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Especialidade

# Amenorreias no ENAMED: Investigação e Diagnóstico Diferencial

Descubra os temas de Amenorreias mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 51%.

![Dr. Vinícius Côgo Destefani](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Por [Dr. Vinícius Côgo Destefani](/autor/dr-vinicius-cogo-destefani), CRM-SP 158.541 · RQE 108.337 

Atualizado em 09 de setembro de 2026

Publicado em 03 de março de 2026 12 min de leitura 

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Neste artigo 

Amenorreia é um dos temas de maior exigência conceitual em Ginecologia Endócrina e apareceu em 8 das 17 edições históricas que embasam os modelos preditivos do ENAMED, totalizando 10 questões e uma média de 1,2 questão por aparição (Fonte: SPR Med, análise preditiva 2025). A probabilidade de o tema ser cobrado na próxima edição é de 50,8%, com tendência classificada como ESTÁVEL e confiança alta. Para o estudante do 6º ano, isso significa que amenorreia é um tema de presença consistente, não é uma aposta pontual, é um componente esperado da prova. O domínio da investigação etiológica e do diagnóstico diferencial, desde a exclusão da gestação até o raciocínio sobre causas hipotalâmicas, hipofisárias, ovarianas e uterinas, é o eixo central do que o ENAMED tem cobrado historicamente nessa área.

FLUXOGRAMA CLÍNICO, ENAMED GO

### Investigação Diagnóstica das Amenorreias

Raciocínio clínico estruturado conforme perfil histórico de cobrança ENAMED · 10 questões em 17 edições

PACIENTE COM AUSÊNCIA DE MENSTRUAÇÃO

EXCLUIR GESTAÇÃO PRIMEIRO, βhCG

βhCG (+)

→ GESTAÇÃO

βhCG (−)

→ INVESTIGAR

PRIMÁRIA ou SECUNDÁRIA?

AMENORREIA PRIMÁRIA

Ausência de menarca até:

• 13 anos **sem** desenvolvimento puberal

• 15 anos **com** desenvolvimento puberal

Causas mais cobradas:

Síndrome de Turner (45,X0), FSH ↑↑

Síndrome de Mayer-Rokitansky, útero ausente

Síndrome de Morris (insens. androgênio), 46,XY

Hipogonadismo hipogonadotrófico, FSH/LH ↓

AMENORREIA SECUNDÁRIA

Ausência de menstruação por ≥ 3 meses em mulher que já menstruou

Investigação inicial:

1\. βhCG (já excluído)

2\. TSH + prolactina

3\. FSH / LH

4\. Estradiol

Causas mais cobradas:

SOP, LH/FSH > 2, hiperandrogenismo

Hiperprolactinemia, prolactina ↑, galactorreia

Insuficiência ovariana prematura, FSH ↑↑

Síndrome de Asherman, sinéquias uterinas

EIXO DE INVESTIGAÇÃO HORMONAL, AMENORREIA SECUNDÁRIA

FSH ↑↑

Hipergonadotrófico

IOP · Turner · Menopausa

Ovário sem resposta

FSH ↓ / LH ↓

Hipogonadotrófico

Hipotálamo · Hipófise · Estresse

Eixo não ativado

Prolactina ↑

Hiperprolactinemia

Prolactinoma · Fármacos · Hipotireoidismo

Inibe GnRH → anovulação

FSH/LH normais

Normogonadotrófico

SOP · Asherman · Causa uterina

Investigar útero / androgênios

TESTE DA PROGESTERONA, FERRAMENTA CLÁSSICA ENAMED

Sangramento (+) após progesterona

Endométrio estrogênizado · útero intacto  
Anovulação crônica (SOP, estresse)  
FSH/LH normais ou LH predominante

Sangramento (−) após progesterona

Fazer teste estrogênio + progesterona  
Se (+): anovulação com hipoestrogenismo  
Se (−): causa uterina (Asherman) ou outflow

PONTOS DE MAIOR INCIDÊNCIA NAS QUESTÕES ENAMED

Turner: FSH ↑↑ + cariótipo 45,X0 + estigmas clínicos

SOP: critérios Rotterdam (2 de 3) + resistência insulínica

Prolactinoma: prolactina > 200 ng/mL → macro adenoma

Asherman: histeroscopia é diagnóstico E tratamento

IOP: FSH ↑ + estradiol ↓ antes dos 40 anos

Hipotireoidismo → ↑ TRH → ↑ prolactina → amenorreia

PROBABILIDADE DE COBRANÇA ENAMED 2025

50,8%, TENDÊNCIA ESTÁVEL

Presença confirmada em 10 de 17 edições · Área GO (21% da prova) · Confiança alta

