite toxoplásmica em imunossuprimidos (HIV/AIDS)

Raiva

(Lyssavirus)

Reservatório urbano / silvestre

Cão, gato / Morcego, raposa, sagui

Transmissão

Mordedura, arranhadura, lambedura em mucosa

Profilaxia pós-exposição

Vacina + soro antirrábico (casos graves)

Letal sem profilaxia

Letalidade próxima de 100% após surgimento dos sintomas

COMPARATIVO  Tratamento das Principais Zoonoses

Zoonose

1ª Escolha

Alternativa

Obs.

Leishmaniose Visceral

Anfotericina B lipossomal

Antimoniato de meglumina

Gestantes: Anfotericina B

Leptospirose leve

Doxiciclina 100mg 2x/d (7d)

Amoxicilina

Ambulatorial

Leptospirose grave

Penicilina cristalina IV

Ceftriaxona IV

UTI / Weil

Toxoplasmose

Pirimetamina + Sulfadiazina

SMX-TMP

\+ Ácido folínico

Raiva

Sem tratamento curativo

Suporte intensivo

Prevenção é essencial

TENDÊNCIA ENAMED

Probabilidade de cobrança: **49,5%**, classificada como QUENTE com alta confiança preditiva.

EIXO NA MATRIZ

Infectologia integra Epidemiologia e Clínica Médica, cobrando diagnóstico situacional em cenários endêmicos.

FOCO REGIONAL

Questões frequentemente contextualizam regiões endêmicas: Nordeste, Amazônia e áreas periurbanas alagadas.

Macete Integrativo: Diferencie Rapidamente

CALAZAR

Febre + baço + nordestino + cão = Leishmaniose Visceral

WEIL

Enchente + rato + icterícia + olhos vermelhos = Leptospirose

TOXO

Gato + grávida + imunodeprimido + encefalite = Toxoplasmose

RAIVA

Mordida + morcego + hidrofobia = Raiva → vacinar imediatamente

* * *

## Quantas questões de zoonoses já caíram no ENAMED?

Com base na análise de 17 edições históricas, o tema Zoonoses acumulou 13 questões objetivas, distribuídas em 9 aparições, o que corresponde a uma taxa de presença de 56,3% entre as edições avaliadas. Esse padrão indica que o tema não é marginal: ele aparece com frequência superior à média de muitos subtemas de Infectologia.

A tendência QUENTE atribuída ao tema para a próxima edição reflete dois movimentos simultâneos: o aumento de notificações de doenças como leishmaniose visceral e leptospirose no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) nos últimos ciclos epidemiológicos, e a ênfase das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de 2014 no preparo do médico para atuar em contextos de saúde pública e medicina tropical. O ENAMED tende a refletir essa agenda (Fonte: INEP, 2025; DCN/MEC, 2014).

Dado

Valor

Edições com cobrança do tema

9 de 16

Total de questões históricas

13

Média de questões por aparição

1,4

Probabilidade de cobrança (próxima edição)

49,5%

Tendência

QUENTE

Confiança do modelo preditivo

Alta

Subespecialidade

Infectologia, Clínica Médica

Para estudantes do 6º ano de medicina, isso significa que destinar tempo estruturado ao estudo de zoonoses não é especulação, é priorização baseada em dados.

* * *

## Quais são os subtemas de zoonoses mais cobrados no ENAMED?

A distribuição histórica das 13 questões de zoonoses revela uma concentração em três grupos principais, com destaque para leishmaniose e leptospirose como os subtemas de maior recorrência. A seguir, a tabela consolidada com as frequências estimadas por subtema:

Subtema

Frequência histórica estimada

Perfil de cobrança predominante

Leishmaniose visceral (calazar)

Alta

Diagnóstico, tratamento, notificação

Leptospirose

Alta

Quadro clínico, manejo, epidemiologia

Leishmaniose tegumentar americana

Moderada

Formas clínicas, diagnóstico diferencial

Raiva humana

Moderada

Profilaxia pós-exposição, fluxo de conduta

Toxoplasmose

Moderada

Imunocompetentes vs. imunocomprometidos, gestação

Brucelose

Baixa

Diagnóstico sorológico, ocupação de risco

Febre maculosa brasileira

Baixa/emergente

Quadro hemorrágico, antibioticoterapia

A leishmaniose visceral e a leptospirose dominam as questões porque combinam alta prevalência no Brasil, relevância para o SUS e capacidade de serem exploradas em múltiplos eixos de competência: epidemiologia, semiologia, diagnóstico laboratorial e manejo terapêutico. Esses são exatamente os pilares avaliados pela Matriz de Referência Comum (Portaria INEP 478/2025).

