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Especialidade

# Infecções Perinatais no ENAMED: Diagnóstico e Conduta Neonatal

Descubra os temas de Infecções Perinatais mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 50%.

![Dr. Vinícius Côgo Destefani](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Por [Dr. Vinícius Côgo Destefani](/autor/dr-vinicius-cogo-destefani), CRM-SP 158.541 · RQE 108.337 

Atualizado em 09 de setembro de 2026

Publicado em 03 de março de 2026 13 min de leitura 

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Neste artigo 

Infecções perinatais representam um dos temas de maior relevância clínica e epidemiológica do ciclo médico, e os dados históricos do ENAMED confirmam esse peso: o tema apareceu em 11 das 17 edições analisadas, com probabilidade de 50,5% de ser cobrado na próxima aplicação, tendência classificada como QUENTE e confiança alta nos modelos preditivos. Para o estudante do 6º ano de medicina, dominar o raciocínio diagnóstico e a conduta neonatal nas principais infecções perinatais, sífilis congênita, toxoplasmose congênita, infecção por citomegalovírus (CMV), rubéola congênita, herpes neonatal e infecções bacterianas precoces, não é opcional. É exigência de competência clínica mensurada em prova nacional.

Infecções Perinatais, Linha do Tempo Clínica 

### Transmissão Vertical e Manifestações Neonatais

Principais agentes cobrados no ENAMED · Portaria INEP 478/2025

1º Trimestre

2º Trimestre

3º Trimestre / Periparto

Qualquer período

Toxoplasmose  T. gondii 

Transmissão: 3º trimestre (maior risco)  Gravidade: 1º trimestre 

**Tríade clássica:** coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas difusas

**Conduta:** Pirimetamina + Sulfadiazina + Ácido folínico por 12 meses · Rastreio pré-natal: IgM/IgG materna

Sífilis  T. pallidum 

Qualquer trimestre  Notificação compulsória 

**Manifestações:** rinite serossanguinolenta, hepatoesplenomegalia, icterícia, pênfigo palmoplantar, periostite (aspecto "dente de comb")

**Conduta:** Penicilina G cristalina IV 10 dias · VDRL no RN e acompanhamento D7, 1, 3, 6, 12, 18 meses · Tratar mesmo RN assintomático se mãe inadequadamente tratada

CMV  Citomegalovírus 

Infecção congênita mais comum  1º trimestre: maior gravidade 

**Manifestações:** petéquias, hepatoesplenomegalia, microcefalia, calcificações periventriculares, surdez neurossensorial (causa mais comum)

**Conduta:** Ganciclovir IV → Valganciclovir VO por 6 meses nos sintomáticos · Triagem auditiva obrigatória · Sem vacina disponível

Rubéola  Togavírus 

1º trimestre: risco >80%  Prevenível por vacina 

**Tríade de Gregg:** cardiopatia congênita (PCA, CIV), catarata, surdez neurossensorial · Microcefalia, hepatoesplenomegalia

**Conduta:** Sem tratamento específico · Isolamento de contato · Vacina MMR contraindicada na gestação · Vacinação pós-parto

Herpes  HSV-2 (90%) 

Periparto: passagem pelo canal  Alta mortalidade sem tto 

**Formas:** localizada (pele/olhos/boca), SNC (encefalite), disseminada · Vesículas, convulsões, sepse-like

**Conduta:** Aciclovir IV 60 mg/kg/dia em 3 doses por 14-21 dias · Cesárea se lesão ativa no periparto · Aciclovir profilático a partir de 36 semanas

Sepse Neonatal  SGB / E. coli 

Precoce: <72h (SGB)  Tardia: >72h (Staph, gram-) 

**FR precoce:** febre materna, rotura membranas >18h, corioamnionite, bacteriúria por SGB · Sinais: instabilidade térmica, apneia, hipoglicemia

**Conduta:** Ampicilina + Gentamicina (precoce) · Rastreio SGB 35-37 sem · Profilaxia intraparto com Penicilina G se SGB+ ou FR

Macete ENAMED, STORCH + Herpes + Bacteria

Calcificações

Difusas → Toxo · Periventriculares → CMV · Basais → Rubéola

Surdez Congênita

CMV (mais comum) · Rubéola · Sífilis · Toxo

Cardiopatia Congênita

Rubéola (PCA/CIV) · Sífilis (aortite tardia)

