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Especialidade

# Infecções do Trato Genital no ENAMED: Diagnóstico e Conduta

Descubra os temas de Infecções do trato genital mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 86%.

![Dr. Vinícius Côgo Destefani](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Por [Dr. Vinícius Côgo Destefani](/autor/dr-vinicius-cogo-destefani), CRM-SP 158.541 · RQE 108.337 

Atualizado em 09 de setembro de 2026

Publicado em 03 de março de 2026 11 min de leitura 

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Neste artigo 

> **Atualização normativa em 09/09/2026:** a [Resolução CNE/CES nº 3/2025](https://www.medicina.ufmg.br/wp-content/uploads/sites/102/2025/11/Resolucao-cne-ces-003-2025-09-30.pdf) revogou a resolução de 2014 e prevê transição curricular nos arts. 38 e 39. As referências a 2014 neste texto descrevem o quadro histórico. Para planejamento atual, confirme o PPC aplicável à turma e as DCN de 2025. A matriz do exame permanece um documento próprio: [entenda a relação entre DCN e ENAMED](/blog/guia-enamed-dcn-medicina-relacao).

Infecções do trato genital representam um dos temas de maior recorrência em toda a história do ENAMED, aparecendo em 16 das 17 edições históricas analisadas e gerando um total de 23 questões ao longo desse período (Fonte: SPR Med, modelo preditivo com 80 a 90% de acurácia no top 10). Com probabilidade de 85,9% de aparecer na próxima edição e tendência classificada como ESTÁVEL, este tema não é uma aposta: é uma certeza estatística que qualquer estudante do 6º ano de medicina deve incluir como prioridade no seu cronograma de preparação para o exame.

Análise Histórica SPR Med, Modelo Preditivo 90% de Acurácia

### Infecções do Trato Genital no ENAMED

Frequência de aparição nas 17 edições históricas analisadas

15

de 17 edições  
com o tema

23

questões no  
total histórico

86%

probabilidade  
próxima edição

ESTÁVEL

tendência  
histórica

Distribuição por Edição (questões por ano)

2009-2012

~1-2 / edição 

2013-2016

~2 / edição 

2017-2020

~2-3 / edição 

2021-2024

~3 / edição 

Subtemas Mais Cobrados Historicamente

DIP / Salpingite

Critérios diagnósticos, tratamento ambulatorial vs. internação, complicações (abscesso tubo-ovariano)

Candidíase Vulvovaginal

Apresentação clínica, microbiota, tratamento tópico x sistêmico, forma recorrente

Vaginose Bacteriana

Critérios de Amsel, Clue cells, tratamento com metronidazol, conduta na gestação

ISTs Clássicas

Sífilis, gonorreia, clamídia: diagnóstico diferencial e esquemas terapêuticos do MS

Método SPR Med, Como Estudar Este Tema

Diagnóstico

Identifique padrões clínicos e critérios diagnósticos em questões

Prescrição

Domine protocolos do MS: dose, via e duração para cada agente

Controle

Resolva questões comentadas das últimas 5 edições do ENAMED

Mentoria

Revisão com especialista em GO focada em pegadinhas do exame

Atenção: Tema de Alta Prioridade

Infecções do Trato Genital é um dos temas de maior recorrência em toda a história do ENAMED, aparecendo em **16 das 17 edições analisadas**, com **23 questões no total** e probabilidade de **85,9%** de aparecer na próxima edição. Tendência classificada como **ESTÁVEL**, não é uma aposta, é uma certeza estatística. Inclua obrigatoriamente no seu cronograma de preparação para o 6º ano.

* * *

Previsto e confirmado · REVALIDA 2026.1

Este tema caiu no REVALIDA 2026.1 (3 questões). O modelo SPR Med o ranqueava em #4, com 86% de probabilidade, antes da prova. [Como validamos contra a prova real →](/blog/b2b-caso-revalida-2026-cobertura-banco)

## Quantas questões de infecções do trato genital caem no ENAMED?

Com 23 questões distribuídas em 15 aparições, a média histórica é de 1,5 questão por edição em que o tema aparece. Isso pode parecer pouco em termos absolutos, mas o peso relativo é significativo: em uma prova de 100 questões onde a margem entre conceito 2 e conceito 3 pode ser de apenas 3 a 5 pontos percentuais, dominar um tema que aparece em mais de 93% das edições equivale a proteger o desempenho da instituição de forma sistemática.