[Leia também Abdome Agudo no ENAMED: Temas Mais Cobrados e Como Estudar → ](/blog/espec-abdome-agudo)

* * *

## Como estudar zoonoses para o ENAMED?

A estratégia mais eficiente para o estudo de zoonoses combina leitura ativa de protocolos oficiais com resolução de questões em cenário clínico. O ENAMED não cobra memorização isolada, cobra raciocínio clínico aplicado. Isso significa que saber o ciclo biológico do _Leishmania donovani_ é menos relevante do que saber interpretar um quadro de esplenomegalia progressiva em criança do Nordeste e indicar o exame diagnóstico adequado.

O ponto de partida mais sólido são os Guias de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), especialmente o volume dedicado às doenças de notificação compulsória, e os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) disponíveis no portal do Ministério. Esses documentos são a referência implícita das questões do ENAMED e devem nortear a interpretação de casos clínicos.

Para a subespecialidade de Infectologia, as DCN de 2014 descrevem que o egresso deve ser capaz de reconhecer, diagnosticar e manejar doenças infecciosas prevalentes, incluindo zoonoses endêmicas no Brasil, o que define o nível de exigência esperado na prova. O ENAMED cobra essa competência de forma integrada: um cenário clínico que une história epidemiológica, exame físico e interpretação de exames complementares.

A abordagem por sistemas funciona bem nesse tema: estude cada zoonose como uma unidade que responde a quatro perguntas fundamentais, qual o vetor/reservatório, como se manifesta clinicamente, como se diagnostica laboratorialmente e qual o tratamento de escolha pelo SUS. Esse mapa mental é suficiente para resolver a maior parte das questões históricas.

[Leia também Cronograma de Estudos ENAMED em 6 Meses: Plano Completo → ](/blog/prep-cronograma-estudos-enamed-6-meses)

* * *

## Leishmaniose no ENAMED: o que a prova realmente cobra?

A leishmaniose é, historicamente, o subtema de maior peso dentro do eixo de zoonoses. Ela aparece em duas formas clínicas com perfis de cobrança distintos: a leishmaniose visceral (LV) e a leishmaniose tegumentar americana (LTA).

### Leishmaniose visceral

A LV, causada pelo _Leishmania infantum_ (anteriormente _L. chagasi_) e transmitida pelo flebotomíneo _Lutzomyia longipalpis_, é endêmica em todo o Brasil com foco no Nordeste e expansão para regiões periurbanas. O ENAMED costuma apresentar cenários com criança ou adulto jovem com febre prolongada, emagrecimento, hepatoesplenomegalia e pancitopenia, o perfil clássico do calazar. As questões exigem que o candidato saiba:

Qual o exame de primeira linha para diagnóstico (teste rápido imunocromatográfico para anticorpo anti-_Leishmania_, conforme protocolo do MS), quando indicar confirmação parasitológica por punção de medula óssea ou aspirado esplênico, e qual é o tratamento de primeira escolha no Brasil, o antimoniato de meglumina (Glucantime) para casos não graves, e a anfotericina B lipossomal para grupos de risco como crianças menores de 1 ano, gestantes, nefropatas e imunossuprimidos. Esse nível de detalhe é exatamente o que diferencia candidatos com conceito 4 de candidatos com conceito 5. (Fonte: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Leishmaniose Visceral, MS, 2022)

### Leishmaniose tegumentar americana

Na LTA, o ENAMED foca no diagnóstico diferencial das formas clínicas (cutânea localizada, mucosa e difusa) e na orientação terapêutica. Questões envolvendo úlcera de bordas elevadas em "moldura de quadro" em paciente com história de exposição a mata geralmente testam a suspeição diagnóstica e a indicação de biópsia com pesquisa de parasito. A forma mucosa exige atenção especial porque seu tratamento é mais prolongado e tem maior risco de recidiva, pontos que o ENAMED costuma explorar em casos de seguimento.