Tratamento Específico

Toxo: Pirimeta+Sulfa · Síf: Penicilina · CMV: Ganciclovir · Herpes: Aciclovir

Probabilidade ENAMED 50,5% · Tendência QUENTE · SPR Med, Diagnóstico Preditivo 2025

* * *

## Quantas questões de infecções perinatais caíram no ENAMED?

O banco histórico analisado pelo SPR Med registra 11 questões sobre infecções perinatais distribuídas em 11 edições distintas, com média de 1,0 questão por aparição. O padrão de frequência coloca o tema na posição #31 do ranking geral de predições, mas com peso desproporcional à numeração: trata-se de um tema com alta regularidade de cobrança, não de aparições esporádicas. A classificação de tendência QUENTE indica que dados recentes reforçam, e não enfraquecem, a probabilidade de cobrança.

Dentro da Matriz de Referência Comum do ENAMED (Portaria INEP 478/2025), as infecções perinatais ativam competências de múltiplas áreas de formação: raciocínio clínico-diagnóstico, tomada de decisão terapêutica, medicina preventiva (triagem neonatal, pré-natal de risco) e comunicação clínica (aconselhamento à família). Isso significa que uma única questão sobre o tema pode exigir articulação entre pediatria, ginecologia e saúde pública, exatamente o perfil de questão que o INEP tem priorizado.

Indicador

Dado

Aparições históricas

11 de 17 edições

Total de questões históricas

11

Média por aparição

1,0 questão

Posição no ranking preditivo

#31

Probabilidade (próxima prova)

50,5%

Tendência

QUENTE

Confiança do modelo

Alta

Área de referência (INEP)

Ginecologia e Obstetrícia / Obstetrícia

A distribuição das questões no histórico revela que o ENAMED não cobra memorização de listas, cobra raciocínio clínico aplicado: interpretação de exames, definição de caso, escolha de conduta, critérios de tratamento e seguimento. Este dado deve orientar toda a estratégia de estudo.

* * *

## Quais são os subtemas de infecções perinatais mais cobrados no ENAMED?

A análise das questões históricas permite identificar uma hierarquia de tópicos. Sífilis congênita lidera com consistência, seguida por toxoplasmose congênita e infecções bacterianas neonatais precoces. CMV congênito e herpes neonatal aparecem com menor frequência, mas têm sido incorporados progressivamente nas questões mais recentes, o que justifica atenção crescente a esses temas no ciclo 2025-2026.

Subtema

Frequência Estimada nas Edições

Perfil da Questão

Sífilis congênita

Alta (presente na maioria das edições)

Critérios de tratamento, definição de caso, interpretação sorológica

Toxoplasmose congênita

Moderada

Triagem pré-natal, manifestações clínicas, tratamento neonatal

Infecção bacteriana neonatal precoce

Moderada

Sepse neonatal precoce, streptococcus B, conduta empírica

CMV congênito

Baixa-crescente

Diagnóstico diferencial, triagem auditiva, antiviral

Herpes neonatal

Baixa

Formas clínicas, conduta de urgência, aciclovir

Rubéola congênita

Baixa (histórico)

Síndrome da rubéola congênita, vacinação pré-gestacional

**Sífilis congênita** é o subtema com maior probabilidade de aparecer em prova. O Brasil mantém indicadores epidemiológicos críticos: em 2023, foram notificados mais de 70 mil casos de sífilis congênita, com taxa de incidência de 8,7 por 1.000 nascidos vivos (Fonte: Boletim Epidemiológico MS/SVS, 2024). Esse contexto epidemiológico justifica a recorrência do tema e orienta o nível de cobrança, o ENAMED espera que o médico recém-formado saiba diagnosticar, classificar e tratar sífilis congênita sem hesitar.

**Toxoplasmose congênita** é cobrada frequentemente a partir do raciocínio de triagem pré-natal: o que fazer com a gestante soronegativa, com a soropositiva em fase aguda e com o neonato assintomático filho de mãe com infecção confirmada. As questões exigem conhecimento das janelas de transmissão, das manifestações clínicas (coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas) e do protocolo de tratamento com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.