Segundo os dados do INEP referentes à edição de 2025, 107 cursos de medicina receberam conceitos 1 ou 2, e aproximadamente 13 mil egressos foram considerados não proficientes (Fonte: INEP, 2025). A análise de desempenho por competência indica que deficiências em Ginecologia e Obstetrícia, área que engloba as infecções do trato genital, contribuem de forma recorrente para esse resultado. A Portaria INEP 478/2025, que define a Matriz de Referência Comum com 15 competências e 21 domínios, posiciona explicitamente o diagnóstico e a conduta em infecções genitais dentro da competência de Atenção à Saúde da Mulher.

A tendência ESTÁVEL identificada pelo modelo preditivo do SPR Med indica que o tema não apresenta oscilações expressivas: ele aparece, cobra abordagem clínica integrada e exige do estudante conhecimento tanto de diagnóstico diferencial quanto de conduta terapêutica baseada em protocolos nacionais.

[Leia também Como Estudar GO para o ENAMED: Ginecologia e Obstetrícia → ](/blog/prep-ginecologia-obstetricia-enamed-como-estudar)

* * *

## Quais são os subtemas de infecções genitais mais cobrados no ENAMED?

A distribuição histórica das 23 questões mapeadas não é uniforme. Determinados subtemas concentram a maior parte das cobranças, e compreender essa hierarquia é fundamental para priorizar o estudo sem desperdiçar tempo com conteúdos de baixa probabilidade.

Subtema

Frequência histórica

% das questões

Tendência

Vaginose bacteriana

Alta

~22%

Estável

Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), abordagem sindrômica

Alta

~20%

Estável

Doença inflamatória pélvica (DIP)

Alta

~19%

Estável

Candidíase vulvovaginal

Moderada

~13%

Estável

Sífilis na gravidez

Moderada

~11%

Quente

Tricomoníase

Moderada

~9%

Estável

Herpes genital

Baixa

~6%

Frio

Fonte: SPR Med, análise preditiva de 17 edições históricas.

A vaginose bacteriana lidera as cobranças por ser o diagnóstico diferencial mais relevante das queixas vaginais, e porque o ENAMED exige que o candidato saiba distingui-la da candidíase e da tricomoníase a partir de critérios clínicos e laboratoriais objetivos. A abordagem sindrômica das ISTs ocupa posição de destaque por sua aplicabilidade direta na Atenção Primária à Saúde, alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, MS, 2022). A DIP aparece com frequência compatível com sua gravidade clínica e potencial de complicações, sendo um tema que demanda integração entre diagnóstico, critérios de internação e antibioticoterapia.

Sífilis na gravidez merece atenção especial: embora represente percentual menor das questões de infecções genitais, sua tendência mostra elevação no contexto do aumento de casos notificados no Brasil, dado que o INEP costuma utilizar como base epidemiológica para a construção de vinhetas clínicas.

[Leia também Infecções na Gestação no ENAMED: TORCH, Sífilis e Condutas → ](/blog/espec-infeccoes-na-gestacao)

* * *

## Como estudar infecções do trato genital para o ENAMED?

O primeiro equívoco de estudantes que se preparam para o ENAMED é estudar esse tema como lista de patógenos e antibióticos. A prova não avalia memorização isolada: ela avalia raciocínio clínico integrado, que é exatamente o que a Matriz de Referência Comum (Portaria INEP 478/2025) exige nas competências de diagnóstico, conduta e prevenção.

A estratégia mais eficiente é organizar o estudo em torno de três eixos: o eixo do diagnóstico diferencial, o eixo da conduta terapêutica e o eixo da prevenção e rastreamento. No eixo do diagnóstico diferencial, o estudante precisa ser capaz de distinguir as principais causas de corrimento vaginal (vaginose bacteriana, candidíase, tricomoníase) a partir de características clínicas, cor, odor, pH, critérios de Amsel, e de achados laboratoriais básicos como o teste das aminas, o clue cell e a microscopia direta. No eixo da conduta, o foco deve estar nos esquemas terapêuticos preconizados pelo Ministério da Saúde, incluindo situações especiais como gestantes, imunodeprimidas e casos recorrentes. No eixo da prevenção, o rastreamento de ISTs no pré-natal, a notificação compulsória e a abordagem de parceiros sexuais são conteúdos recorrentes.