* * *

## Quantas questões de amenorreia já caíram no ENAMED?

Com base na análise de 17 edições históricas da prova, o tema amenorreia gerou 10 questões distribuídas ao longo de 8 aparições, o que posiciona o tema no ranking geral de predições na 34ª posição dentre todos os temas da prova (Fonte: SPR Med, modelo preditivo ENAMED 2025). A média de 1,2 questão por edição em que o tema aparece indica que, quando cobrado, raramente aparece isolado, frequentemente compõe um cenário clínico integrado com outras demandas da ginecologia endócrina.

A tendência ESTÁVEL indica que o tema não está em ascensão nem em declínio nas edições recentes, o que é, na prática, uma vantagem para o estudante: o perfil de cobrança é previsível. As questões históricas privilegiam raciocínio clínico sobre memorização, exigindo que o candidato saiba aplicar a investigação propedêutica de forma sequencial e justificada diante de um cenário clínico descrito.

No contexto da Portaria INEP 478/2025 e da Matriz de Referência Comum, amenorreia se enquadra prioritariamente nas competências relacionadas a raciocínio clínico, manejo de condições ginecológicas prevalentes e aplicação de propedêutica baseada em evidências (Portaria INEP 478/2025, Competências 4, 7 e 11). Trata-se de um tema transversal: toca endocrinologia, reprodução humana, psiquiatria (no caso da anorexia nervosa) e até hematologia (em síndromes genéticas).

* * *

## Quais são os subtemas de amenorreia mais cobrados no ENAMED?

A análise histórica das questões permite identificar um padrão claro de priorização. O ENAMED não cobra amenorreia de forma genérica, ele exige que o candidato saiba distinguir etiologias, interpretar exames e conduzir a investigação de forma lógica e baseada em protocolos.

Subtema

Frequência histórica

Perfil de cobrança

Investigação da amenorreia secundária (fluxograma)

Alta

Cenário clínico + propedêutica

Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)

Alta

Diagnóstico diferencial + critérios

Hiperprolactinemia e prolactinoma

Moderada

Interpretação laboratorial

Insuficiência Ovariana Prematura (IOP)

Moderada

Diagnóstico + FSH/LH elevados

Amenorreia hipotalâmica funcional

Moderada

Associação com baixo peso/exercício

Síndrome de Asherman

Moderada

Pós-curetagem + sinéquia uterina

Amenorreia primária com cariótipo

Baixa-Moderada

Síndrome de Turner, CAIS

Teste da progesterona na investigação

Alta

Aplicação clínica do fluxograma

O teste de progesterona como ferramenta diagnóstica é um dos pontos mais frequentemente explorados pelo ENAMED. O examinador não pergunta o resultado do exame, ele monta um cenário e cobra o que o resultado implica em termos de etiologia e próximo passo. A lógica do fluxograma é, portanto, mais importante do que a memorização isolada de valores laboratoriais.

[Leia também Diagnóstico Institucional ENAMED: Identificando Gaps de Competências → ](/blog/b2b-diagnostico-institucional-enamed)

* * *

## Como estudar amenorreia para o ENAMED?

A abordagem pedagógica mais eficiente para amenorreia no contexto do ENAMED parte da construção do raciocínio em dois eixos: classificação etiológica e fluxograma investigativo. Esses dois eixos funcionam como esqueleto, tudo o mais se encaixa a partir deles.

O primeiro passo é dominar a distinção entre amenorreia primária (ausência de menarca aos 15 anos com caracteres sexuais secundários presentes, ou aos 13 anos sem desenvolvimento puberal) e amenorreia secundária (ausência de menstruação por 3 ciclos ou 6 meses em mulher previamente menstruada). Essa distinção determina a lógica investigativa e os diagnósticos diferenciais prioritários em cada categoria.

O segundo passo é incorporar o fluxograma investigativo proposto pelos principais protocolos de referência: o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para SOP, as diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) para amenorreia e insuficiência ovariana prematura, e os critérios diagnósticos internacionais da Endocrine Society e da European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE). Esses materiais são as fontes que o INEP utiliza como base para a construção das questões.

O terceiro passo é praticar a interpretação de cenários clínicos com perfis laboratoriais. O ENAMED não cobra teoria isolada, ele apresenta uma paciente com dados clínicos e laboratoriais e exige que o candidato chegue ao diagnóstico e ao próximo passo. Treinar essa habilidade com questões de residência médica (ENARE, USP, UNICAMP, SES-SP) é uma estratégia eficiente para desenvolver velocidade e precisão diagnóstica.