**Infecções bacterianas neonatais precoces**, especialmente por Streptococcus agalactiae (estreptococo do grupo B, GBS), compõem questões sobre rastreamento intraparto, profilaxia antibiótica e conduta no recém-nascido exposto. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são referências centrais para este subtema.

Protocolo MS, PCDT Sífilis Congênita

### Fluxograma de Conduta: Recém-Nascido Exposto à Sífilis

Baseado no PCDT, Ministério da Saúde / Portaria SVS/MS nº 264/2020

Recém-nascido filho de mãe com sífilis

↓

Avaliação Inicial: VDRL materno + VDRL do RN (sangue periférico)

↓

SITUAÇÃO 1

Mãe **não tratada** ou tratamento inadequado ou desconhecido

✓ SITUAÇÃO 2

Mãe **tratada adequadamente** com Penicilina G Benzatina e parceiro tratado

↓

↓

Investigação Completa

-   VDRL LCR
-   Hemograma + plaquetas
-   TGO/TGP (função hepática)
-   Raio-X de ossos longos
-   Fundo de olho + PEATC
-   Neuroimagem se indicado

Tratar com Penicilina G Cristalina IV 10-14 dias

Conduta Simplificada

-   VDRL do RN
-   Avaliação clínica
-   Sem sinais → sem tratamento
-   VDRL RN ≥ 4x materno → tratar

Seguimento VDRL com 1, 3, 6, 12, 18 meses

Esquemas de Tratamento, PCDT MS

Sífilis congênita confirmada

Penicilina G Cristalina  
50.000 UI/kg/dose EV  
a cada 12h (1ª sem) ou  
8h (após 1ª sem) × 10 dias

Neurossífilis / LCR alterado

Penicilina G Cristalina  
50.000 UI/kg/dose EV  
a cada 12h × **14 dias**

Exposição sem sinais (caso 2)

Penicilina G Benzatina  
50.000 UI/kg IM  
dose única  
(se indicado)

Sinais Clínicos de Sífilis Congênita, Atenção no ENAMED

Precoces (<2 anos)

Rinite serossanguinolenta  
Hepatoesplenomegalia  
Icterícia prolongada  
Osteocondrite  
Pênfigo palmoplantar

Tardios (>2 anos)

Tríade de Hutchinson  
Nariz em sela  
Tíbia em sabre  
Surdez neural  
Queratite intersticial

Pontos-Chave para o ENAMED

**Notificação compulsória:** sífilis congênita é de notificação obrigatória, todo RN de mãe sifilítica deve ser notificado independente do tratamento materno

**Critério de adequação materna:** Penicilina G Benzatina completa, término >30 dias antes do parto, queda de VDRL ≥ 2 diluições

**VDRL LCR alterado:** título ≥ 1:1 ou celularidade > 5 células/mm³ ou proteína elevada → tratar como neurossífilis

* * *

## Como estudar infecções perinatais para o ENAMED?

Com probabilidade de 50,5% de cobrança e tendência QUENTE, infecções perinatais merecem alocação de estudo proporcional ao risco: não é tema para revisão superficial de véspera, mas também não justifica semanas exclusivas. A estratégia recomendada é de estudo por fluxogramas clínicos, integrado ao ciclo de questões comentadas.

O ponto de partida deve ser a Portaria SVS/MS nº 264/2020, que atualiza a lista de doenças de notificação compulsória e define critérios de caso para sífilis congênita, toxoplasmose congênita e outras infecções verticais. A leitura desta portaria posiciona o estudante dentro do marco normativo que o ENAMED utiliza como referência.

Para cada infecção, o estudo deve seguir um roteiro estruturado em quatro eixos:

**Eixo 1, Epidemiologia e transmissão vertical:** quando ocorre a transmissão, qual o risco por trimestre, quais fatores maternos influenciam a taxa de transmissão. Este eixo aparece em questões de pré-natal de risco.

**Eixo 2, Diagnóstico materno e neonatal:** quais exames são usados, como interpretar resultados (especialmente a diferença entre IgG e IgM, e a limitação dos testes sorológicos no período neonatal). Este eixo é frequentemente cobrado de forma contextualizada, um laudo laboratorial inserido no enunciado exige interpretação correta.