Quadro Clínico-Terapêutico · Medicina Tropical

Leishmaniose: Formas Clínicas, Critérios Diagnósticos e Tratamento

Baseado no PCDT Leishmaniose, Ministério da Saúde, 2022 · Conteúdo de alta incidência no ENAMED

CRITÉRIO

CUTÂNEA LOCALIZADA  
(LCL) 

MUCOSA  
(LM) 

DIFUSA  
(LCD) 

VISCERAL  
(LV / Calazar) 

Vetor / Agente

Lutzomyia sp.  
L. braziliensis 

Lutzomyia sp.  
L. braziliensis 

Lutzomyia sp.  
L. amazonensis 

Lutzomyia longipalpis  
L. chagasi / infantum 

Lesão clássica

Úlcera "moldura de quadro"   
Bordas elevadas, fundo granuloso, indolor 

Destruição nasal/orofaríngea   
Sinal de Geoffroy, coriza, epistaxe 

Nódulos disseminados   
Sem ulceração, anergia imunológica 

Febre + esplenomegalia + pancitopenia   
Caquexia, hepatomegalia 

Diagnóstico

Biópsia + pesquisa de parasito  
Intradermorreação de Montenegro 

Biópsia / raspado nasal  
Montenegro fortemente + 

Biópsia de nódulo  
Montenegro negativo (anergia) 

Sorologia (RIFI/ELISA) + mielograma  
Pesquisa de amastigotas na MO 

1ª linha terapêutica

Antimoniato de meglumina   
15 mg/kg/dia IM ou IV · 20 dias 

Antimoniato de meglumina   
20 mg/kg/dia IV · 30 dias  (maior duração!) 

Anfotericina B lipossomal   
Resistência ao antimonial é regra 

Anfotericina B lipossomal   
3 mg/kg/dia IV · 7 dias (ou antimonial) 

Risco de recidiva

Baixo 

ALTO, seguimento obrigatório 

Muito alto (imunodeficiência) 

Alto em imunossuprimidos 

Alerta ENAMED

Exposição à mata + úlcera indolor = suspeitar LCL e indicar biópsia

Tratamento mais longo  que LCL; maior risco de sequela nasal permanente

Montenegro negativo em imunodeficiente = pensar em LCD

Criança + febre prolongada + baço palpável no NE/CO = calazar até prova em contrário

Ponto-chave ENAMED

A forma **mucosa** requer **30 dias** de antimonial (vs. 20 dias na cutânea localizada) e tem **maior risco de recidiva**, dois dados frequentemente cobrados em questões de acompanhamento. A anergia na forma difusa (Montenegro negativo) e a resistência ao antimonial são padrões que diferenciam a LCD das demais.

Contraindicação ao antimonial

Gestantes (1ª opção: AmB lipossomal) · Cardiopatias graves (risco de arritmia, monitorar QT) · Insuficiência renal/hepática grave · Criança < 1 ano (avaliar risco-benefício)

PCDT Leishmaniose Tegumentar e Visceral · MS 2022 · Área: Medicina Preventiva e Social / Clínica Médica · ENAMED 

* * *

## Leptospirose no ENAMED: o que a prova realmente cobra?

A leptospirose, causada por bactérias do gênero _Leptospira_ e transmitida principalmente por contato com água ou solo contaminados pela urina de roedores, é a segunda zoonose de maior frequência nas questões históricas. Sua relevância é amplificada pelo perfil epidemiológico brasileiro: surtos após enchentes urbanas tornam essa doença um tema recorrente no noticiário e nas bancas (Fonte: SINAN/SVS/MS, 2024).