[Leia também ENAMED no 4º Ano de Medicina em 2026: O Que Muda e Como se Preparar → ](/blog/b2b-enamed-4-ano-2026-impacto)

* * *

## Investigação da amenorreia secundária: o que o ENAMED cobra?

A amenorreia secundária é o subtema de maior presença histórica nas provas. O ENAMED costuma apresentar uma paciente jovem, previamente menstruante, que deixa de menstruar por 6 meses ou mais, e cobra o raciocínio investigativo sequencial.

### A exclusão da gestação como primeiro passo

O primeiro passo da investigação de amenorreia secundária, independentemente de qualquer outro dado clínico, é a exclusão de gestação por meio do beta-hCG sérico ou urinário. O ENAMED já explorou esse conceito de forma direta: o candidato que pula essa etapa e parte imediatamente para dosagem de prolactina ou FSH demonstra falha no raciocínio clínico básico. Esse é um ponto de alta probabilidade de cobrança.

### O papel do TSH e da prolactina

Após a exclusão da gestação, a investigação laboratorial inicial inclui TSH (para descartar hipotireoidismo, causa reversível de hiperprolactinemia e amenorreia) e prolactina sérica. Hiperprolactinemia é uma das causas mais frequentes de amenorreia secundária no cenário ambulatorial e tem aparição consistente nas provas. O ENAMED cobra tanto o diagnóstico quanto a interpretação: quando solicitar ressonância magnética de sela túrcica, quando suspeitar de prolactinoma macroscópico versus microprolactinoma, e qual a conduta inicial (agonistas dopaminérgicos: bromocriptina ou cabergolina).

### FSH, LH e o diagnóstico de insuficiência ovariana prematura

A dosagem de FSH e LH é o passo que diferencia causas hipogonadotrópicas (hipotalâmicas e hipofisárias) de causas hipergonadotrópicas (ovarianas). FSH elevado (acima de 25-40 mUI/mL em duas dosagens com intervalo de 4 semanas) em mulher com menos de 40 anos aponta para Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), diagnóstico com implicações reprodutivas, ósseas e cardiovasculares importantes que o ENAMED já abordou em questões de manejo.

FSH baixo ou normal com amenorreia aponta para causas hipotalâmicas ou hipofisárias. A amenorreia hipotalâmica funcional, associada a baixo peso corporal, exercício físico extenuante e estresse crônico, é um diagnóstico de exclusão, mas tem perfil laboratorial característico (FSH e LH baixos ou inapropriadamente normais, estrogênio baixo) que o ENAMED já explorou em cenários com atletas de alta performance ou pacientes com transtorno alimentar restritivo.

### O teste de progesterona no fluxograma diagnóstico

O teste de progesterona (acetato de medroxiprogesterona 10 mg/dia por 10 dias, ou progesterona micronizada equivalente) é um dos instrumentos diagnósticos mais cobrados. A lógica é simples: sangramento após o término da progesterona (teste positivo) indica que há estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio e que o trato de saída está íntegro, o problema está no eixo HHO em nível acima do ovário. A ausência de sangramento (teste negativo) indica ou déficit estrogênico (causa ovariana ou hipotalâmica/hipofisária com baixo estrogênio) ou obstrução do trato de saída.

O ENAMED não cobra o protocolo posológico do teste, cobra o que o resultado implica em termos de raciocínio diagnóstico e próxima conduta. Entender essa diferença orienta o foco do estudo.

[Leia também Amenorreias no ENAMED: Investigação e Diagnóstico Diferencial → ](/blog/espec-amenorreias)

* * *

## Amenorreia primária: o que o ENAMED prioriza nessa categoria?

Na amenorreia primária, o ENAMED privilegia casos com anomalias genéticas e anatômicas que exigem raciocínio integrado entre genética, endocrinologia e anatomia do aparelho reprodutor. O candidato deve saber distinguir os principais perfis.

A Síndrome de Turner (45,X0) é o diagnóstico genético mais cobrado nesse contexto: baixa estatura, infantilismo sexual, pescoço alado, cúbito valgo e FSH elevado desde a adolescência (disgenia gonadal). O cariótipo é o exame confirmatório.