**Eixo 3, Definição de caso e critérios de tratamento:** especialmente para sífilis congênita, os critérios do Ministério da Saúde para indicação de tratamento do neonato são cobrados diretamente. O estudante precisa saber quais situações exigem tratamento mesmo com exame negativo.

**Eixo 4, Seguimento e notificação:** quais profissionais notificam, qual o fluxo de seguimento ambulatorial, quando retratar. Questões de medicina preventiva e saúde coletiva frequentemente cruzam com infecções perinatais neste eixo.

[Leia também Tuberculose no ENAMED: Diagnóstico, Tratamento e Questões Recorrentes → ](/blog/espec-tuberculose)

[Leia também Dia da Prova do ENAMED: O Que Levar, Como se Preparar e Dicas Práticas → ](/blog/prep-enamed-dia-da-prova)

* * *

## Sífilis Congênita: o que o ENAMED cobra neste subtema?

Sífilis congênita é, isoladamente, o subtema mais relevante dentro das infecções perinatais no ENAMED. O raciocínio cobrado em prova não se limita à apresentação clínica clássica, o examinador constrói cenários que exigem tomada de decisão em situações limítrofes: mãe tratada inadequadamente, titulações sorológicas discordantes entre mãe e filho, neonato assintomático com VDRL positivo.

O ENAMED cobra, neste subtema, pelo menos três habilidades distintas:

A primeira é a **classificação do recém-nascido exposto à sífilis**, com base nos critérios do PCDT de Atenção ao Pré-natal de Baixo Risco (MS, 2022) e do Protocolo para Prevenção da Transmissão Vertical de Sífilis. O estudante precisa diferenciar as situações que indicam tratamento imediato com penicilina G cristalina EV, penicilina G procaína IM ou apenas seguimento sorológico.

A segunda habilidade é a **interpretação de exames complementares no neonato**: VDRL no sangue periférico e no liquor, hemograma, radiografia de ossos longos, fundoscopia e potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE). O ENAMED já inseriu laudos de LCR e radiografias em enunciados de questões sobre sífilis congênita, o estudante precisa saber o que cada alteração significa clinicamente.

A terceira habilidade é o **reconhecimento das manifestações clínicas**, tanto precoces (até 2 anos de vida) quanto tardias. Manifestações precoces incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia hemolítica, periostite, rinite sifilítica ("snuffles") e rash cutâneo palmoplantar. Manifestações tardias incluem tríade de Hutchinson, nariz em sela, fronte olímpica e dentes de Hutchinson, cobradas em questões de diagnóstico diferencial.

Para este subtema, a referência primária é o **Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais** (MS, 2022), disponível no site do Ministério da Saúde. A leitura integral dos capítulos sobre sífilis congênita, especialmente os fluxogramas de decisão, é o insumo de estudo mais eficiente para responder questões do ENAMED sobre este subtema.

Sífilis Congênita · PCDT MS 2022

Manifestações Clínicas: Precoces × Tardias

PRECOCES, até 2 anos de vida 

TARDIAS, após 2 anos de vida 

Cutâneas / Mucosas

● Pênfigo palmoplantar (bolhas serosas) 

● Condiloma latum perianal 

● Rinite serossanguinolenta ("coriza sifilítica") 

● Exantema maculopapular generalizado 

Ósseas / Articulares

● Osteocondrite e periostite (dor à mobilização) 

● Pseudoparalisia de Parrot (membro "flácido") 

Sistêmicas

● Hepatoesplenomegalia + icterícia 

● Linfadenopatia generalizada 

● Anemia hemolítica e trombocitopenia 

● Neurossífilis: hidrocefalia, convulsões 

Estigmas Ósseos, mais cobrados

● **Tíbia em sabre**, espessamento periosteal tibial anterior 

● **Nariz em sela**, colapso do septo nasal 

● **Fronte olímpica**, proeminência frontal bilateral 

● **Articulações de Clutton**, artrite joelhos (indolor) 