O ENAMED cobra leptospirose em dois contextos principais. O primeiro é o diagnóstico precoce na fase leptospirêmica: febre de início súbito, mialgia intensa (especialmente em panturrilhas), cefaleia e sufusão conjuntival em paciente com história de exposição a enchentes ou trabalho em esgoto. Nesse cenário, a prova testa se o candidato sabe que o diagnóstico nessa fase é clínico-epidemiológico e que o tratamento com doxiciclina ou amoxicilina deve ser iniciado sem aguardar confirmação sorológica.

O segundo contexto é a Síndrome de Weil, a forma grave da doença: tríade de icterícia, insuficiência renal e manifestações hemorrágicas. Questões nesse perfil geralmente testam o manejo em UTI, a indicação de penicilina cristalina intravenosa, e os critérios para diálise. A hepatite na leptospirose tem característica peculiar, bilirrubina direta elevada com transaminases relativamente pouco elevadas, dado frequentemente cobrado em questões de diagnóstico diferencial com hepatites virais. (Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, MS, 4ª edição)

* * *

## Dicas práticas de estudo para zoonoses no ENAMED

A primeira recomendação é construir um mapa de diferenciação entre as zoonoses que se apresentam com quadros febris inespecíficos. Leptospirose, febre maculosa, toxoplasmose e brucelose compartilham sintomas iniciais sobrepostos, e o ENAMED usa exatamente essa sobreposição para criar questões que testam raciocínio clínico, não memorização. Construir uma tabela própria com os elementos que diferenciam cada quadro (exposição epidemiológica, dados laboratoriais específicos, sinais patognomônicos) é mais eficaz do que reler textos lineares.

A segunda recomendação é estudar profilaxia de forma ativa, especialmente para raiva humana. O fluxo de conduta pós-exposição do Ministério da Saúde, com seus critérios para observação do animal, indicação de soro e vacina, e esquemas para pacientes vacinados e não vacinados, é um ponto de cobrança frequente que muitos estudantes negligenciam por considerá-lo "simples demais". Não é. As questões costumam trabalhar com situações-limite que exigem conhecimento preciso do protocolo.

A terceira recomendação é integrar o estudo de zoonoses ao contexto de saúde pública. O ENAMED, por ser um exame de larga escala com interface com o ENARE e com a avaliação do curso, valoriza competências do médico generalista para o SUS. Isso significa que questões sobre notificação compulsória, vigilância epidemiológica e medidas de controle vetorial são tão prováveis quanto questões de diagnóstico diferencial.

Para cronograma: reservar uma sessão de 3 a 4 horas para o eixo completo de zoonoses é suficiente para uma revisão eficiente, desde que estruturada. Uma sessão inicial de mapeamento dos subtemas (30 minutos), seguida de leitura focada dos protocolos do MS para as três zoonoses principais (90 minutos), resolução de 15 a 20 questões históricas de prova (60 minutos) e revisão dos erros com releitura pontual (30 minutos) é uma sequência comprovadamente eficaz para consolidação.

[Leia também Reta Final para o ENAMED: O Que Fazer nas Últimas Semanas → ](/blog/prep-reta-final-enamed)

* * *

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## Resumo estratégico: zoonoses no ENAMED

Zoonose

Agente

Transmissão

Ponto crítico de estudo

Leishmaniose visceral

_Leishmania infantum_

Flebotomíneo

Diagnóstico laboratorial, tratamento por perfil de risco

Leishmaniose tegumentar

_Leishmania_ spp.

Flebotomíneo

Formas clínicas, biópsia, tratamento prolongado

Leptospirose

_Leptospira_ spp.

Contato com água/solo contaminados

Fase leptospirêmica vs. Síndrome de Weil, tratamento

Raiva

Vírus da raiva (Lyssavirus)

Mordedura/arranhadura

Profilaxia pós-exposição, fluxo de conduta MS

Toxoplasmose

_Toxoplasma gondii_

Carne malcozida, fezes de gato

Imunossuprimido, gestante, triagem neonatal

Febre maculosa

_Rickettsia rickettsii_

Carrapato _Amblyomma_

Rash palmar/plantar, doxiciclina precoce, mortalidade

[Leia também Revisão Curricular Orientada pelo ENAMED: Guia para Coordenadores de Medicina → ](/blog/b2b-revisao-curricular-enamed-medicina)

* * *

## Documentos oficiais relacionados

-   [Matriz de Referência Comum: Portaria Inep nº 478/2025](https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-478-de-18-de-julho-de-2025-643085112).
-   [Notas técnicas do Inep: cálculo da nota, proficiência e conceito institucional](https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enamed/notas-tecnicas).