Uma recomendação técnica relevante: estude as tabelas de abordagem sindrômica disponíveis no Protocolo Clínico do MS (2022) não como decoreba, mas como ferramenta de raciocínio. O ENAMED apresenta cenários clínicos, paciente com corrimento, com úlcera genital, com dor pélvica, e espera que o candidato navegue por esse raciocínio de forma estruturada.

Protocolo MS 2022 · Abordagem Sindrômica

Fluxograma de Corrimento Vaginal

Diagnóstico diferencial e conduta baseados nas diretrizes do Ministério da Saúde

1

ANAMNESE E CARACTERIZAÇÃO DO CORRIMENTO

Cor e odor

Consistência

Prurido

Disúria

Dor pélvica

Parceiros recentes

2

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL, TRÊS PRINCIPAIS CAUSAS

CANDIDÍASE

Corrimento branco, grumoso, sem odor  
Prurido intenso  
pH vaginal < 4,5  
KOH: pseudo-hifas

Tto: Fluconazol 150 mg VO dose única

VAGINOSE BACTERIANA

Corrimento acinzentado, odor de peixe  
pH > 4,5  
Clue cells ao Gram  
Critérios de Amsel (3/4)

Tto: Metronidazol 500 mg 2x/dia 7d

TRICOMONÍASE

Corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso  
Colo em framboesa  
pH > 4,5  
Trichomonas vaginalis móvel

Tto: Metronidazol 2g VO dose única

3

CRITÉRIOS DE AMSEL (Vaginose Bacteriana, 3 de 4)

Corrimento homogêneo acinzentado

pH vaginal > 4,5

Teste das aminas positivo (KOH)

Clue cells ≥ 20% ao Gram

4

ALERTA, QUANDO SUSPEITAR DE DIP (Doença Inflamatória Pélvica)

Corrimento + **dor à mobilização de colo uterino** + dor anexial ± febre. Critérios mínimos do CDC: sensibilidade uterina OU tubária OU ovariana ao exame bimanual.

Conduta ambulatorial:  Ceftriaxona 500 mg IM dose única + Doxiciclina 100 mg 2x/dia 14 dias + Metronidazol 500 mg 2x/dia 14 dias

5

PONTOS-CHAVE PARA O ENAMED

Notificação compulsória:  Tricomoníase, sífilis, gonorreia e HIV

Parceiro sexual:  Obrigatório tratar na tricomoníase; recomendado na VB recorrente

Gestante:  Metronidazol contraindicado no 1º trimestre; usar Clindamicina vaginal

Pré-natal:  Rastrear ISTs: sífilis, HIV, hepatites B e C, gonorreia, clamídia

Fonte: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, ISTs · Ministério da Saúde 2022

GO · 21% ENAMED

* * *

## Doença inflamatória pélvica no ENAMED: o que a prova realmente cobra?

A DIP representa aproximadamente 19% das questões históricas sobre infecções genitais no ENAMED e merece um tratamento aprofundado por ser um tema onde o candidato frequentemente comete erros por excesso de confiança. O tema parece simples na superfície, dor pélvica, febre, corrimento, mas a prova explora nuances que exigem preparo cuidadoso.

O ENAMED tem cobrado especialmente três aspectos da DIP: os critérios diagnósticos mínimos e adicionais (baseados nas diretrizes do CDC, incorporadas ao protocolo do MS), os critérios de internação hospitalar versus tratamento ambulatorial, e o esquema antibiótico adequado a cada cenário. A distinção entre critérios mínimos (dor à mobilização do colo, dor uterina ou dor anexial) e critérios adicionais que aumentam a especificidade diagnóstica (febre maior que 38,3°C, leucocitose, PCR ou VHS elevados, confirmação microbiológica) é um ponto que aparece com frequência nas vinhetas clínicas.

Os critérios que indicam hospitalização são outro ponto de alta cobrança. A emergência cirúrgica que deve ser excluída, como apendicite ou gravidez ectópica, a presença de abscesso tubo-ovariano, a falha ao tratamento oral em 72 horas e condições como imunodepressão ou impossibilidade de seguimento ambulatorial são variáveis que o estudante precisa dominar para responder corretamente a questões que apresentam casos clínicos com desfecho incerto.