Tríade de Hutchinson

1 Dentes de Hutchinson, incisivos entalhados em meia-lua 

2 Ceratite intersticial, opacidade corneana bilateral 

3 Surdez neurossensorial, VIII par craniano 

Outras Manifestações Tardias

● Ragádes periorais, cicatrizes lineares labiais 

● Coriorretinite em "sal e pimenta" 

● Neurossífilis tardia, paresia, demência 

**Foco ENAMED:** Questões de diagnóstico diferencial exploram principalmente a **Tríade de Hutchinson** e a **pseudoparalisia de Parrot**. Memorize que as manifestações precoces podem estar ausentes ao nascimento em até 60% dos casos, o neonato assintomático de mãe com sífilis deve ser investigado com VDRL sérico e radiografia de ossos longos. Referência: PCDT MS 2022, capítulo Sífilis Congênita. 

\> \*\*Atenção estratégica:\*\* Questões sobre sífilis congênita frequentemente inserem um dado "armadilha" no enunciado, como uma mãe com VDRL negativo na admissão para o parto, mas sem registro de tratamento adequado. O ENAMED testa se o estudante sabe que VDRL negativo no momento do parto não exclui infecção recente com janela imunológica. Conhecer as limitações dos testes é tão importante quanto conhecer os critérios de positividade.

* * *

## Dicas práticas de estudo para infecções perinatais no ENAMED

**Estude por fluxogramas, não por listas.** A maioria das questões do ENAMED sobre infecções perinatais apresenta um cenário clínico e pede a próxima conduta. Estudar decorando listas de manifestações clínicas tem rendimento menor do que treinar a tomada de decisão a partir de casos simulados. Construa ou imprima fluxogramas do Ministério da Saúde e use-os como base de estudo ativo.

**Priorize sífilis congênita e toxoplasmose congênita.** Com base na frequência histórica e na tendência QUENTE, esses dois subtemas devem receber pelo menos 60% do tempo alocado para o tema. CMV e herpes neonatal merecem revisão mais curta, focada nos critérios de indicação de antiviral e nas formas clínicas que distinguem esses diagnósticos.

**Integre pediatria e obstetrícia.** O ENAMED categoriza infecções perinatais dentro de Ginecologia e Obstetrícia/Obstetrícia, mas as questões exigem manejo neonatal. Não estude o tema em silos, o raciocínio clínico percorre o pré-natal, o parto e o cuidado neonatal imediato. Um cenário de questão pode começar com dados do cartão de pré-natal e terminar pedindo a conduta no berçário.

**Use questões comentadas como ferramenta de diagnóstico.** Resolver questões históricas sobre infecções perinatais não é apenas treino de resposta, é diagnóstico de lacuna. Quando errar uma questão, mapeie qual dos quatro eixos (epidemiologia, diagnóstico, critério de tratamento ou seguimento) gerou o erro. Isso orienta o retorno ao material de referência de forma cirúrgica.

**Revise os critérios de notificação compulsória.** Todas as principais infecções perinatais são doenças de notificação compulsória (Portaria SVS/MS nº 264/2020). O ENAMED cobra esse conhecimento em questões de saúde coletiva, quem notifica, em qual prazo, para qual órgão. Este é um ponto de erro frequente entre estudantes que estudam a clínica mas negligenciam o componente sanitário.

Subtema

Referência Principal

Prioridade de Estudo

Sífilis congênita

PCDT Transmissão Vertical, MS, 2022

Alta

Toxoplasmose congênita

Protocolo SBP + MS

Alta

Infecção bacteriana neonatal

Diretrizes SBP, ACOG GBS

Moderada

CMV congênito

Nota técnica MS + Cadernos de Atenção Básica

Moderada

Herpes neonatal

Recomendações SBP/SBPT

Baixa-moderada

Rubéola congênita

Manual de Vigilância Epidemiológica MS

Baixa

[Leia também Preparação Institucional para o ENAMED: Framework Completo para IES → ](/blog/b2b-preparacao-institucional-enamed)

[Leia também Abdome Agudo no ENAMED: Temas Mais Cobrados e Como Estudar → ](/blog/espec-abdome-agudo)

* * *

> **Plataforma SPR Med:** Se sua instituição precisa identificar quais estudantes apresentam lacunas em infecções perinatais, e prescrever trilhas de estudo individualizadas antes do ENAMED, a plataforma SPR Med realiza diagnóstico preditivo com 80 a 90% de acurácia no top 10 de temas, alinhado à Portaria INEP 478/2025. Conheça a metodologia em sprmed.com.br.