Os documentos acima tratam do exame e da matriz de avaliação. Não substituem as diretrizes clínicas aplicáveis a cada conduta.

**Como ler a previsão:** a probabilidade apresentada é uma estimativa do modelo da SPR Med sobre o histórico analisado. Não é uma frequência oficial do ENAMED, garantia de cobrança ou evidência de eficácia clínica. A análise de setembro de 2026 deverá usar a prova efetivamente aplicada, preservando a previsão anterior à aplicação.

## Perguntas frequentes

### Zoonoses cai todo ano no ENAMED?

Não em todas as edições, mas com alta regularidade: o tema apareceu em 9 das 17 edições históricas analisadas, o que corresponde a 56,3% de frequência. A probabilidade de cobrança na próxima edição está estimada em 49,5%, com tendência QUENTE. É um tema que justifica priorização no cronograma de estudos.

### Qual zoonose tem maior chance de cair no ENAMED?

Com base no histórico, leishmaniose visceral e leptospirose são os subtemas de maior recorrência. Juntos, respondem pela maioria das questões de zoonoses nas edições anteriores. Raiva (especialmente profilaxia pós-exposição) e toxoplasmose aparecem com frequência moderada.

### O ENAMED cobra ciclo biológico das zoonoses ou só clínica?

O foco é clínico-aplicado: reconhecimento de quadros, diagnóstico laboratorial, manejo terapêutico e medidas de controle. O ciclo biológico aparece apenas quando é necessário para entender a transmissão e orientar a profilaxia, como no caso da raiva e da febre maculosa. Memorização taxonômica isolada não é o perfil da prova.

### Quais materiais usar para estudar zoonoses para o ENAMED?

Os Guias de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (especialmente a 4ª edição, disponível gratuitamente no portal do MS), os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para leishmaniose visceral e tegumentar, e o Manual de Vigilância Epidemiológica da Raiva são as referências mais alinhadas com o que o ENAMED cobra. Complementar com questões de provas de residência de Infectologia e Clínica Médica também é estratégia eficaz.

### Febre maculosa é cobrada no ENAMED?

Sim, com frequência baixa a emergente. A febre maculosa brasileira tem ganhado relevância epidemiológica com expansão geográfica fora das áreas endêmicas tradicionais (SP, MG, RJ). O ENAMED pode cobrar o quadro hemorrágico com petéquias em palmas e plantas, o diagnóstico sorológico e a urgência do tratamento com doxiciclina, que deve ser iniciado com base clínica, sem aguardar confirmação laboratorial.

### Como o ENAMED integra zoonoses com saúde pública?

O ENAMED frequentemente apresenta cenários que exigem do candidato o conhecimento de notificação compulsória, fluxo de vigilância epidemiológica e medidas de controle vetorial, especialmente para leishmaniose e leptospirose. Saber que ambas são de notificação compulsória imediata para determinadas formas e conhecer as ações de controle previstas pelo Programa Nacional de Vigilância e Controle da Leishmaniose (PNVCL/MS) é parte da competência esperada pelo exame (Portaria INEP 478/2025; Guia de Vigilância em Saúde, MS, 2022).

## Sobre a autoria

![Dr. Vinícius Côgo Destefani](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Escrito por

Dr. Vinícius Côgo Destefani

Co-Fundador e Diretor Pedagógico do SPR Med · CRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Médico pela UFES, Pediatria pelo HC-FMUSP e Cardiologia Pediátrica pelo Instituto Dante Pazzanese. Mentor direto de mais de 1.000 alunos. Responsável pela arquitetura metodológica e calibração TRI do banco do SPR Med.

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