A Síndrome de Insensibilidade Completa aos Andrógenos (CAIS, anteriormente chamada de Síndrome de Morris) apresenta cariótipo 46,XY com fenótipo feminino, ausência de útero e anexos uterinos, testículos intra-abdominais e ausência de pelos pubianos e axilares. Testosterona elevada (nível masculino) com receptor androgênico não funcional. O ENAMED já cobrou esse diagnóstico diferencial em cenário de amenorreia primária com caracteres sexuais femininos aparentemente normais, mas sem pelos corporais.

O hematocolpo por hímen imperfurado é uma causa anatômica importante de amenorreia primária: a paciente relata dor cíclica mensal sem sangramento externo, o sangue se acumula atrás do hímen. O ENAMED pode apresentar esse cenário e cobrar o diagnóstico e a conduta (himenotomia).

* * *

## Dicas práticas de estudo para amenorreia no ENAMED

Com 50,8% de probabilidade de aparição e tendência ESTÁVEL, amenorreia merece alocação de tempo de estudo proporcional, mas não excessiva. A estratégia eficiente para esse tema é a seguinte:

O estudo deve começar pelo fluxograma diagnóstico completo da amenorreia secundária, com ênfase na sequência lógica: beta-hCG → TSH + prolactina → FSH/LH → teste de progesterona → teste de estrogênio + progesterona. Cada etapa deve ser estudada com o raciocínio de "o que o resultado positivo implica" e "o que o resultado negativo implica".

O segundo bloco de estudo deve cobrir SOP com profundidade adequada, é o diagnóstico diferencial mais frequente de amenorreia secundária em mulheres em idade reprodutiva e tem critérios diagnósticos (Rotterdam, 2003) que o ENAMED cobra com frequência. O critério de Rotterdam exige 2 de 3 condições: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, e ovários policísticos à ultrassonografia.

O terceiro bloco deve abordar as causas menos frequentes, mas de alto impacto diagnóstico: IOP, prolactinoma, amenorreia hipotalâmica funcional e Síndrome de Asherman. Para cada uma, o candidato deve dominar o perfil clínico típico, o perfil laboratorial e a conduta inicial.

Materiais de referência prioritários para este tema incluem: Manual de Ginecologia Endócrina da FEBRASGO (2020), PCDT do MS para SOP (2022), Diretrizes da Endocrine Society para Insuficiência Ovariana Prematura (2015, atualização 2023) e capítulos de ginecologia endócrina dos principais livros de referência do internato (Rezende, Williams Ginecologia).

O candidato deve evitar estudar apenas a teoria descritiva e priorizar a resolução de questões de alta complexidade após a revisão conceitual. Questões de provas de acesso à residência médica em ginecologia e obstetrícia (especialmente ENARE, FMUSP e UNICAMP) são os melhores simuladores do padrão ENAMED para esse tema.

Ginecologia Endócrina · ENAMED

### Perfil Hormonal das Principais Etiologias de Amenorreia

FSH · LH · Prolactina · Estrogênio, Diagnóstico Diferencial Laboratorial

**Elevado**  **Baixo / Suprimido**  **Normal**  **Muito elevado**  ◆ = Chave diagnóstica 

Etiologia

FSH

LH

Prolactina

Estrogênio

Chave Diagnóstica

Insuficiência Ovariana Prematura (IOP)

◆  FSH > 25 UI/L em 2 ocasiões com 4 semanas de intervalo; < 40 anos

Hiperprolactinemia (Prolactinoma)

◆  Galactorreia + amenorreia; solicitar RM de sela túrcica

Amenorreia Hipotalâmica Funcional

◆  Estresse, perda de peso, exercício excessivo; GnRH pulsátil reduzido

SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

/

/

◆  LH/FSH > 2; hiperandrogenismo clínico/laboratorial; Rotterdam 2003

Síndrome de Sheehan

◆  Necrose hipofisária pós-hemorragia puerperal; pan-hipopituitarismo

Síndrome de Asherman

◆  Sinéquias uterinas; teste de progesterona negativo; histeroscopia diagnóstica

Disgenesia Gonadal (Turner 45,X)

◆  Amenorreia primária; baixa estatura; cariótipo 45,X; gônadas em fita

Hipotireoidismo

/

/

/

◆  TSH elevado; TRH estimula prolactina; galactorreia associada possível

Fluxo Diagnóstico, Ordem de Solicitação no ENAMED

1º β-hCG  →  2º FSH + LH + PRL  →  3º TSH + T4L  →  4º Teste Progesterona  →  5º Cariótipo / Imagem 

**ENAMED/ENARE:** IOP exige FSH > 25 UI/L confirmado em 2 dosagens com intervalo mínimo de 4 semanas em mulher < 40 anos. Não confundir com menopausa precoce (40-45 anos). O teste de progesterona negativo + FSH normal direciona para Asherman ou defeito uterino. FSH muito elevado + amenorreia primária = pensar sempre em síndrome de Turner. 