* * *

## Documentos oficiais relacionados

-   [Matriz de Referência Comum: Portaria Inep nº 478/2025](https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-478-de-18-de-julho-de-2025-643085112).
-   [Notas técnicas do Inep: cálculo da nota, proficiência e conceito institucional](https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enamed/notas-tecnicas).

Os documentos acima tratam do exame e da matriz de avaliação. Não substituem as diretrizes clínicas aplicáveis a cada conduta.

**Como ler a previsão:** a probabilidade apresentada é uma estimativa do modelo da SPR Med sobre o histórico analisado. Não é uma frequência oficial do ENAMED, garantia de cobrança ou evidência de eficácia clínica. A análise de setembro de 2026 deverá usar a prova efetivamente aplicada, preservando a previsão anterior à aplicação.

## Perguntas frequentes

### O ENAMED cobra infecções perinatais todos os anos?

Não necessariamente todos os anos, mas o histórico mostra presença em 11 das 17 edições analisadas, uma taxa de frequência de aproximadamente 69%. A probabilidade estimada para a próxima prova é de 50,5%, com tendência QUENTE, o que coloca o tema entre os de maior risco de aparição. Desconsiderar infecções perinatais na preparação representa um risco estratégico significativo.

### Qual é o subtema mais importante para estudar dentro de infecções perinatais?

Sífilis congênita é o subtema com maior histórico de cobrança e maior relevância epidemiológica no contexto brasileiro. O estudante deve priorizar os critérios de tratamento do recém-nascido exposto, a interpretação sorológica e as manifestações clínicas precoces. Toxoplasmose congênita ocupa a segunda posição em prioridade.

### O ENAMED cobra a diferença entre IgM e IgG neonatal?

Sim. A limitação dos testes sorológicos no período neonatal, especialmente a transferência passiva de IgG materna, é um ponto frequentemente explorado em questões. O estudante precisa entender por que IgG positivo no neonato não confirma infecção congênita, e em quais situações a IgM neonatal tem maior especificidade diagnóstica.

### Devo estudar herpes neonatal para o ENAMED?

Herpes neonatal tem baixa frequência histórica, mas apresenta perfil de questão de alta discriminação, ou seja, quando aparece, tende a ser questão difícil. O estudo deve ser focado: formas clínicas (disseminada, do SNC e localizada), critérios de indicação de aciclovir e situações de risco materno-fetal. Uma revisão de 2 a 3 horas com material de referência da SBP é suficiente para o nível exigido.

### O ENAMED pede o esquema de tratamento com doses de penicilina?

O ENAMED não exige memorização de doses exatas de forma isolada, mas pode apresentar opções de tratamento onde a escolha do medicamento correto (penicilina G cristalina EV vs. penicilina G procaína IM vs. penicilina G benzatina) é o ponto da questão. O critério de escolha entre esses esquemas, baseado na presença de alterações no LCR, no hemograma e na radiografia, é o conhecimento exigido.

### Como as infecções perinatais se conectam com o restante da prova?

Infecções perinatais são um tema de alta integração: conectam-se com pré-natal de risco (obstetrícia), triagem neonatal (pediatria), notificação compulsória (saúde coletiva) e raciocínio diagnóstico-laboratorial (propedêutica). Uma questão sobre sífilis congênita pode exigir conhecimento simultâneo de sorologia, critérios de tratamento e fluxo de notificação, o que reforça a necessidade de estudo integrado, e não por silos de especialidade.

## Sobre a autoria

![Dr. Vinícius Côgo Destefani](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Escrito por

Dr. Vinícius Côgo Destefani

Co-Fundador e Diretor Pedagógico do SPR Med · CRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Médico pela UFES, Pediatria pelo HC-FMUSP e Cardiologia Pediátrica pelo Instituto Dante Pazzanese. Mentor direto de mais de 1.000 alunos. Responsável pela arquitetura metodológica e calibração TRI do banco do SPR Med.

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