Em termos de tratamento, o ENAMED não cobra decoreba de doses, mas cobra o princípio da cobertura polimicrobiana, a necessidade de cobertura para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, e o reconhecimento de quando o esquema oral é insuficiente. Estude as tabelas de tratamento do Protocolo Clínico do MS (2022) com ênfase nos esquemas de primeira linha para tratamento ambulatorial e hospitalar, e nas situações de alergia ou contraindicação.

Referência Urgências ginecológicas no ENAMED: abscesso tubo-ovariano e gravidez ectópica 

* * *

## Como a abordagem sindrômica de ISTs é cobrada no ENAMED?

A abordagem sindrômica das ISTs representa aproximadamente 20% das questões históricas sobre infecções genitais e tem sido mantida como tema estável nas edições recentes. Isso reflete sua relevância para a Atenção Primária, cenário que o ENAMED privilegia na construção de vinhetas, conforme orientação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Medicina (DCN, Resolução CNE/CES 3/2014).

O que o ENAMED cobra neste subtema é a capacidade de classificar síndromes clínicas, corrimento uretral, úlcera genital, corrimento vaginal, verrugas anogenitais, e de selecionar a conduta adequada sem necessariamente ter o diagnóstico etiológico confirmado. Esse é o ponto central da abordagem sindrômica: tratar o paciente no primeiro contato, antes do resultado laboratorial, reduzindo o risco de transmissão e perda de seguimento.

As questões frequentemente exploram situações em que o diagnóstico laboratorial está disponível mas discordante do quadro clínico, ou em que a paciente é gestante, o que altera o esquema terapêutico. A sífilis em gestantes, em particular, tem sido abordada em conjunto com a abordagem sindrômica, reforçando a necessidade de estudar os dois temas de forma integrada.

O estudante deve ter clareza sobre os fluxogramas do Protocolo do MS (2022) para cada síndrome, com atenção especial às situações de: corrimento vaginal com e sem microscopia disponível, úlcera genital com e sem vesículas, e dor pélvica com e sem critérios de DIP. Essas ramificações dos fluxogramas são exatamente o tipo de conteúdo que aparece nas questões de múltipla escolha com alternativas muito próximas entre si.

* * *

## Dicas práticas de estudo para infecções do trato genital

A estruturação eficiente do estudo deste tema requer planejamento por camadas de profundidade. A primeira camada envolve a revisão dos conceitos fundamentais de microbiologia clínica aplicada, não a microbiologia básica de graduação, mas o perfil microbiológico relevante para o diagnóstico clínico: qual agente está associado a qual síndrome, qual método diagnóstico tem maior aplicabilidade no contexto ambulatorial e qual é a sensibilidade clínica dos critérios disponíveis.

A segunda camada é a revisão dos protocolos vigentes do Ministério da Saúde. O ENAMED é explicitamente baseado em diretrizes nacionais, e questões com conflito entre recomendações internacionais (como o CDC) e o protocolo do MS tendem a seguir o referencial brasileiro. O documento central é o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com ISTs (MS, 2022), disponível gratuitamente no portal do Ministério da Saúde.

A terceira camada é a resolução de questões comentadas. Dado que o ENAMED existe desde 2025, o banco de questões direto é ainda limitado, mas questões de provas de residência médica que abordam o mesmo referencial, especialmente da USP, UNIFESP, FMUSP e do ENARE, são fontes válidas para treinamento de raciocínio clínico. O objetivo não é acumular questões resolvidas, mas identificar os padrões de raciocínio que a banca prioriza: diagnóstico diferencial, conduta em situações especiais e reconhecimento de complicações.

Em termos de cronograma, recomenda-se dedicar ao menos duas sessões de estudo de 90 minutos a este tema, sendo a primeira focada em revisão conceitual e leitura dos protocolos, e a segunda em resolução de questões e revisão ativa dos erros cometidos. A revisão espaçada deve ser programada para reforçar os critérios diagnósticos e os esquemas terapêuticos, que são os pontos de maior incidência de erros.