\> \*\*SPR Med para instituições:\*\* Se sua IES precisa identificar quais estudantes do internato apresentam lacunas em temas de alta probabilidade como amenorreia, o painel diagnóstico do SPR Med mapeia individualmente o desempenho por competência e subtema, com prescrição pedagógica automatizada alinhada à Portaria INEP 478/2025. \[Solicite um diagnóstico institucional\](https://sprmed.com.br).

* * *

## Documentos oficiais relacionados

-   [Matriz de Referência Comum: Portaria Inep nº 478/2025](https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-478-de-18-de-julho-de-2025-643085112).
-   [Notas técnicas do Inep: cálculo da nota, proficiência e conceito institucional](https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enamed/notas-tecnicas).

Os documentos acima tratam do exame e da matriz de avaliação. Não substituem as diretrizes clínicas aplicáveis a cada conduta.

**Como ler a previsão:** a probabilidade apresentada é uma estimativa do modelo da SPR Med sobre o histórico analisado. Não é uma frequência oficial do ENAMED, garantia de cobrança ou evidência de eficácia clínica. A análise de setembro de 2026 deverá usar a prova efetivamente aplicada, preservando a previsão anterior à aplicação.

## Perguntas frequentes

### O que cai sobre amenorreia no ENAMED?

O ENAMED cobra principalmente a investigação sequencial da amenorreia secundária, o diagnóstico diferencial entre causas hipotalâmicas, hipofisárias, ovarianas e uterinas, a interpretação do teste de progesterona e os critérios diagnósticos de SOP e IOP. Em amenorreia primária, as questões envolvem Síndrome de Turner, CAIS e causas anatômicas como hímen imperfurado.

### Qual é a probabilidade de amenorreia cair no ENAMED 2025/2026?

Segundo os modelos preditivos do SPR Med, baseados na análise de 17 edições históricas, a probabilidade de amenorreia aparecer na próxima edição do ENAMED é de 50,8%, com tendência ESTÁVEL e confiança alta. O tema apareceu em 8 das 17 edições analisadas, totalizando 10 questões históricas.

### Qual a diferença entre amenorreia primária e secundária no contexto do ENAMED?

Amenorreia primária é a ausência de menarca aos 15 anos com desenvolvimento puberal presente (ou aos 13 anos sem desenvolvimento secundário). Amenorreia secundária é a ausência de menstruação por 3 ciclos consecutivos ou 6 meses em mulher previamente menstruante. Essa distinção orienta fluxogramas investigativos diferentes e os diagnósticos diferenciais prioritários em cada categoria.

### O teste de progesterona é realmente cobrado no ENAMED?

Sim. O teste de progesterona é um dos instrumentos diagnósticos mais explorados em questões históricas de amenorreia. O ENAMED não cobra a posologia do teste isoladamente, ele apresenta o resultado (sangramento presente ou ausente) e cobra o que isso implica em termos de etiologia e próxima conduta diagnóstica.

### Como a SOP se relaciona com amenorreia nas questões do ENAMED?

A Síndrome dos Ovários Policísticos é a principal causa de amenorreia/oligomenorreia em mulheres em idade reprodutiva e aparece com alta frequência nas questões de amenorreia secundária. O ENAMED cobra os critérios diagnósticos de Rotterdam (2003), o perfil hormonal (LH/FSH elevado, hiperandrogenismo) e o diagnóstico diferencial com hiperplasia congênita da suprarrenal de início tardio e hiperprolactinemia.

### Quantas horas devo dedicar ao estudo de amenorreia para o ENAMED?

Dado o perfil de probabilidade (50,8%) e a média histórica de 1,2 questão por aparição, amenorreia justifica uma dedicação de 4 a 6 horas de estudo focado, incluindo revisão teórica do fluxograma diagnóstico, estudo das etiologias principais e resolução de 15 a 20 questões de provas de acesso à residência. Não é um tema para aprofundamento excessivo, é um tema para domínio sólido do raciocínio investigativo.

* * *

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Escrito por

Dr. Vinícius Côgo Destefani

Co-Fundador e Diretor Pedagógico do SPR Med · CRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Médico pela UFES, Pediatria pelo HC-FMUSP e Cardiologia Pediátrica pelo Instituto Dante Pazzanese. Mentor direto de mais de 1.000 alunos. Responsável pela arquitetura metodológica e calibração TRI do banco do SPR Med.

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