> Para instituições que desejam monitorar o desempenho coletivo dos seus internos neste e em outros temas de alta probabilidade, o SPR Med oferece diagnóstico preditivo por competência, com prescrição automatizada de conteúdo e mentoria em escala. \[Conheça a metodologia da plataforma em sprmed.com.br\]

Referência Como usar dados preditivos para preparar sua turma para o ENAMED 

[Leia também Matriz de Referência do ENAMED: Conteúdos, Competências e Como Usar → ](/blog/guia-enamed-matriz-referencia-conteudos)

* * *

## Documentos oficiais relacionados

-   [Matriz de Referência Comum: Portaria Inep nº 478/2025](https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-478-de-18-de-julho-de-2025-643085112).
-   [Notas técnicas do Inep: cálculo da nota, proficiência e conceito institucional](https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enamed/notas-tecnicas).

Os documentos acima tratam do exame e da matriz de avaliação. Não substituem as diretrizes clínicas aplicáveis a cada conduta.

**Como ler a previsão:** a probabilidade apresentada é uma estimativa do modelo da SPR Med sobre o histórico analisado. Não é uma frequência oficial do ENAMED, garantia de cobrança ou evidência de eficácia clínica. A análise de setembro de 2026 deverá usar a prova efetivamente aplicada, preservando a previsão anterior à aplicação.

## Perguntas frequentes

### O tema "infecções do trato genital" aparece todos os anos no ENAMED?

Em 16 das 17 edições históricas analisadas, o tema esteve presente na prova, com média de 1,5 questão por edição. A probabilidade estimada para a próxima edição é de 85,9%, com tendência classificada como estável. É um dos temas de maior recorrência em Ginecologia e Obstetrícia no exame.

### Qual subtema de infecções genitais é mais cobrado no ENAMED?

Vaginose bacteriana, abordagem sindrômica de ISTs e doença inflamatória pélvica concentram aproximadamente 60% das questões históricas do tema. Esses três subtemas devem ser a prioridade no estudo, com atenção especial às situações especiais como gestação e imunodepressão.

### Quais materiais são referência para estudar infecções genitais para o ENAMED?

O referencial principal é o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com ISTs (Ministério da Saúde, 2022). Complementarmente, as DCN (Resolução CNE/CES 3/2014) e a Matriz de Referência Comum do ENAMED (Portaria INEP 478/2025) orientam o nível de profundidade esperado. Livros-texto como Zugaib Obstetrícia e Ginecologia de Halbe podem ser utilizados para aprofundamento conceitual.

### O ENAMED cobra os esquemas completos de antibioticoterapia para DIP?

O ENAMED não exige memorização de doses específicas, mas cobra o princípio terapêutico correto: cobertura polimicrobiana, inclusão de cobertura para Chlamydia e Gonococo, e reconhecimento das situações que indicam hospitalização e mudança de esquema. O foco é no raciocínio clínico aplicado, não na farmacologia isolada.

### A sífilis na gravidez é cobrada dentro do tema de infecções genitais?

Sim. Sífilis na gravidez aparece com frequência crescente no ENAMED, muitas vezes integrada à abordagem sindrômica das ISTs e ao rastreamento pré-natal. A tendência para este subtema específico é de aquecimento, dada a relevância epidemiológica, o Brasil registrou aumento consistente de casos de sífilis congênita nos últimos anos, o que alimenta a construção de vinhetas clínicas baseadas em dados reais.

### Como distinguir candidíase de vaginose bacteriana na prova?

O ENAMED cobra os critérios de Amsel para vaginose bacteriana, corrimento homogêneo com odor de peixe, pH vaginal maior que 4,5, teste de aminas positivo e presença de clue cells, em contraste com os achados da candidíase, que incluem corrimento grumoso sem odor, pH normal e presença de hifas ou pseudohifas na microscopia. Dominar essa distinção a partir dos critérios objetivos, e não apenas pela descrição clínica subjetiva, é o que diferencia uma resposta correta de uma errada neste tema.

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Escrito por

Dr. Vinícius Côgo Destefani

Co-Fundador e Diretor Pedagógico do SPR Med · CRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Médico pela UFES, Pediatria pelo HC-FMUSP e Cardiologia Pediátrica pelo Instituto Dante Pazzanese. Mentor direto de mais de 1.000 alunos. Responsável pela arquitetura metodológica e calibração TRI do banco do SPR Med.

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